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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

ENVIE SUGESTÕES DE TEMAS QUE GOSTARIA DE VER ABORDADOS NESTA COLUNA PARA: gabipdaltro@hotmail.com

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

“Poderia ter sido”

Um tema constante na clínica é a realização pessoal. Seja através do trabalho, da família ou da vida social o tema da realização e satisfação com a vida é constante. Muitas pessoas estão desesperadas porque seus sonhos não se tornaram realidade e, ainda pior, porque elas próprias não tornaram estes sonhos realidade. Quando se fala em realização pessoal é imprescindível falar sobre o arrependimento e a tristeza e angústia que acompanham tudo aquilo que “poderia ter sido”. Focar-se nesta profunda insatisfação é muitas vezes o início de um rico processo de descoberta dos próprios potenciais e da abertura de um horizonte existencial pleno de sentido. O arrependimento pode ser usado como um modo de avaliar a própria vida e de poder tomar decisões mais sábias no futuro considerando os arrependimentos que se quer evitar e as sensações que se quer ter. Quando os medos e ansiedades são enfrentados de frente o caminho se torna livre para a realização do potencial que toda pessoa é. Reprimir o próprio potencial é viver em constante luto por uma vida que se perde a cada dia e na constante tristeza do que “poderia ter sido”.

Gabriela Pavani Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
gabipdaltro@hotmail.com

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

QUANDO PROCURAR TERAPIA SEXUAL?

A terapia sexual é indicada quando a queixa principal ou sintoma se dá na área sexual. Entre estas queixas são comuns as disfunções sexuais tais como ejaculação precoce, disfunção erétil, falta de desejo sexual, dispareunia (dor à relação sexual) e dificuldades na fase do orgasmo. Entre problemas sexuais que podem motivar a busca por tratamento específico estão a discordância sobre frequência sexual, sobre o tipo de atividade sexual, dificuldades com a qualidade da vida sexual, conflitos de identidade ou orientação sexual, dificuldades em manter ou iniciar relacionamentos, entre outros. A terapia sexual é indicada para cerca de 70% dos queixas e muitas vezes o tratamento medicamentoso também é indicado. Quando se tratam de queixas sexuais a procura por profissional especializado na área é fundamental, uma vez que elas apresentam uma interface contínua com outras áreas como ginecologia, urologia e psiquiatria e apresenta demandas específicas de tratamento. Durante a terapia outros temas podem ser levantados de acordo com sua relevância para o tratamento. A duração do tratamento depende do problema apresentado, da colaboração do parceiro, da disponibilidade e flexibilidade do indivíduo. Buscar a saúde integral em todas as áreas da vida é fundamental para um sentimento de realização e satisfação.

Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
gabipdaltro@hotmail.com

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

TERAPIA PARA CRIANÇAS: QUANDO E COMO POCURAR

Muitos pais tem dúvidas sobre se devem procurar ajuda psicológica para os filhos. Quando o filho (a) é adolescente há indícios mais claros no comportamento e também no modo como o adolescente se expressa. Por outro lado, com crianças menores os sinais podem ser mais sutis, uma vez que elas ainda não desenvolveram toda a amplitude da linguagem e vivenciam também situações de fantasia como modo de compreender o que lhes acontece. Desta forma, os pais podem ficar atentos a mudanças de comportamento tais como retraimento e letargia, a criança pode ficar frequentemente zangada, bater, chorar, ficar relutante em brincar com outras crianças, mostrar menos imaginação quando está brincando e, também, falar diretamente sobre suas angústias. Algumas vezes os problemas emocionais da criança se refletem em seu desempenho escolar, levando também a encaminhamentos. Neste sentido, é importante considerar as tentativas de ajuda realizadas e seus efeitos, se o comportamento está influindo na vida familiar, social e escolar da criança e também a duração destes sintomas. Identificada a necessidade de ajuda profissional, os pais podem procurar um psiquiatra ou um psicólogo infantil que farão uma avaliação sobre a necessidade de intervenção terapêutica e/ou medicamentosa. É importante que os pais se sintam confortáveis e à vontade com o terapeuta, que procurem conhecer suas credenciais e história profissional, bem como avaliar vários nomes para que se sintam confiantes quanto ao tratamento. Acima de tudo é importante que os pais compreendam que eles são parte do ambiente do filho e, portanto, o terapeuta necessitará de sua ajuda para ajudar a criança.

Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
gabipdaltro@hotmail.com

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Expectativas e a realização de si-mesmo

Quando se fala em ‘expectativas’ é preciso considerar que todos em maior ou menor grau esperamos ou ansiamos por alguma coisa, seja em curto ou longo prazo, seja em relação aos outros ou a si-próprio. Contudo, embora ter expectativas seja um comportamento naturalmente humano existem aquelas que levam a motivação e à busca por auto-realização e aquelas que paralisam e geram sofrimento. A verdade é que muitas pessoas passam suas vidas na tentativa de realizar sua concepção do que elas devem ser, em vez de realizarem a si-mesmas. Esta é a diferença entre auto-realização e realização da auto-imagem:a primeira é uma resposta natural às situações da vida, ao contexto, aos próprios sentimentos em relação à vida; enquanto que a segunda é um conflito entre a sensação de insuficiência do próprio ser em relação a uma auto-imagem hiper exigente, hiper valorizada e extremamente focada em agradar e corresponder ás expectativas do mundo. Este jogo de auto-tortura paralisa o indivíduo e impede que ele entre em contato com suas reais necessidades e, acima de tudo, com sua reais preferências. Aprender a equilibrar suas exigências internas é o primeiro passo para enfrentar o mundo em busca de sua auto-realização: em outras palavras da realização daquilo que você já é.

Gabriela Pavani Daltro
Psicóloga CRP 06/86668

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Cobre-se menos:seja mais feliz


Durante o curso da vida todos passamos pelo processo da educação: este processo consiste em aprender as regras culturais que organizam o mundo a nossa volta, o resultado de nossas ações e também o acesso ao conhecimento acumulado por nossa sociedade. Contudo, durante este processo, aprendemos também que existem parâmetros e modelos de certo e errado que devem ser seguidos e correspondidos. É claro que desenvolver um comportamento ético é fundamental para a vida em sociedade, contudo o problema ocorre quando as pessoas começam a cobrar a si mesmas para atingirem e corresponderem a padrões de comportamento ideais e que não correspondem às suas vontades e possibilidades. Muitas vezes, a base de uma vida vivida com angústia e ansiedade está no medo constante de não corresponder às expectativas do mundo e à crença de que se não corresponder a estes padrões a pessoa não terá valor, não será nada, não será reconhecida, etc. Desta forma, para que possamos viver vidas mais plenas de sentido de realização é necessário ajustar nossas expectativas e, por incrível que pareça, não ouvir todos os conselhos bem intecionados que nos são dados.

Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
gabipdaltro@hotmail.com





Hora da lição de casa: dicas práticas


Dentre as diversas tarefas que os pais realizam com os filhos está a hora da “lição de casa”. Cada vez mais as escolas recomendam que os pais auxiliem os filhos na sua execução e prestem atenção ao andamento destas tarefas em casa. Contudo, para muitas famílias, a lição de casa é mais um transtorno e exigência na rotina. O segredo para tornar este momento mais fácil, agradável e produtivo está em considerá-lo como oportunidade de convívio familiar, ou seja, um momento em que o(s) filho(s) terão exclusividade da atenção dos pais. Assim sendo, sempre que possível, é interessante alternar a tarefa entre os pais para que este convívio possa dar-se de forma igualitária. Outras modo de facilitar este momento são: prover local calmo e silencioso para o estudo, onde não existam estímulos que provoquem distração; fornecer todo o material necessário para a execução da tarefa; programar um ‘horário de tarefa’ em que a criança não esteja geralmente muito cansada e ao menos um dos pais esteja disponível para o caso de ela necessitar assistência; ajude seu filho a começar pelas tarefas mais difíceis pois assim ele cumpre as tarefas menos exigentes quando já estiver ficando cansado; no caso das tarefas apresentarem dificuldades além das possibilidades da criança sempre converse sobre alternativas com a professora; boas notas e tarefas cumpridas devem ser recompensadas com atenção e carinho como forma de demonstrar que você se importa. Outras pequenas regras também podem auxiliar os pais neste momento. Comece a testá-las já esta semana e aproveite a companhia do seu filho(a)!

Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP06/86668
gabipdaltro@hotmail.com

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Crianças ansiosas

A ansiedade, os medos e a preocupação não são privilégio dos adultos. As crianças também podem apresentar quadros mais ou menos graves de ansiedade e com tantas nuances quanto na vida adulta. Muitas crianças experimentam queixas somáticas e psicológicas tais como sudorese, tontura, palpitação, vertigem e irregularidades intestinais. Quanto as queixas psicológicas estão a inquietação, medo,pânico, irritabilidade e uma queixa mais ampla de desconforto. A ansiedade pode estar restrita a situações específicas do cotidiano ou apresentar-se de modo mais amplo e difuso. De qualquer modo é sempre um gerador de sofrimento para a criança. A isto de agrava a dificuldade na infância de expressar os próprios sentimentos em palavras, a relação mais dinâmica em relação aos pais e irmãos e as pressões escolares. A terapia infantil está focada em acalmar os sintomas angustiantes ensinando mais habilidades de enfrentamento. Muitas vezes o trabalho também pode envolver os pais, a escola ou as pessoas diretamente ligadas à manutenção dos comportamentos. Uma visita ao pediatra e psiquiatra infantil também podem ser de grande ajuda. O importante é o reconhecimento de que situações ou sentimentos que produzem sofrimento podem dificultar o desenvolvimento da criança e portanto a procura de ajuda profissional é sempre indicada.

Gabriela Pavani Daltro
Psicóloga CRP 06/86668