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quarta-feira, 25 de maio de 2011

Terapia para dificuldades sexuais

As dificuldades sexuais incluem desde disfunções sexuais coma disfunção erétil, ejaculação precoce, falta de desejo sexual, entre outros como também dificuldades em viver a própria sexualidade dentro ou fora de uma parceria. Cerca de 70% dos problemas sexuais são de origem exclusivamente psicológica ou de origem mista: psicológica e orgânica. Desta forma, além da medicação quando necessária, o acompanhamento psicoterapêutico se faz fundamental. Durante a terapia sexual são tratados temas como educação sexual (pois muitas dificuldades devem-se a falta de informações corretas sobre sexualidade), história de vivência da sexualidade, padrões de comportamento relacionados, angústias e medos e outros temas que podem influenciar a vida sexual tais como o relacionamento conjugal. Muitas vezes é feita também uma investigação sobre outros quadros que podem afetar a sexualidade tais como depressão, psicoses e ansiedade. Cuidar da própria sexualidade é cuidar de um aspecto fundamental da vida humana: aquele lado que permite o prazer, a intimidade e o contato pleno com o outro. Conversar sobre o tema, informar-se e buscar ajuda adequada são modos de buscar a satisfação nesta área da vida.

Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
gabipdaltro@hotmail.com

quarta-feira, 30 de março de 2011

Estresse Pòs-traumático: reconhecendo o perigo

O Transtorno do Estresse Pós-Traumático (TEPT) é um quadro psicológico desencadeado por situações traumáticas e que chega a afetar até 8% da população mundial. Considerando as pessoas que apresentam TEPT parcial, ou seja, estão traumatizadas, mas não correspondem a todos os critérios diagnósticos este índice pode chegar a 30%. Os indivíduos que sofrem de TEPT apresentam ansiedade marcante, níveis de estresse elevados, distúrbios do sono, diminuição da produtividade e dificuldade em falar do evento traumático e entrar em contato com elementos que evoquem memórias do evento. O tratamento para este distúrbio compreende principalmente a psicoterapia, que deve estar aliada a medicação. A linha de trabalho geralmente está focada no exercício de recordação do trauma, na comunicação do evento traumático, na maior consciência das emoções e sensações durante o evento, na re-significação dos estímulos e elementos presentes durante o evento traumático e que possam desencadear respostas disfuncionais no presente. Entre outras técnicas psicoterápicas encontramos a rememoração do trauma e a reestruturação cognitiva. É importante ressaltar que os efeitos do trauma afetam o funcionamento cognitivo, a saúde física e as relações interpessoais gerando uma grande perda na qualidade de vida do indivíduo. Procurar ajuda especializada o quanto antes é fundamental para um diagnóstico preciso e um tratamento eficaz.


Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668

 
Desenho: caminho para compreensão da criança

O desenho foi a primeira expressão gráfica com o sentido de comunicação que conhecemos. Também para as crianças o desenho é o primeiro meio gráfico de expressão que permite aos adultos conhecer e compreender a criança e seu emocional. Através das atividades gráficas como desenho e pintura, a criança mostra sua realidade e o modo como absorveu a realidade em seu entorno, demonstrando também seus sentimentos em relação a ela. Através do desenho a criança expressa e também apreende conceitos como espaço, tempo e quantidade, apropriando-se do próprio conhecimento de mundo no seu ritmo. Para cada idade existe uma etapa de desenvolvimento que se reflete nos desenhos. Através deles o educador e o Psicólogo podem avaliar os estágios de aprendizagem e desenvolvimento da criança, bem como fatores emocionais que podem estar atrapalhando sua evolução, uma vez que na infância emoção e cognição fazem parte de um mesmo processo. O ato de desenhar tem utilidade para o profissional que avalia não somente o conteúdo, mas as formas, o espaço utilizado, as cores e as narrativas da criança sobre o desenho de modo a inferir seus estados internos e sua relação com o mundo. Para a criança o ato de desenhar é um processo vivencial e existencial de múltiplas riquezas. Incentivar o desenho livre ou mesmo temático é fundamental para o exercício da auto-expressão e o desenvolvimento cognitivo da criança.

Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
gabipdaltro@hotmail.com

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Trabalho: como vai o seu

O trabalho teve muitos significados em diferentes sociedades e épocas durante a História. Para os gregos e romanos trabalhar era sinônimo de escravidão e atividade destinada somente a prisioneiros. A partir de 1700 aproximadamente, o significados do trabalho começaram a transformar-se e este começou a se difundir entre as classes sociais. O trabalho passou a ser considerado uma atividade digna e orientado a realizar objetivos. Com o tempo e o surgimento da sociedade de consumo, tal como nos encontramos hoje, a atividade profissional se tornou um meio de realização pessoal, um fator indissociável da identidade do indivíduo, de sua auto-estima e de seu papel na sociedade. Ele é considerado um meio de expressar e utilizar os próprios recursos. Durante a vida, contudo, apesar de sua conotação positiva o trabalho pode assumir um caráter de sacrifício, obrigação e um verdadeiro dilema para o indivíduo, sendo causa de sofrimento emocional. O estresse, a fadiga, a ansiedade, mal-estar e doenças físicas que podem acompanhar a atividade profissional são expressões de uma atividade inadequada para aquele indivíduo ou de um modo inadequado de se relacionar com o trabalho. A partir de um processo psicoterápico a pessoa tem a oportunidade de ampliar sua visão sobre o trabalho, sua vocação e talento e até de questionar as implicações do trabalho para a formação de sua própria identidade. Encontrar soluções viáveis para esta questão também está nos objetivos do tratamento. Procure ajuda especializada, reflita sobre a questão do trabalho, pois afinal de contas é nele que passamos grande parte de nossas vidas.


Gabriela P. Daltro

Psicóloga CRP 06/86668


 
 
O que é Transtorno Bipolar?

O Transtorno Bipolar do Humor é uma doença crônica que atinge homens e mulheres a partir dos 20 anos de idade. É uma doença de difícil diagnóstico, pois compreende episódios de depressão, mania e hipomania alternados ou mistos e com períodos de relativa normalidade. Nestes casos, o diagnóstico pode demorar até cerca de 13 anos para ser realizado, pois a observação da alternância do humor pode passar despercebida tanto por médicos como por familiares e amigos. Tanto na fase de mania quanto na de depressão, o diagnóstico pode ser confundido com o de outras doenças, causando mais dificuldades para o tratamento. O Transtorno Bipolar gera perdas importantes tanto para quem sofre com ele quanto para quem convive com o portador da doença. Perda de produtividade, piora na qualidade de vida, ansiedade, irritabilidade, alucinações e até o suicídio são alguns dos sintomas e resultados deste quadro. A procura por ajuda especializada é fundamental, o acompanhamento médico e terapêutico também são cruciais. O tratamento em geral é realizado com medicamentos específicos e com um trabalho de informação ao paciente e familiares bem como psicoterapia. Em alguns casos de crise a internação pode ser recomendada. Tratamento adequado e compreensão dos cuidadores são a chave para viver com este transtorno.


Gabriela P. Daltro

Psicóloga CRP 06/86668

gabipdaltro@hotmail.com

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Estresse pré-temporada: será que você tem?

O estresse é uma resposta do organismo a uma situação que solicita do indivíduo mais do que ele está preparado para lidar. Em geral é um quadro cumulativo, no sentido de que pode ter múltiplas origens na vida da pessoa e ser resultado de exposição a situações geradoras de ansiedade por um longo período de tempo. Durante estes anos de atuação em Ubatuba, tenho observado que muitas pessoas, principalmente que trabalham em dependência direta da temporada de verão, apresentam uma mudança de comportamento semelhante nos meses que a antecedem. A preparação para a mudança de ritmo de trabalho, bem como o medo e ansiedade geradas por estas situação, levam a pessoa a apresentar sintomas de um quadro de estresse tais como insônia, irritabilidade sem causa aparente, sensação de tristeza ou choro constante, doenças oportunistas como gripes e resfriados, desânimo, ansiedade generalizada, entre outros. Muitas vezes a pessoa não se dá conta de que o corpo e a mente estão se preparando para enfrentar momentos de alta exigência e acabam por não trabalhar estas questões. A resposta individual à mudança de ritmo sazonal da cidade varia de acordo com o tipo de trabalho e também com as experiências anteriores já vividas nesta época do ano. Reconhecer que não apenas seu trabalho (comércio, serviços, saúde, etc) deve ser preparado para esta mudança, mas que seu organismo como um todo também a reconhece é o primeiro passo para diminuir o estresse e preparar-se adequadamente para as mudanças que virão. Junto a um acompanhamento terapêutico apropriado estas questões e dificuldades podem ser trabalhadas em profundidade e soluções podem ser melhor adaptadas para este período.

Gabriela Pavani Daltro
Psicóloga CRP 06/986668
gabipdaltro@hotmail.com

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Estresse Ocupacional: dificuldades no trabalho

O estresse ocupacional é um quadro de esgotamento físico e psicológico que tem por origem a situação do individuo no trabalho. Quando as situações demandam mais do que os recursos internos que a pessoa tem disponível o quadro de estresse se instala. Em geral ele é caracterizado por alterações de humor e dores físicas que costumam resultar no afastamento temporário ou até definitivo do individuo. A sensação de estar isolado em seus problemas e de desamparo frente ás pessoas e órgãos de suporte no trabalho tendem a agravar o quadro. Nestes casos é necessário que a pessoa procure ajuda psicológica que vai auxiliá-la no enfrentamento de sua situação e ajudá-la a resgatar a auto-estima perdida. Compreender os fatores estressores tais como violência, relações entre a equipe, dificuldades técnicas, conflitos com superiores é fundamental para contextualizar o problema e permitir que a pessoa elabore conscientemente suas questões. Afinal, quando a boca cala, o corpo fala (A. Barreto)


Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06]86668
gabipdaltro@hotmail.com
Brincar é coisa séria

Atualmente muitos pais reconhecem a importância das brincadeiras na vida das crianças, mas ainda falta uma compreensão mais profunda quanto ao papel que o brincar na infância desempenha para o desenvolvimento motor, psicológico e, também, escolar. Todo aprendizado começa pelo corpo: é através da experimentação das sensações do corpo que a criança conhece e explora o mundo a sua volta. As primeiras noções de ritmo, lateralidade, peso, altura, posição dos corpos são dadas pelo brincar do corpo e sua movimentação pelo espaço. Some-se a isso as fantasias envolvidas no brincar que serão importantes para o desenvolvimento da capacidade de abstrair, ou seja, realizar cálculos e interpretar textos. Ainda mais a criança aprende ao brincar: ao se exercitar com outras crianças experimenta regras sociais, experimenta o próprio corpo em interação e as noções matemáticas de grupo e diferença. Portanto, quando dizemos que brincar é fundamental estamos de fato dizendo que sem ações motoras não pode haver pensamento e, logo, muitos problemas de aprendizagem ocorrem conjuntamente com uma deficiência na coordenação motora das crianças. Conclusão: o ritmo e a pressão do mundo moderno podem alterar a qualidade e a intensidade da atenção, bem como dificuldades ou impedimentos motores podem agravar dificuldades de aprendizagem. Proporcionar um ambiente rico em possibilidades de brincadeira é fundamental para o bom desenvolvimento cognitivo, emocional e psicológico das crianças.


Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668

 
O que é Bullying?

O bullying é um conjunto de atos de violência física e psicológica contra alguém em desvantagem de poder e que traz consequências para vítimas, agressores e testemunhas e que tem tomado relevância nas discussões sobre violência escolar em todo o mundo. Na realidade, o bullying pode ocorrer não somente na escola com crianças e jovens, mas em qualquer grupo de pessoas: na família, entre irmãos; no trabalho, entre subordinados e chefes; nas redes sociais através da fofoca e boatos e caracteriza-se por ser uma violência ou assédio realizados de maneira recorrente e intencional. Muitas vezes o bullying é praticado na forma de agressão verbal e física e como uma maneira de produzir o isolamento das ‘vítimas’. Este tipo de violência pode gerar consequências desastrosas para os envolvidos – isolamento, depressão, faltas injustificadas, pânico e consequências físicas como baixa imunidade fisiológica, tonturas, dores de cabeça, vômitos e enjôos. Um programa de prevenção amplo e que envolva temas como valorização do respeito, inserção dos alunos isolados na comunidade, trabalho e superação dos estigmas e identidade social são algumas das maneiras pelas quais o assunto pode ser abordado em casa e nas escolas. É preciso estar atento para os sinais que tanto vítimas quanto agressores demonstram, para que medidas corretivas possam ser tomadas pelos pais, escola e psicólogo em conjunto.


Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
gabipdaltro@hotmail.com





quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Educar pais para educar filhos

Educar e estabelecer limites para os filhos nem sempre é tarefa fácil: muitos pais precisam lidar com suas próprias dificuldades e sentimentos antes de estabelecer uma rotina satisfatória. Quando a criança está em terapia é importante que os pais participem e façam acompanhamento periódico, pois eles são parte do ambiente da criança e influem diretamente sobre seu comportamento. Um dos focos no trabalho com os pais é ajudá-los a administrar seus sentimentos de maneira lógica ao criar seus filhos, identificando modelos, resistências e oferecendo também técnicas que possam ser aplicadas a situações específicas. Neste sentido, o primeiro passo na educação de pais consiste em ajudá-los a estabelecer conseqüências para os comportamentos dos filhos antes que os problemas surjam e ajudá-los a aplicar o que foi estabelecido. Para tanto é preciso que os pais coloquem seus sentimentos em suspensão por um período e estejam dispostos a aplicar a consequência predeterminada de modo que ela traga aprendizado tanto para os filhos quanto para os pais. Outro ponto a ser considerado é compreender a mensagem positiva que os filhos possam estar enviando com um determinado comportamento; por exemplo ele está tentando lhe dizer “eu preciso me sentir independente”, “eu preciso me sentir forte” ou “eu preciso conhecer os limites de suas regras”? Auxiliar pais na educação é mais do que prescrever atitudes: é ajudá-los a compreender os filhos de modo profundo e, sobretudo, aceitar seu papel de forma consciente e mais satisfatória.

Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668

 
 
Psicoterapia versus Amizade

Uma questão que sempre chega aos psicólogos, seja em seus consultórios ou na vida cotidiana, é a freqüente pergunta sobre a diferença entre uma boa amizade e a psicoterapia. Embora exista certo grau de similaridade nestas relações, elas são muito diferentes entre si. Em primeiro lugar, o psicólogo se vale de princípios científicos e comprovados da Psicologia para direcionar sua atuação e compreender os fenômenos trazidos pelo cliente. A amizade entre terapeuta e cliente é uma pré-condição para a terapia mas não é, entretanto, suficiente. A psicoterapia não substitui a vida: é antes um ensaio geral para a vida. A relação estabelecida entre terapeuta e cliente serve como modelo e exemplo do modo como o cliente estabelece seus relacionamentos com os outros e com o mundo. As mudanças obtidas na terapia precisam, além disso, ser generalizadas para outros relacionamentos e ambientes da vida do cliente. Sobretudo, embora a psicoterapia exija um relacionamento íntimo , o relacionamento não é um fim: é um meio para um fim.

Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668

 
 
Conhecendo a ‘ansiedade’

A palavra ‘ansiedade’ deriva do latim angere, que significa opressão, constrição. Embora a ansiedade seja utilizada muitas vezes como sinônimo de estresse, este é melhor compreendido como uma sintoma desse fenômeno mais complexo. A ansiedade pode apresentar-se como sintomas psicológicos tais como agitação, preocupação e vontade de chorar e físicos tais como palpitações, náuseas, transpiração excessiva, entre outros. Uma característica sempre presente na ansiedade é a sensação de estar de fato oprimido pela impossibilidade de certeza sobre o futuro: desta forma o futuro é sempre uma ameaça de destruição do indivíduo, que precisa estar sempre alerta para o inesperado (e este inesperado é geralmente visto de forma negativa, com pessimismo). Existem dois tipos de ansiedade: a normal ou positiva e a patológica ou negativa. A ansiedade positiva é um estado de alerta justificado por uma circunstância. Neste sentido cumpre a função de colocar o indivíduo em marcha. Por outro lado a ansiedade negativa é uma tensão psíquica e fisiológica que persiste inclusive depois da situação que a causou ter passado, ou aparece independentemente de uma situação causal clara. Para tratar a ansiedade patológica em geral são utilizados medicação e psicoterapia, para que a pessoa possa averiguar as causas de sua ansiedade e modos de utilizá-la a seu proveito.

Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
gabipdalto@hotmail.com