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sábado, 13 de junho de 2009

Você precisa de ajuda?

Durante o curso de vida somos ajudados de diversas maneiras: nascemos dependentes e muitas vezes continuamos dependentes por um bom tempo de nossas vidas. Dependemos de sermos alimentados, cuidados, abraçados. Contudo, conforme se cresce o apoio recebido dos outros é transformado em auto-apoio, ou seja o objetivo é tornar-se autônomo, capaz de resolver suas próprias questões e dificuldades, capaz de cuidar de si-próprio. Todavia, em diversos momentos da vida continuamos a precisar de outros. Seja para estabelecer um relacionamento, seja para pedir ajuda na resolução de problemas e conflitos. Muitas vezes, no consultório, os terapeutas se defrontam com as dificuldades que o cliente apresenta em pedir ajuda: chegar ao consultório é uma dificuldade por si só. Isto porque o desenvolvimento do auto-apoio é confundido com não-dependência ou mesmo com a sensação de orgulho. O simples fato de requerer ajuda para cuidar da própria vida parece levar muitas pessoas a sentirem-se mais deprimidas ou envergonhadas. É importante frisar que procurar pela ajuda necessária quando se passa por grandes dificuldades no desenrolar da vida não é sinal de vergonha e sim de extrema maturidade. Isso porque demonstra que a pessoa é capaz de reconhecer seus limites e que está disposta a aprender e desenvolver modos melhores de gerenciar a si-mesma e à sua vida. Assim, jamais deixe de procurar ajuda especializada, pois através do auto-conhecimento você poderá ver mais claramente os acontecimentos de sua vida e aprender novas maneiras de apoiar a si mesmo e, quem sabe até, ajudar a outros.

Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
gabipdaltro@hotmail.com
Expectativas X Realidade

Aprender a reagir à realidade e não somente às próprias fantasias é o primeiro passo para lidar corretamente com as próprias expectativas. Todos nós temos expectativas em relação à vida: como deve ser a família ideal, o trabalho ideal, o filho ideal, o cônjuge ideal, etc. Afinal, quem não quer o melhor para si? Contudo, quando estas expectativas são exageradas e a pessoa não consegue aceitar a realidade como sendo diferente do que foi imaginado e idealizado podem surgir desapontamentos e desilusão. Através de um processo de auto-conhecimento é possível entender a importância destas fantasias na auto-realização do indivíduo e levá-lo a viver a vida de modo mais pleno e feliz, tendo expectativas realistas e aproveitando o que a vida e as pessoas podem oferecer do modo como elas são agora. Não é nada fácil recusar aquilo que se imaginou às vezes por toda uma vida, mas com certeza é muito mais satisfatório viver sem falsas ilusões. Afinal, o que é dar certo? “Dar certo” nem sempre é a idéia que se tem do que é dar certo. Muitas vezes a vida presenteia com situações inesperadas que podem trazer felicidade, simplesmente se você olhar para elas e não somente para o que você pensa delas.

Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
gabipdaltro@hotmail.com
Dificuldades de aprendizagem: dislexia


Existe uma série de fatores que podem dificultar a aprendizagem escolar: desde um ambiente inadequado, ansiedade, problemas emocionais, distúrbios neurológicos, problemas de visão e audição, entre outros fatores. Contudo, existem alguns comportamentos que evidenciam problemas mais sérios, como no caso da dislexia. A dislexia é um transtorno de aprendizagem que não tem cura, mas que pode ser amenizado através de tratamento adequado. O diagnóstico não pode ser feito com segurança na pré-escola, somente após a alfabetização. Dentre as características que podem sinalizar a dislexia estão: dificuldades de coordenação motora, dificuldades na leitura e escrita e na cópia, desatenção, dispersão, falta de interesse, desorganização, dificuldade com rimas, vocabulário, matemática e geometria, problemas como timidez excessiva e retraimento. È preciso ficar claro que a presença de um ou dois destes comportamentos não definem a criança como disléxica e que o diagnóstico deve ser feito por um especialista ou psicopedagogo. Além disso, a criança com quadro de dislexia costuma apresentar inteligência acima da média de modo que é necessário identificar suas habilidades e investir nelas. Junto com o aprendizado é preciso valorizar os pontos fortes e estimular a manutenção da auto-estima sem super proteger a criança. O importante quando se trata de dificuldades de aprendizagem é identificar com clareza o que se passa para que as qualidades de seu filho possam ser destacadas e a aprendizagem caminhar de modo satisfatório.


Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP06/86668
gabipdaltro@hotmail.com

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Sombra e luz: a consciência da morte

Mesmo nos consultórios de psicoterapia falar sobre morte e mortalidade é tabu. Muitos pacientes e até alguns terapeutas sentem-se ameaçados e envergonhados por terem pensamentos sobre a morte e sobre a validade da vida. A verdade é que a maioria de nós vez ou outra tem estes pensamentos e que a maioria de nós sente-se isolado, incompreendido e até considera-se doente por pensar e refletir sobre a morte. A morte está aí como um fato, assim como o está a existência. E existir nada mais é do estar aí no mundo deparado com sua condição humana, ou seja, deparado com a falta de sentido intrínseco do mundo e com a mortalidade de si mesmo e daqueles que se ama. Contudo, toda vez que existe este despertar da consciência o indivíduo tende a afastá-lo, seja ocupando-se em tarefas rotineiras, seja fazendo uma plástica para rejuvenescer ou atirando-se em atividades cheias de adrenalina. A verdade é que devemos aproveitar este despertar para, encarando a sombra da morte tão de perto, colocar a realidade e os sonhos em perspectiva de modo a melhorar esta existência que está aí hoje. Nunca é tarde demais ou se está velho demais para realizar as mudanças que se quer e poder sentir o enlevo de estar vivo: “O modo de valorizar a vida, a forma de sentir compaixão pelos outros, a maneira de amar tudo com a maior força é saber que estas experiências estão destinadas a serem perdidas”. Portanto, não procure se anestesiar da própria consciência, mas sim buscar aquelas experiências que te digam que você está realmente vivo, que ressoem não apenas em sua realidade física, mas também em seu interior. Desta forma, será mais tranquilo aproveitar o tempo que temos sob a luz.


Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
gabipdaltro@hotmail.com

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Trabalho: da crise para a auto-realização

Na atualidade falar de trabalho e profissão suscita em muitos a palavra “crise”. A “crise mundial” e a dificuldade de encontrar certos postos de trabalho têm levado muitas pessoas a questionar sua atuação no mercado. Quando a crise gera a oportunidade de refletir sobre a própria carreira ela desloca uma angústia que é coletiva para transformar o problema do trabalho em uma questão também individual. Assim, é preciso pensar na crise, mas também na sua “crise particular”: é o momento ideal para questionar sua história em relação ao trabalho, a questão do planejamento financeiro (suas expectativas financeiras), a questão da aptidão (se você está satisfeito com a área de trabalho que tem desenvolvido). Afinal, a profissão ocupa lugar de destaque na vida, uma vez que é a partir dela que é gerado o sustento e, acima de tudo, é no trabalho que se passa a maior parte das horas diárias. Ter claro para si suas habilidades e o que espera de sua vida profissional é o primeiro passo para enfrentar de modo mais tranquilo a busca ou mudança de emprego. Grande parte das angústias humanas se dão no âmbito do trabalho, pois o ser humano se faz e se realiza através de suas ações no mundo e no modo como estas ações ressoam em seu interior. Desta forma, trabalhar não é meramente gerar sustento, é também gerar e criar a pessoa que você é a todo momento.
Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Você sabe o que é “adição à internet”?

Já há algum tempo ouvimos falar de “adição à internet” como um novo problema de comportamento. O uso indevido e exagerado do computador pode levar a uma série de problemas, desde desinteresse pela vida “real” até complicações do sono, da concentração e distúrbios alimentares e nas relações sociais e familiares. Para os pais e pessoas próximas é difícil reconhecer quando o uso da internet é exacerbado porque seu uso é valorizado e até incentivado por toda a sociedade. Assim, muitos jovens, em geral adolescentes, passam a trocar a realidade física pela realidade virtual. É importante compreender que a adição à internet é o sintoma, a expressão, de dificuldades geralmente geradas em outros âmbitos, tais como: timidez ou dificuldade para lidar com a demandas e exigências sociais e do grupo, necessidade de afirmar-se em um ambiente mais seguro, ou seja, o mundo virtual pode ser facilmente manipulado; necessidade de fugir de relações familiares problemáticas, necessidade de criar vínculos por si mesmo (ser independente através do mundo virtual), entre uma série de outras possibilidades. O uso da internet torna-se um problema quando: a pessoa opta por ficar na internet a comparecer a eventos sociais importantes, há queda no rendimento escolar, longos períodos em frente ao computador em qualquer horário inclusive durante a madrugada, a pessoa mostra-se irritada e até violenta quando não está utilizando o computador, mudanças de humor e comportamento, alterações na alimentação, a pessoa mostra-se ansiosa em excesso quando não há possibilidade de uso do computador, comprometimento do trabalho e vida profissional devido ao uso excessivo da internet. Estas são algumas amostras de que pode haver um problema. De qualquer modo, se há suspeita de uso indevido da rede é necessário que os pais ou pessoas próximas busquem a ajuda de um profissional qualificado, que pode ajudar a compreender e a alterar este quadro.


Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
gabipdaltro@hotmail.com

sábado, 2 de maio de 2009


A difícil tarefa de dizer adeus

Finalizar relacionamentos e ser capaz de dizer adeus ao que passou é fundamental para estruturar melhor o futuro e manter o contato com a realidade da vida. Muitas vezes os relacionamentos terminam em morte, separação, divórcio, entre outros. Cada final traz a dor da perda e a necessidade de viver e superar o luto por um relacionamento que se foi. Contudo, relacionamentos que foram permeados de alegria, satisfação, compreensão permitem que aquele que fica sofra, mas também que supere a perda e seja capaz de viver, aproveitar e interessar-se pela vida. Por outro lado, relacionamentos marcados por brigas, ressentimentos, imcompreensão não permitem que aquele que fica olhe para o futuro de modo construtivo. Em geral, quando existem negócios inacabados com pessoas que se foram ou se separaram, a dificuldade em superar o fim é maior. Isso porque a pessoa não encontra um canal direto para expressar seus sentimentos que, de alguma forma, foram suprimidos. Muitas vezes este sentimento de algo inacabado vem acompanhando de culpa e ressentimento que acabam por manter a pessoa presa ao relacionamento mal resolvido. Através de um processo de auto-conhecimento, em que a pessoa é levada a reconhecer seus sentimentos e a encontrar uma maneira direta de expressá-los, é possível trabalhar os lutos e perdas de modo construtivo, levando o indivíduo a superar o passado e abrir as portas para relacionamentos futuros.
Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
gabipdaltro@hotmail.com