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quinta-feira, 21 de junho de 2012

Fatores psicológicos da disfunção erétil

A disfunção erétil, popularmente conhecida como impotência sexual, atinge cerca de 30% dos homens. É uma disfunção sexual marcada por uma incapacidade de obter ou de manter a ereção de forma recorrente e persistente. A disfunção erétil ocasiona prejuízos emocionais e sociais ao homem como queda da auto-estima, diminuição de produtividade no trabalho, dificuldade em relacionar-se, vergonha, medo, depressão e ansiedade generalizados. As causas podem ser tanto físicas quanto psicológicas e em geral um acompanhamento duplo pelo urologista e pelo terapeuta sexual são indicados. Aproximadamente 30% dos casos respondem exclusivamente á medicação, enquanto os outros 70% necessitam de acompanhamento psicológico ou conjunto. Quanto as dificuldades psicológicas ligadas á disfunção erétil se destaca o medo do fracasso, medo este que se instala após algumas tentativas frustradas e que surge a cada nova tentativa. Exigência de performance sexual, expectativas irreais, dificuldade de diálogo franco e aberto, necessidade excessiva de satisfazer o parceiro são algumas das circunstâncias imediatas que agravam o problema. Outros conflitos emocionais gerados ao longo da vida, educação rígida, falta de informação adequada sobre sexualidade também são trazidos á tona durante o processo de psicoterapia sexual. A sexualidade é uma área fundamental da vida de qualquer pessoa e influencia diretamente a qualidade vida. Busque ajuda especializada procurando um urologista e um psicólogo sexual. Mais informações visite www.gabrielapsicologa.blogspot.com
Gabriela P. Daltro

Psicóloga CRP 86668
gabipdaltro@hotmail.com


terça-feira, 12 de junho de 2012

Auto-estima infantil

A auto-estima é basicamente o modo como uma criança se sente em relação a si-mesma. Uma boa auto-estima é um sentimento  quase constante de ser amado, ser bom e ser feliz por ser quem é. Aos pais cabe mostrar aos filhos, em suas diversas fases, que são amados por completo, simplesmente por existirem e não por serem os mais rápidos, os melhores, etc. Nos primeiros anos de vida as crianças aprendem a lidar com diversas situações perturbadoras como a ansiedade de separação, culpa, vergonha, a dúvida; competem com os irmãos. As crianças imitam os adultos e lutam pela confiança em si mesmas. Quando ficam mais velhas e começam a interagir com outras crianças, passam a desenvolver o senso de moralidade e tomam consciência de regras sociais. São muitos desafios rumo ao crescimento e independência. Cabe aos pais ajudar a criança a se sentir valiosa e querida, ressaltando suas qualidades, suas vitórias e avanços, reforçando como cada pessoa é única e especial, a importância de dar o melhor de si e de também ser o melhor amigo de si mesmo, evitando críticas desnecessárias. Incentivar, premiar bons comportamentos com palavras e atitudes carinhosas, estabelecer limites claros são formas de ensinar a criança a valorizar a si mesma e aos outros, bem como a aprender a defender-se e fazer escolhas saudáveis.

 Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 86668
gabipdaltro@hotmail.com

terça-feira, 15 de maio de 2012

PSICOLOGIA E ALGUNS MITOS

A Psicologia e sua forma de atuação ainda não é bem compreendida por todas as pessoas. Muitas dúvidas e preconceitos ainda perduram nesta área. Vamos ver alguns deles:

PSICOLOGIA É MISTÉRIO E TERAPEUTAS ADIVINHAM TUDO: Mito. A Psicologia é a ciência do comportamento humano. Ela estuda o comportamento humano, ou seja, porque as pessoas fazem o que fazem e sentem o que sentem. Estuda também técnicas de modificação deste comportamento quando ele traz sofrimento desnecessário para a pessoa. O terapeuta não adivinha nada, ele pergunta e investiga com o paciente sua vida, emoções e pensamentos a fim de identificar problemas e propor modificações que levem aos resultados desejados.

PROCURAR UM PSICÓLOGO SIGNIFICA QUE ESTOU LOUCO: Mito. Como muitas pessoas não compreendem o trabalho do psicólogo, este costuma ser um medo muito comum. Procurar ajuda especializada quando estamos enfrentando situações difíceis, crises e outros sofrimentos não significa loucura e simplesmente que você não está conseguindo lidar com as demandas da vida a partir dos recursos que você á tem. É necessário desenvolver e aprender habilidades novas ou outros modos de agir que o ajudem nestas dificuldades específicas. Durante o processo outros recursos como medicação podem ser utilizados sob a supervisão de um psiquiatra, de forma a ajudar no tratamento, isto de forma alguma significa loucura ou falta de juízo.

PSICÓLOGOS NÃO DEVEM COBRAR POIS AUDAM AS PESSOAS: Mito. O psicólogo é um profissional da saúde, que atua baseado em preceitos científicos e validados e que requer formação e conhecimentos específicos. Não é necessariamente um trabalho filantrópico e sim um profissional que prestará um serviço e do qual deve prestar contas, assim como médico, o fisioterapeuta, o assistente social, etc.

Outras perguntas você encontra em www.gabrielapsicologa.blogspot.com

Envie sua dúvida também para gabipdaltro@hotmal.com

 Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
gabipdaltro@hotmail.com

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Sexualidade no Consultório

A sexualidade é um amplo aspecto da vida das pessoas e está relacionada com fatores físicos, sociais e psicológicos. No consultório de Psicologia o tema é trazido a partir das queixas sexuais dos pacientes, em geral relacionadas a disfunções sexuais ou dúvidas e dificuldades nesta área da vida. É realizada uma avaliação inicial individual ou com o casal em que queixas e sintomas são avaliados. As dificuldades mais comuns envolvem perda ou diminuição do desejo sexual, dor na relação, dificuldade para orgasmo, disfunção erétil (impotência) e ejaculação rápida (precoce). Muitas vezes é necessária a atuação conjunta com médicos ginecologistas, urologistas, psiquiatras e também fisioterapeutas especializados na área. Durante o processo de terapia sexual o tema é abordado diretamente: são realizadas recomendações individuais e para o casal que facilitem a exploração da sexualidade, psico-educação para dúvidas e conhecimento do funcionamento sexual e são trabalhados temas abrangentes como dificuldades da rotina, expectativas em relação á vida e aos relacionamentos, entre outros temas relevantes de acordo com a queixa levantada. Os benefícios da terapia sexual incluem o aumento da  auto-estima, satisfação pessoal e do casal, melhora do relacionamento, conhecimento do próprio corpo e das fontes de prazer e melhora da ansiedade relacionada ao tema. Mais informações acesse: www.gabrielapsicologa.blogspot.com

 Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Não espere: viva.
Por que é importante falar sobre expectativas? As expectativas são aquelas idéias e sentimentos sobre alguma situação em nossas vidas que conduzem, inevitavelmente, à procura por resultados. Ter expectativas está ligado ao ato de esperar-por/desejar-que algo específico aconteça, seja em relação ao trabalho, a vida familiar ou afetiva. A vida proporciona situações inusitadas e inesperadas o tempo todo e fornece também a oportunidade de exercemos nossos potenciais. Contudo, a realização pessoal fica muitas vezes prejudicada pelas expectativas. Ao esperar resultados específicos, deixamos de aproveitar a experiência do momento e, assim, a experiência da própria vida e do prazer que ela pode proporcionar. Isso porque as expectativas geram cobranças internas e externas e determinam nossas reações as situações que nos acontecem. Assim, muitas vezes podemos reagir negativamente a uma situação da vida não porque ela é ruim em-si e sim porque não aparece do modo como esperávamos, ou seja, não corresponde as nossas expectativas. Uma vida repleta de qualidade e bem-estar está intimamente ligada à capacidade do indivíduo de aproveitar o fluxo de suas experiências de modo rico e existencialmente descompromissado (não vamos confundir com a irresponsabilidade pelos resultados). Viver bem é estar aberto para a realidade da vida e não congelar suas potencialidades em nome de uma idéia pré-concebida do que é o certo/errado, o sucesso ou o fracasso. Toda experiência é válida se for vivida com intensidade, de modo que o ser humano procure por experiências que confirmem sua existência, ou seja, que lhe deem a sensação de estar realmente vivo, ou seja, existencialmente realizado.

Gabriela Pavani Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
gabipdaltro@hotmail.com

terça-feira, 27 de março de 2012

Perguntas que as crianças fazem

Muitos pais se encontram com o dilema entre responder ou não com a verdade quando a criança faz certas perguntas. Algumas vezes perguntas sobre como funcionam as coisas podem até complicar os pais, mas nada como as perguntas do tipo “de onde eu vim”. Este tipo de pergunta é comum em todas as idades, o que varia é a quantidade de informação que a criança consegue acompanhar em cada faixa etária. É possível dizer sempre a verdade, mas o nível de detalhamento da resposta deve ser ampliado conforme a idade avança. Responder com a verdade, mesmo que os pais fiquem surpresos ou até constrangidos inicialmente, é importante para estabelecer confiança mútua e incentivar o diálogo saudável. De forma geral os pais devem buscar respostas apropriadas para cada idade, se preparando  buscando informações e/ou consultando um psicólogo especializado. É preciso encarar o ato de responder á criança como uma oportunidade de ensiná-la tudo que ela precisa aprender antes mesmo de ir para a escola: bondade, tolerância, justiça e generosidade. Fornecer informações claras e verídicas também prepara a criança para lidar com a própria sexualidade, abusos e situações de violência.

Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
gabipdaltro@hotmail.com

terça-feira, 13 de março de 2012

Psicoterapia e Ejaculação Rápida

A Ejaculação rápida, ou ejaculação precoce, é uma disfunção sexual masculina que se dá por uma queixa relacionada á falta de controle da ejaculação e/ou insatisfação com a variação de tempo para ejacular. É uma disfunção que atinge aproximadamente 26% da população masculina no Brasil e é fonte de intensa ansiedade. Na realidade, não há um tempo pré-determinado para a ejaculação, portanto o diagnóstico é feito com base na insatisfação interna do paciente e no quanto seu modo de relacionar-se é satisfatório para ele e para a parceria. Aproximadamente 30% dos casos são situacionais, ou seja, a ejaculação rápida foi adquirida ao longo da vida; 70% dos casos compreendem o quadro que se desenvolveu desde o início da vida sexual. Experiências ligadas ao início da vida sexual, medos e conflitos conjugais, ansiedade generalizada, baixa auto-estima e predisposição biológica são fatores que levam ao distúrbio. A psicoterapia nestes casos atua no auto-conhecimento do corpo e das sensações do cliente (aumento da propriocepção) visando maior controle ejaculatório, controle da ansiedade geral e da ansiedade de desempenho, conflitos relacionais e educação sexual. É importante frisar que doenças urológicas podem ser causa de ejaculação rápida, portanto um urologista deve ser consultado. Muitas vezes é utilizada também medicação aliada á psicoterapia. Procurar ajuda especializada é o primeiro passo rumo a uma vida sexual saudável e mais satisfatória.

Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
gabipdaltro@hotmail.com