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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013


Sexualidade é saúde

Disfunção Sexual é a dificuldade ou incapacidade de participar do relacionamento sexual com satisfação. Tanto as disfunções masculinas quanto femininas se dão pela falta, excesso, desconforto ou dor na expressão do ciclo de resposta sexual. O ciclo de resposta sexual é o processo pelo qual o desejo e a excitação sexual se dão até atingirem o clímax ou orgasmo. Quando há uma falha em alguma parte deste processo, entendemos que existe uma disfunção sexual que pode afetar tanto o desejo (vontade) quanto a expressão sexual (lubrificação, ereção, orgasmo). Os ciclos são diferentes para o homem e para a mulher. Os homens costumam apresentar queixa mais frequente quanto a um tipo de resposta (falta de ereção ou descontrole da ejaculação), enquanto as mulheres se referem mais ao desejo sexual e a qualidade subjetiva (satisfação emocional) da experiência sexual. Os prejuízos emocionais das disfunções sexuais são grandes: elas afetam a produtividade, auto-estima, relacionamento conjugal e social e podem originar quadros de depressão, ansiedade, entre outros. As causas das disfunções podem ser tanto físicas quanto psicológicas e em 70% dos casos a psicoterapia sexual é indicada. Qualidade de vida também é qualidade da saúde sexual. Disfunção sexual tem tratamento: procure seu médico urologista, ginecologista ou psicólogo especializado e informe-se.

Gabriela P. Daltro

Psicóloga CRP 86668

terça-feira, 8 de janeiro de 2013


O que fazer quando seu filho bate em você

Uma das dúvidas mais comuns dos pais é sobre como agir quando o filho pequeno é agressivo ou bate. É importante que os pais compreendam que todas as crianças vão experimentar bater, empurrar, morder, etc em algum momento e que isto pode se dar por diversas causas. Cada criança possui uma estratégia para se defender ou ir atrás do que deseja: algumas reagem na hora, outras choram, algumas gritam, etc. O importante não é o “porquê”, mas sim as consequências que se seguem ao ato da criança. Portanto, toda vez que seu filho bater em você coloque o limite imediatamente. Fique sério, demonstre com sua expressão que não gostou, diga a ele que isto é inaceitável e que você não vai admitir este tipo de comportamento. Se a criança estiver no colo, coloque-a no chão, ou berço. Muitas vezes a criança vai chorar, você não deve pega-la no colo enquanto ela estiver chorando, pois ela aprenderá que basta fazer um pouco de birra que a agressão será desculpada. Não precisa ficar de cara feia por dois dias, mas também não por dois minutos, aja com bom senso. Se você perceber que a criança vai bater não espere por ela: segure seus braços sem machucar e repita o procedimento. É importante não variar a tolerância á agressão da criança conforme seu humor; esteja você com mais ou menos paciência é fundamental não aceitar o comportamento agressivo. Aja com naturalidade, corrigindo e informando a criança, sem dramas. Para a maior parte dos comportamentos agressivos esta técnica promove bons resultados. Para dúvidas ou situações que você não consegue lidar no momento, procure a ajuda especializada de um psicólogo.

Gabriela P. Daltro

Psicóloga CRP 86668

gabipdaltro@hotmail.com

quarta-feira, 21 de novembro de 2012


Redução de estômago (gastroplastia) e Psicoterapia

A cirurgia bariátrica, ou “redução de estômago”, é um procedimento cirúrgico para tratamento da obesidade que consiste na remoção ou isolamento de uma parte do estômago e, muitas vezes, em um desvio na porção inicial do intestino. A obesidade é uma doença que atinge, somente no Brasil, cerca de 30% da população (dados do IBGE) e acarreta em inúmeros comprometimentos à saúde tais como diabetes melitus, hipertensão arterial, dislipidemias, apnéia do sono, doenças coronarianas, acidente vascular cerebral, entre outros. A cirurgia bariátrica é muitas vezes vista como um tratamento definitivo, contudo ela é mais um meio para o controle adequado do peso. A preparação para a cirurgia envolve o acompanhamento multidisciplinar de médico, endocrinologista, cardiologista, nutricionista, fisioterapeuta, psicólogo e outras áreas afins. Esta abordagem ampla se dá porque a obesidade é uma doença multifatorial, ou seja, sua causa é uma combinação de fatores orgânicos, ambientais e psicológicos. O sucesso da cirurgia está em abordar estes fatores o mais amplamente possível. Assim sendo, a consulta ao psicólogo no pré-operatório é fundamental para avaliar a disponibilidade, estrutura e as expectativas do paciente em relação á cirurgia. O acompanhamento pós-operatório é ainda crucial, pois a pessoa irá enfrentar mudanças radicais em sua alimentação, estilo de vida, imagem corporal, sexualidade, mudanças nos relacionamentos decorrentes da mudança corporal e, inclusive, respostas diferenciadas do ambiente social conforme há a perda de peso. É uma transformação global no modo de se ver, e se relacionar consigo próprio, com o mundo e com os outros. A readaptação alimentar é o fio condutor dos primeiros meses e a abordagem em terapia consiste também na prevenção de doenças secundárias a uma má adaptação alimentar como a anemia e o alcoolismo. Procure um psicólogo especializado para tirar dúvidas e realizar o laudo pré-operatório, mas não se esqueça que a obesidade é uma doença crônica e que vai requerer uma mudança de comportamento para toda a vida.

Gabriela P. Daltro

Psicóloga CRP 86668

gabipdaltro@hotmail.com

quarta-feira, 7 de novembro de 2012


Síndrome do Pânico e Psicoterapia

A Síndrome do Pânico é um transtorno que afeta cerca de 3% da população e gera dificuldades nos campos emocional, social e ocupacional. É caracterizada por ataques ou crises de pânico que ocorrem aparentemente sem causa e sem a presença de perigo. A crise de pânico é um período em que ocorre medo intenso ou desconforto acompanhando de algumas outras sensações como palpitações, suor frio, tremedeira, sensação de falta de ar ou sufocamento, dor no peito, náuseas, tontura, irritabilidade, sensação de desmaio, medo de perder o controle, medo de morrer, formigamento e calafrios ou ondas de calor. A crise pode ser leve, moderada ou grave.  A Síndrome do Pânico pode ser desencadeada por estresse ou situações de vida como viuvez, conflitos familiares, violência, pressão no trabalho, etc. O uso de álcool e drogas pode ajudar no desenvolvimento do quadro. O tratamento envolve, em geral, o uso de medicamentos e psicoterapia. Na psicoterapia são trabalhados temas como auto-percepção, identificação da crise e modos de lidar com ela, ansiedade e medo e temas pertinentes. Procure sempre ajuda especializada como um psiquiatra ou psicólogo.

 Gabriela P. Daltro

Psicologa CRP 86668

gabipdaltro@hotmail.com

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Dificuldade para ejacular: benefícios da terapia sexual

A Ejaculação Retardada é uma disfunção sexual que atinge cerca de 5% dos homens. É a dificuldade ou incapacidade para ejacular e obter o orgasmo. Na maioria das vezes o homem sente desejo e se excita sexualmente, obtendo ereção, mas não consegue atingir o clímax ou ejacular durante a relação. A ejaculação retardada pode estar presente desde o início da vida do homem, o que é mais raro, e pode aparecer somente em algumas situações. Para cerca de 75% dos homens com esta disfunção a dificuldade aparece somente na relação com parceria, obtendo orgasmo normalmente durante a masturbação. As causas do problema podem ser tanto físicas quanto psicológicas. Medicamentos e algumas substâncias também podem induzir ao quadro. Os homens com este distúrbio podem apresentar estresse emocional, dificuldades em se relacionar, ansiedade generalizada e ansiedade quanto á relação sexual e até mesmo desinteresse sexual. O tratamento inclui a visita ao urologista para identificar possíveis doenças, condições congênitas, infecções, etc. Excluídas as causas físicas a terapia sexual é indicada para apoio e solução do problema. Durante o processo são trabalhados os conflitos, mitos e ansiedade ligados ao problema de forma cuidadosa e profissional. Procurar ajuda especializada quando se tem uma dificuldade sexual é a melhor forma de esclarecer dúvidas e desenvolver a satisfação nesta área da vida.

 Gabriela P. Daltro

Psicóloga CRP 86668

gabipdaltro@hotmail.com

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Psicoterapia para Vaginismo

O vaginismo é uma disfunção sexual feminina que se caracteriza pela impossibilidade de obter penetração vaginal. O vaginismo se dá por uma contração excessiva e involuntária dos músculos da vagina. Esta impossibilidade traz uma série de prejuízos para a mulher, pois dificulta e até impossibilita a relação sexual e muitas vezes também exames ginecológicos. É uma condição que gera sofrimento, prejudica a auto-estima e auto confiança e dificulta relacionamentos conjugais. Muitas mulheres não procuram ajuda pois não reconhecem que há um problema: a dificuldade é geralmente considerada uma simples “falta de relaxamento”. Na realidade, o vaginismo pode ser uma dificuldade em relaxar tanto fisicamente quanto psicologicamente. Em geral está ligado a educação repressiva e rígida, medos e fantasias relacionados ao sexo, abuso da na infância e dores na região pélvica (dispareunia). O tratamento envolve sempre acompanhamento psicológico especializado e pode envolver medicação e fisioterapia especializada. Os tratamentos psicológicos individuais e de grupo apresentam excelentes resultados. Procurar ajuda para dificuldades sexuais ainda é visto com receio, mas se o problema existe a ajuda também existe e não há necessidade de sofrer sozinha.

 Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 86668

gabipdaltro@hotmail.com

terça-feira, 11 de setembro de 2012


Encare a realidade da vida e seja feliz!

Todos nós temos expectativas em relação à vida: como deve ser a família ideal, o trabalho ideal, o filho ideal, o cônjuge ideal, etc. Afinal, quem não quer o melhor para si? Entretanto, muitas vezes a realidade não corresponde ao que se imaginou – a vida é repleta de acontecimentos inesperados e imprevisíveis. Quando o indivíduo está fixamente concentrado em suas expectativas, não pode ver e não aprecia a realidade: mais do que isso passa a negar esta realidade reagindo com descaso, reclamações, irritação, depressão. A pessoa que se prende a suas ilusões e se recusa a lidar com a realidade do presente sempre sofre, pois não pode ver os recursos que possui nem as oportunidades que lhe surgem. Através de um processo de auto-conhecimento é possível entender a importância destas fantasias na auto-realização do indivíduo e levá-lo a viver a vida de modo mais pleno e feliz, tendo expectativas realistas e aproveitando o que a vida e as pessoas podem oferecer do modo como elas são agora. Não é nada fácil recusar aquilo que se imaginou às vezes por toda uma vida, mas com certeza é muito mais satisfatório viver sem falsas ilusões. Muitas vezes a vida presenteia com situações inesperadas que podem trazer felicidade, simplesmente se você olhar para elas e não somente para o que você pensa delas.
 

Gabriela P. Daltro

Psicóloga CRP 06/86668

gabipdaltro@hotmail.com