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quarta-feira, 22 de julho de 2009

O que é realização?

Gostaria de conversar com você hoje sobre realização. A maior parte das pessoas passa a vida sem se perguntar por que se dedicam a esta ou aquela atividade. Esta é uma questão fundamental para uma vida satisfatória e mais feliz, pois ação sem motivação é uma ação sem sentido, voltada apenas ou em última instância para o acúmulo material. Mas, afinal, o que é sentir-se realizado?Em primeiro lugar, a realização é uma sensação: uma sensação boa, positiva, de estar exatamente onde deveria estar, fazendo o que gosta; mas mais do que isso uma sensação de prazer duradoura. A realização vem do contato direto com a realidade, com a capacidade de usufruir da abertura que é o ser humano. O humano é um ser aberto para o mundo, uma semente que pode transformar-se em infinitas possibilidades. Assim, realizar-se é sempre realizar-se aí no mundo afora. Assim, encontrar aquele ponto de equilíbrio entre a necessidade material e a necessidade existencial é a chave para a realização. Não que seja tarefa fácil. As pressões e exigências do mundo muitas vezes empurram o indivíduo para longe de sua motivação, enquanto preocupações secundárias com trabalho, sustento, família e moral prevalecem. Contudo, é muito comum que em meio às obrigações de uma vida cotidiana o lado mais humano de nós transpareça e exija manifestar-se. Encontrar uma atividade que dê prazer, mas também que tenha um sentido maior e, mais do que tudo, estar aberto para sentir a realidade da vida em suas angústias e prazeres é fundamental para que aquela sensação de aconchego e pertencimento se aproxime de nós.

Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
gabipdaltro@hotmail.com
Prevenção na adolescência: corpo e decisão


Dois pontos são de fundamental importância durante a adolescência: o corpo e suas mudanças e a capacidade de tomar as próprias decisões. A questão do corpo na adolescência é de suma importância quando se pensa em prevenção de gravidez e doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) porque é partir do corpo que o adolescente se percebe crescendo e mudando. As mudanças psicológicas típicas desta fase, tal como a necessidade de maior independência e da necessidade de sentir-se parte e aceito por um grupo, apóiam-se nas mudanças físicas. Nesta fase há a descoberta do corpo que se torna adulto e o interesse pela descoberta do próprio corpo e do corpo do outro é inevitável. Grande parte da adolescência é gasta em tornar o próprio corpo desejável, ou seja, é quando começamos a nos preocupar com os aspectos do nosso corpo sexualmente importante para os outros. Descobrir-se desejável equivale a sentir-se parte do mundo e a ter, no futuro que pela primeira vez se abre, a descoberta de não passar a vida sozinho ( no sentido de desfrutar da intimidade que só uma relação conjugal pode oferecer). Esta necessidade de, sobretudo, aceitar a si próprio em suas qualidades e defeitos e aceitar, com isso, que ás vezes o outro pode nos aceitar ou rejeitar é o centro da decisão de prevenir-se sexualmente. Agir impulsivamente está em total acordo com as mudanças da adolescência, mas ao mostrar e esclarecer ao adolescente suas próprias questões, ajudando-o a reconhecer-se damos a oportunidade da decisão consciente. É importante destacar que a necessidade de ser capaz de tomar as próprias decisões é fundamental nesta fase e que valorizar esta capacidade pode tornar o aolescente mais receptivo às informações e, também, mais capaz de decidir prevenir-se, pois este deve sentir que a decisão é dele e não algo que lhe foi imposto. Reconhecer a importância do corpo e da independência do adolescente em relação a ele é a chave para começar um trabalho preventivo, seja em maior escala ou mesmo com os próprios filhos.


Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
gabipdaltro@hotmail.com

Conhecendo a esquizofrenia

A atual novela da rede Globo, através de um personagem portador de esquizofrenia, tem divulgado os problemas que esta doença gera. A esquizofrenia é uma doença mental crônica, ou seja, pode ser controlada mas não tem cura, e que atinge cerca de 1% da população mundial. Em geral ela se manifesta na faixa dos 20 e 30 anos de idade, gerando enorme impacto social e na família. A esquizofrenia é caracterizada por alguns sintomas, que podem estar presentes, ausentes ou combinados. Dentre eles destacam-se os delírios e alucinações. O delírio é uma crença, em geral absurda, que não pode ser removida: a pessoa acredita, por exemplo, que existe um complô para lhe fazer mal e por mais que se prove o contrário ela não se mostra convencida. Os delírios podem ter vários temas, mas em geral são persecutórios. Já as alucinações caracterizam-se por percepções e sensações sem a presença do objeto: a pessoa vê, conversa, ouve e sente outras pessoas, objetos, alienígenas, animais falantes, etc que não são reais, mas que para ela são tão reais e palpáveis quanto o restante da realidade. Em fases agudas da doença a pessoa pode apresentar desorganização do pensamento, suas idéias ficam confusas, vocabulário pobre ou infantil; apresenta também isolamento e pode tornar-se agressiva por conta dos conteúdos de seu delírio. Identificar a esquizofrenia e seu subtipo é o primeiro passo para ajudar o paciente. Isso deve ser feito por um psiquiatra que vai informar as medidas a serem tomadas, tal como a medicação e a indicação de algum tipo de terapia (psicoterapia e muitas vezes o apoio da terapia ocupacional). Atualmente, se a medicação e terapia são seguidas corretamente, a maioria dos portadores da esquizofrenia podem viver de modo produtivo e com uma vida social bem-adaptada.

Gabriela P. Daltro

Psicóloga CRP 06/86668

gabipdaltro@hotmail.com

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Identificando a depressão


As síndromes depressivas são hoje a primeira causa de incapacidade entre todos os problemas de saúde. Estima-se que cerca de 50 milhões de pessoas em todo mundo apresentem ao menos um tipo depressão (neste caso a depressão maior unipolar). Contudo, para que um quadro seja considerado depressivo é necessário uma avaliação que leva em conta 22 itens e sua duração. O principal sintoma da depressão é o humor triste, ou seja, é a partir da tristeza que muitas pessoas procuram ajuda. Todavia, o quadro se caracteriza por uma série de sintomas relativos à autovalorização, à vontade e a motricidade. Os principais sintomas que podem ser facilmente identificados são: tristeza, choro fácil, apatia, indiferença, irritabilidade, sensação de falta de sentimento, angústia, desesperança, fadiga, alterações no apetite e no sono, diminuição da libido, pessimismo, sentimentos de culpa, idéias suicidas e, em alguns casos, delírios. As reações depressivas estão intimamente ligadas às perdas durante a vida: do local de moradia, do emprego, de um familiar ou de algo que seja puramente simbólico/existencial. Outras causas associadas estão ligadas a marcadores biológicos e químicos. A busca de tratamento nos quadros depressivos deve ser feita o mais rápido possível, de modo que não evolua para graus mais graves. O tratamento inclui, em geral, o uso de remédios associados à terapia, portanto a visita a um psiquiatra e psicólogo se faz necessária. Muitas vezes a pessoa não consegue procurar ajuda, por isso é importante que familiares e amigos estejam atentos e que, se for preciso, conduzam a pessoa à ajuda necessária.


Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
gabipdaltro@hotmail.com

sábado, 13 de junho de 2009

Você precisa de ajuda?

Durante o curso de vida somos ajudados de diversas maneiras: nascemos dependentes e muitas vezes continuamos dependentes por um bom tempo de nossas vidas. Dependemos de sermos alimentados, cuidados, abraçados. Contudo, conforme se cresce o apoio recebido dos outros é transformado em auto-apoio, ou seja o objetivo é tornar-se autônomo, capaz de resolver suas próprias questões e dificuldades, capaz de cuidar de si-próprio. Todavia, em diversos momentos da vida continuamos a precisar de outros. Seja para estabelecer um relacionamento, seja para pedir ajuda na resolução de problemas e conflitos. Muitas vezes, no consultório, os terapeutas se defrontam com as dificuldades que o cliente apresenta em pedir ajuda: chegar ao consultório é uma dificuldade por si só. Isto porque o desenvolvimento do auto-apoio é confundido com não-dependência ou mesmo com a sensação de orgulho. O simples fato de requerer ajuda para cuidar da própria vida parece levar muitas pessoas a sentirem-se mais deprimidas ou envergonhadas. É importante frisar que procurar pela ajuda necessária quando se passa por grandes dificuldades no desenrolar da vida não é sinal de vergonha e sim de extrema maturidade. Isso porque demonstra que a pessoa é capaz de reconhecer seus limites e que está disposta a aprender e desenvolver modos melhores de gerenciar a si-mesma e à sua vida. Assim, jamais deixe de procurar ajuda especializada, pois através do auto-conhecimento você poderá ver mais claramente os acontecimentos de sua vida e aprender novas maneiras de apoiar a si mesmo e, quem sabe até, ajudar a outros.

Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
gabipdaltro@hotmail.com
Expectativas X Realidade

Aprender a reagir à realidade e não somente às próprias fantasias é o primeiro passo para lidar corretamente com as próprias expectativas. Todos nós temos expectativas em relação à vida: como deve ser a família ideal, o trabalho ideal, o filho ideal, o cônjuge ideal, etc. Afinal, quem não quer o melhor para si? Contudo, quando estas expectativas são exageradas e a pessoa não consegue aceitar a realidade como sendo diferente do que foi imaginado e idealizado podem surgir desapontamentos e desilusão. Através de um processo de auto-conhecimento é possível entender a importância destas fantasias na auto-realização do indivíduo e levá-lo a viver a vida de modo mais pleno e feliz, tendo expectativas realistas e aproveitando o que a vida e as pessoas podem oferecer do modo como elas são agora. Não é nada fácil recusar aquilo que se imaginou às vezes por toda uma vida, mas com certeza é muito mais satisfatório viver sem falsas ilusões. Afinal, o que é dar certo? “Dar certo” nem sempre é a idéia que se tem do que é dar certo. Muitas vezes a vida presenteia com situações inesperadas que podem trazer felicidade, simplesmente se você olhar para elas e não somente para o que você pensa delas.

Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
gabipdaltro@hotmail.com
Dificuldades de aprendizagem: dislexia


Existe uma série de fatores que podem dificultar a aprendizagem escolar: desde um ambiente inadequado, ansiedade, problemas emocionais, distúrbios neurológicos, problemas de visão e audição, entre outros fatores. Contudo, existem alguns comportamentos que evidenciam problemas mais sérios, como no caso da dislexia. A dislexia é um transtorno de aprendizagem que não tem cura, mas que pode ser amenizado através de tratamento adequado. O diagnóstico não pode ser feito com segurança na pré-escola, somente após a alfabetização. Dentre as características que podem sinalizar a dislexia estão: dificuldades de coordenação motora, dificuldades na leitura e escrita e na cópia, desatenção, dispersão, falta de interesse, desorganização, dificuldade com rimas, vocabulário, matemática e geometria, problemas como timidez excessiva e retraimento. È preciso ficar claro que a presença de um ou dois destes comportamentos não definem a criança como disléxica e que o diagnóstico deve ser feito por um especialista ou psicopedagogo. Além disso, a criança com quadro de dislexia costuma apresentar inteligência acima da média de modo que é necessário identificar suas habilidades e investir nelas. Junto com o aprendizado é preciso valorizar os pontos fortes e estimular a manutenção da auto-estima sem super proteger a criança. O importante quando se trata de dificuldades de aprendizagem é identificar com clareza o que se passa para que as qualidades de seu filho possam ser destacadas e a aprendizagem caminhar de modo satisfatório.


Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP06/86668
gabipdaltro@hotmail.com