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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

O jovem e a escolha profissional


Escolher uma profissão é um dos momentos críticos na vida de um indivíduo, pois necessariamente é um momento de conflito. Escolher um trabalho é parte integrante na determinação de quem uma pessoa é, Isto porque é no trabalho que se passa a maior parte do tempo e é dele que depende o sustento em nossa sociedade. Assim, escolher não é tarefa fácil. Há inúmeros fatores que determinam as escolhas pessoais, como por exemplo: o mercado de trabalho, a remuneração esperada, as habilidades necessárias para exercer a função, os custos da formação, as influências e expectativas da família, dos amigos e dos meios de comunicação. Assim, percebe-se que escolher é, ao mesmo tempo uma decisão individual e uma determinação social. Quanto mais o jovem compreende as determinações sociais em seu processo de escolha, mais autonomia tem para decidir. Além disso, o processo de decisão envolve uma determinação existencial: o jovem precisa definir quem é e quem deseja ser, como gostaria de ser no futuro. E escolher é perder: perder outras oportunidades e modos de ser. Por todos estes fatores a escolha da profissão é um momento difícil tanto quanto é necessário. Pesquisar sobre a futura profissão, ou mesmo experimentá-la de alguma forma, refletir sobre suas necessidades e desejos e sobre a pessoa que deseja ser são atitudes que podem ajudar a definir uma escolha.

Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
gabipdaltro@hotmail.com
Os jovens e o sexo

O tema da sexualidade está repleto de tabus. Isso porque a sexualidade é algo tão próprio do ser humano, e tão fundamental no cenário de sua existência, mas que continua até certo ponto desconhecida, interditada e, algumas vezes, repleta de determinações que não permitem uma conversa aberta e livre. A falta de um espaço adequado para que o jovem discuta a sexualidade é um dos grandes geradores de ansiedade nesta área. A maioria dos jovens obtém informações práticas conversando com seus iguais, em revistas e, muito raramente em aulas de educação sexual (que em geral prezam apenas pelo caráter anatômico e fisiológico da sexualidade). A comunicação com os pais na maioria das vezes é também restrita, ou por não haver abertura suficiente, ou porque os próprios pais também desconhecem muitas facetas da própria sexualidade e dos filhos levando a uma dificuldade em enfrentar a questão. A questão sexual da juventude está sempre no limiar entre o desejo e a repressão. E deste modo o sexo está sempre presente mas nunca claro. Ele está na televisão, nos jornais, revistas, na rua. Está nos relacionamentos e não se permite conversar sobre ele, sobre dúvidas e receios: é sempre preferível não dizer. O sexo é prazer, mas também é medo, proibição, erro e culpa. Além das questões do desejo, muitas dívidas atormentam os jovens tais como: contracepção, homossexualismo, masturbação, intimidade, etc. Proporcionar espaço para a discussão aberta e sem preconceitos deste tema é o primeiro passo para a auto-aceitação e também a aceitação do outro, uma vez que se cria um canal de comunicação legítimo.

Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
gabipdaltro@hotmail.com

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Solidão

Muitas vezes no consultório ouvimos o cliente queixar-se ou apontar de forma desesperada que se sente só, sente solidão. Em nossa cultura a solidão é vista, de modo geral, como algo a ser evitado, um distúrbio, um problema, sinal de algo não vai bem. Embora o sentimento de solidão persistente possa compor certos quadros a percepção de ser só é fundamental para a existência de todos: ela é a possibilidade de avaliar as necessidades pessoais e existenciais de cada um. O ser humano é o único ser capaz de sentir solidão, pois esta requer também a consciência da própria existência e consequentemente o entendimento de que estamos sós no mundo. Experimentar momentos de solidão ressalta a importância e a responsabilidade que temos sobre nossas escolhas, pois tudo que escolhemos é claramente e sempre uma escolha pessoal. A solidão permite também perceber que precisamos dos outros e que, muitas vezes fazemos e nos sentimos parte de certos grupos de pessoas. A intimidade, seja através da amizade ou da relação amorosa e sexual é um dos modos pelos quais buscamos ser-com-o-outro. Entrar em contato com a própria solidão não é algo fácil, mas é inevitável. Portanto, ao confrontar a solidão inerente a condição humana podemos, ao contrário de nos desesperar, buscar alternativas de vida que condizam mais com a realidade existencial de cada um tendo em vista sempre uma vida com mais realização e satisfação.

Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
gabipdaltro@hotmail.com
Você sabe o que é Fobia Social?



Quando se está em situações de exposição social, tal como uma entrevista de emprego, convidar alguém para sair ou uma palestra em público é perfeitamente natural experimentar algum grau de ansiedade. Neste casos ela pode ajudar do desempenho e age inclusive como proteção emocional. A timidez também é uma característica comum e esperada em alguns casos de contato social. Contudo, quando a pessoa passa a evitar todo e qualquer tipo de contato e exposição social, de modo a prejudicar seu desempenho nas atividades diárias e causando sofrimento podemos falar em Transtorno de Ansiedade Social (TAS) ou como é maios conhecida Fobia Social. A Fobia Social é muito mais do que timidez: ela é uma ansiedade paralisante que prejudica atividades rotineiras do dia-a-dia e os relacionamentos e está presente em grau elevado e de modo persistente. Os sinais físicos que acompanham a ansiedade experimentada podem ser coração acelerado, rubor, sudorese excessiva, tremores, dificuldade em falar. Todos estes sinais podem ser observados pelas outras pessoas o que acaba gerando ainda mais desconforto. O tratamento inclui terapia e pode incluir acompanhamento psiquiátrico medicamentoso, pois a fobia social pode vir acompanhada de outros transtornos psiquiátricos como depressão, fobias específicas ou o abuso de álcool e drogas. Procurar ajuda especializada é o primeiro passo na identificação do problema e no processo de ajuda rumo a uma vida com mais qualidade.



Gabriela P. Daltro

Psicóloga CRP 06/86668

gabipdaltro@hotmail.com


Sexualidade da mulher: benefícios da terapia

A sexualidade é um modo de se relacionar consigo e com o próximo que tem como característica principal a busca de intimidade física, emocional ou ambas. A terapia voltada para as questões sexuais da mulher ajuda a melhorar a aceitacão próprio corpo, desenvolve maior confiança da mulher na sua capacidade de se sentir sensual, reduz inibições sexuais e ansiedades sexuais. O trabalho terapêutico segue no sentido de aliviar a culpa que muitas mulheres infligem a si mesmas tendo como base a formação psicossocial e cultural que, muitas vezes, provoca conflitos quanto ao papel do sexo e da sexualidade. A terapia ajuda colocar em perspectiva os padrões aprendidos e as regras criadas em relação ao tema. No espaço terapêutico a mulher encontra apoio e proteção para deixar vir à tona seus padrões, idéias, receios e gera uma oportunidade de discutir dúvidas abertamente. O trabalho terapêutico da sexualidade leva à melhora do bem-estar físico, psíquico e social pois proporciona espaço para a vivência livre das questões sexuais e de intimidade, dimensões tão fundamentais na vida de qualquer ser humano.

Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
gabipdaltro@hotmail.com

sábado, 22 de agosto de 2009

Não espere: viva.

Por que é importante falar sobre expectativas? As expectativas são aquelas idéias e sentimentos sobre alguma situação em nossas vidas que conduzem, inevitavelmente, à procura por resultados. Ter expectativas está ligado ao ato de esperar-por/desejar-que algo específico aconteça, seja em relação ao trabalho, a vida familiar ou afetiva. A vida proporciona situações inusitadas e inesperadas o tempo todo e fornece também a oportunidade de exercemos nossos potenciais. Contudo, a realização pessoal fica muitas vezes prejudicada pelas expectativas. Ao esperar resultados específicos, deixamos de aproveitar a experiência do momento e, assim, a experiência da própria vida e do prazer que ela pode proporcionar. Isso porque as expectativas geram cobranças internas e externas e determinam nossas reações as situações que nos acontecem. Assim, muitas vezes podemos reagir negativamente a uma situação da vida não porque ela é ruim em-si e sim porque não aparece do modo como esperávamos, ou seja, não corresponde as nossas expectativas. Uma vida repleta de qualidade e bem-estar está intimamente ligada à capacidade do indivíduo de aproveitar o fluxo de suas experiências de modo rico e existencialmente descompromissado (não vamos confundir com a irresponsabilidade pelos resultados). Viver bem é estar aberto para a realidade da vida e não congelar suas potencialidades em nome de uma idéia pré-concebida do que é o certo/errado, o sucesso ou o fracasso. Toda experiência é válida se for vivida com intensidade, de modo que o ser humano procure por experiências que confirmem sua existência, ou seja, que lhe deem a sensação de estar realmente vivo, ou seja, existencialmente realizado.

Gabriela Pavani Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
gabipdaltro@hotmail.com

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Raiva: como lidar com ela


Durante o curso de vida é natural que sintamos, de vez em quando, raiva. A raiva é uma sensação desconfortável e inquietante dirigida para o mundo exterior ou mesmo para si-mesmo. A raiva é, em geral, uma reação a uma situação ou característica do ambiente desagradável sendo a mais comum a reação pela sensação de impotência, injustiça, não aceitação de situações da vida e perdas, estando muitas vezes ligada ao ciúme e a inveja. A raiva ou mesmo a irritação constante pode ser um sintoma de complicações maiores, tais como a depressão. Portanto é preciso estar atento para compreender a raiva pois quando acompanhada de outros sentimentos atípicos em um indivíduo, pode sinalizar problemas mais graves. Para lidar com a raiva é preciso identificar duas conseqüências geradas por ela: a raiva construtiva e a raiva destrutiva. A raiva construtiva gera comportamentos bem adaptados ao ambiente, por exemplo pode motivar o indivíduo a demonstrar suas insatisfações, a colocar limites em seus relacionamentos, bem como motivá-lo a conquistar um posto de trabalho entre outros. Em geral a raiva construtiva trabalha em benefício do indivíduo funcionando como motivador para realização de seus potenciais. Contudo, o segundo tipo de raiva, a raiva destrutiva, provoca consequências devastadores no ambiente, comportamentos mal-adaptados como violência exacerbada contra outros e contra si-próprio (podendo ser um dos fatores motivadores do suicídio), destrói os relacionamentos do indivíduo através de comportamentos repletos de raiva mas sem finalidade adaptativa, causa explosões emocionais fora do contexto adequado, entre outros. Assim, ao lidar com a raiva é importante ter em mente a seguinte pergunta: Como posso utilizar esta raiva de modo a melhorar minha qualidade de vida e a das pessoas ao meu redor? Assim, ao sentir raiva é preciso parar um minuto e ser capaz de direcioná-la para o objetivo ao qual se visa. Vale lembrar que tudo é uma questão de treino e aprendizagem, portanto a história de vida de cada um determina o modo como se aprendeu a lidar com a raiva. Contudo através do conhecimento consciente pode-se escolher outros comportamentos e treiná-los para ser bem-sucedido no manejo da raiva e da própria vida.

Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
gabipdaltro@hotmail.com
Bebês com Insônia

A insônia entre bebês é um problema que afeta grande parte das famílias e que chega à clínica pediátrica em geral através das dificuldades que gera no sono dos familiares e, em especial, da mãe. O sono é uma função biológica importantíssima para os bebês, pois está associado ao seu bem-estar e crescimento saudável, contribuindo para sua saúde como um todo. A insônia pode ser percebida a partir do terceiro mês de vida, quando os primeiros ritmos de sono começam a se estabelecer. A insônia nos bebês é tida como a dificuldade em iniciar e manter o sono assim como a dificuldade em recomeçar a dormir. Entre as causas comportamentais associadas a essa dificuldade estão a higiene do sono materna (por exemplo, mães que ingerem muita cafeína próximo ao horário de dormir), exposição do bebê à estimulacão excessiva física e emocional próximo ao horário do sono, fatores estressantes físicos ou emocionais no ambiente do bebê e a causa mais comum (cerca de 30%) quando o sono está condicionado a algum fator ambiental específico que não pode ser repetido todas as vezes tais como adormecer no colo, ter música presente, passear de carro, entre outros fatores que podem marcar para a criança o momento em que o sono deveria ser iniciado. O tratamento nestes casos está focado nos pais ou responsáveis, de modo que estes aprendam a identificar a rotina do sono e provocar mudanças comportamentais que levem a melhorias. O apoio também é fornecido aos pais no sentido de diminuir sua ansiedade na separação do bebê, de modo que o sono e o adormecer sejam entendidos e vivenciados como atividades de prazer e bem0-estar tanto para pais quanto para filhos.

Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
gabipdaltro@hotmail.com