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terça-feira, 30 de novembro de 2010

Estresse Ocupacional: dificuldades no trabalho

O estresse ocupacional é um quadro de esgotamento físico e psicológico que tem por origem a situação do individuo no trabalho. Quando as situações demandam mais do que os recursos internos que a pessoa tem disponível o quadro de estresse se instala. Em geral ele é caracterizado por alterações de humor e dores físicas que costumam resultar no afastamento temporário ou até definitivo do individuo. A sensação de estar isolado em seus problemas e de desamparo frente ás pessoas e órgãos de suporte no trabalho tendem a agravar o quadro. Nestes casos é necessário que a pessoa procure ajuda psicológica que vai auxiliá-la no enfrentamento de sua situação e ajudá-la a resgatar a auto-estima perdida. Compreender os fatores estressores tais como violência, relações entre a equipe, dificuldades técnicas, conflitos com superiores é fundamental para contextualizar o problema e permitir que a pessoa elabore conscientemente suas questões. Afinal, quando a boca cala, o corpo fala (A. Barreto)


Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06]86668
gabipdaltro@hotmail.com
Brincar é coisa séria

Atualmente muitos pais reconhecem a importância das brincadeiras na vida das crianças, mas ainda falta uma compreensão mais profunda quanto ao papel que o brincar na infância desempenha para o desenvolvimento motor, psicológico e, também, escolar. Todo aprendizado começa pelo corpo: é através da experimentação das sensações do corpo que a criança conhece e explora o mundo a sua volta. As primeiras noções de ritmo, lateralidade, peso, altura, posição dos corpos são dadas pelo brincar do corpo e sua movimentação pelo espaço. Some-se a isso as fantasias envolvidas no brincar que serão importantes para o desenvolvimento da capacidade de abstrair, ou seja, realizar cálculos e interpretar textos. Ainda mais a criança aprende ao brincar: ao se exercitar com outras crianças experimenta regras sociais, experimenta o próprio corpo em interação e as noções matemáticas de grupo e diferença. Portanto, quando dizemos que brincar é fundamental estamos de fato dizendo que sem ações motoras não pode haver pensamento e, logo, muitos problemas de aprendizagem ocorrem conjuntamente com uma deficiência na coordenação motora das crianças. Conclusão: o ritmo e a pressão do mundo moderno podem alterar a qualidade e a intensidade da atenção, bem como dificuldades ou impedimentos motores podem agravar dificuldades de aprendizagem. Proporcionar um ambiente rico em possibilidades de brincadeira é fundamental para o bom desenvolvimento cognitivo, emocional e psicológico das crianças.


Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668

 
O que é Bullying?

O bullying é um conjunto de atos de violência física e psicológica contra alguém em desvantagem de poder e que traz consequências para vítimas, agressores e testemunhas e que tem tomado relevância nas discussões sobre violência escolar em todo o mundo. Na realidade, o bullying pode ocorrer não somente na escola com crianças e jovens, mas em qualquer grupo de pessoas: na família, entre irmãos; no trabalho, entre subordinados e chefes; nas redes sociais através da fofoca e boatos e caracteriza-se por ser uma violência ou assédio realizados de maneira recorrente e intencional. Muitas vezes o bullying é praticado na forma de agressão verbal e física e como uma maneira de produzir o isolamento das ‘vítimas’. Este tipo de violência pode gerar consequências desastrosas para os envolvidos – isolamento, depressão, faltas injustificadas, pânico e consequências físicas como baixa imunidade fisiológica, tonturas, dores de cabeça, vômitos e enjôos. Um programa de prevenção amplo e que envolva temas como valorização do respeito, inserção dos alunos isolados na comunidade, trabalho e superação dos estigmas e identidade social são algumas das maneiras pelas quais o assunto pode ser abordado em casa e nas escolas. É preciso estar atento para os sinais que tanto vítimas quanto agressores demonstram, para que medidas corretivas possam ser tomadas pelos pais, escola e psicólogo em conjunto.


Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
gabipdaltro@hotmail.com





quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Educar pais para educar filhos

Educar e estabelecer limites para os filhos nem sempre é tarefa fácil: muitos pais precisam lidar com suas próprias dificuldades e sentimentos antes de estabelecer uma rotina satisfatória. Quando a criança está em terapia é importante que os pais participem e façam acompanhamento periódico, pois eles são parte do ambiente da criança e influem diretamente sobre seu comportamento. Um dos focos no trabalho com os pais é ajudá-los a administrar seus sentimentos de maneira lógica ao criar seus filhos, identificando modelos, resistências e oferecendo também técnicas que possam ser aplicadas a situações específicas. Neste sentido, o primeiro passo na educação de pais consiste em ajudá-los a estabelecer conseqüências para os comportamentos dos filhos antes que os problemas surjam e ajudá-los a aplicar o que foi estabelecido. Para tanto é preciso que os pais coloquem seus sentimentos em suspensão por um período e estejam dispostos a aplicar a consequência predeterminada de modo que ela traga aprendizado tanto para os filhos quanto para os pais. Outro ponto a ser considerado é compreender a mensagem positiva que os filhos possam estar enviando com um determinado comportamento; por exemplo ele está tentando lhe dizer “eu preciso me sentir independente”, “eu preciso me sentir forte” ou “eu preciso conhecer os limites de suas regras”? Auxiliar pais na educação é mais do que prescrever atitudes: é ajudá-los a compreender os filhos de modo profundo e, sobretudo, aceitar seu papel de forma consciente e mais satisfatória.

Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668

 
 
Psicoterapia versus Amizade

Uma questão que sempre chega aos psicólogos, seja em seus consultórios ou na vida cotidiana, é a freqüente pergunta sobre a diferença entre uma boa amizade e a psicoterapia. Embora exista certo grau de similaridade nestas relações, elas são muito diferentes entre si. Em primeiro lugar, o psicólogo se vale de princípios científicos e comprovados da Psicologia para direcionar sua atuação e compreender os fenômenos trazidos pelo cliente. A amizade entre terapeuta e cliente é uma pré-condição para a terapia mas não é, entretanto, suficiente. A psicoterapia não substitui a vida: é antes um ensaio geral para a vida. A relação estabelecida entre terapeuta e cliente serve como modelo e exemplo do modo como o cliente estabelece seus relacionamentos com os outros e com o mundo. As mudanças obtidas na terapia precisam, além disso, ser generalizadas para outros relacionamentos e ambientes da vida do cliente. Sobretudo, embora a psicoterapia exija um relacionamento íntimo , o relacionamento não é um fim: é um meio para um fim.

Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668

 
 
Conhecendo a ‘ansiedade’

A palavra ‘ansiedade’ deriva do latim angere, que significa opressão, constrição. Embora a ansiedade seja utilizada muitas vezes como sinônimo de estresse, este é melhor compreendido como uma sintoma desse fenômeno mais complexo. A ansiedade pode apresentar-se como sintomas psicológicos tais como agitação, preocupação e vontade de chorar e físicos tais como palpitações, náuseas, transpiração excessiva, entre outros. Uma característica sempre presente na ansiedade é a sensação de estar de fato oprimido pela impossibilidade de certeza sobre o futuro: desta forma o futuro é sempre uma ameaça de destruição do indivíduo, que precisa estar sempre alerta para o inesperado (e este inesperado é geralmente visto de forma negativa, com pessimismo). Existem dois tipos de ansiedade: a normal ou positiva e a patológica ou negativa. A ansiedade positiva é um estado de alerta justificado por uma circunstância. Neste sentido cumpre a função de colocar o indivíduo em marcha. Por outro lado a ansiedade negativa é uma tensão psíquica e fisiológica que persiste inclusive depois da situação que a causou ter passado, ou aparece independentemente de uma situação causal clara. Para tratar a ansiedade patológica em geral são utilizados medicação e psicoterapia, para que a pessoa possa averiguar as causas de sua ansiedade e modos de utilizá-la a seu proveito.

Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
gabipdalto@hotmail.com

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Desfrute a companhia de seus filhos

Ser pai ou mãe não é tarefa fácil: são muitas responsabilidades, preocupações, deveres e cuidados. Contudo, a busca por ser uma “super mãe” ou um “super pai” pode gerar muita insegurança e ansiedade, comprometendo não só os cuidados como também a qualidade de vida dos pais e das crianças. A maternidade/paternidade pode tornar-se um peso quando os pais estão sempre inseguros de estarem fazendo o melhor que podem, em uma auto-exigência que suprime a espontaneidade e os momentos em que a companhia e diversão com os filhos poderiam ser aproveitadas. Equilibrar o papel de cuidador e o prazer em desfrutar de bons momentos com os filhos é um modo de ampliar a educação e de mostrar aos filhos que eles são pessoas com as quais é bom passar o tempo e realizar atividades, o que promove a segurança e auto-estima dos pequenos. Uma vez que os pais compreendam que os filhos são pessoas autônomas e livres para sentir e interpretar o que estão vivendo, é possível assumir a maternidade/paternidade com mais satisfação e alegria.

Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
gabipdaltro@hotmail.com

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

ENVIE SUGESTÕES DE TEMAS QUE GOSTARIA DE VER ABORDADOS NESTA COLUNA PARA: gabipdaltro@hotmail.com

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

“Poderia ter sido”

Um tema constante na clínica é a realização pessoal. Seja através do trabalho, da família ou da vida social o tema da realização e satisfação com a vida é constante. Muitas pessoas estão desesperadas porque seus sonhos não se tornaram realidade e, ainda pior, porque elas próprias não tornaram estes sonhos realidade. Quando se fala em realização pessoal é imprescindível falar sobre o arrependimento e a tristeza e angústia que acompanham tudo aquilo que “poderia ter sido”. Focar-se nesta profunda insatisfação é muitas vezes o início de um rico processo de descoberta dos próprios potenciais e da abertura de um horizonte existencial pleno de sentido. O arrependimento pode ser usado como um modo de avaliar a própria vida e de poder tomar decisões mais sábias no futuro considerando os arrependimentos que se quer evitar e as sensações que se quer ter. Quando os medos e ansiedades são enfrentados de frente o caminho se torna livre para a realização do potencial que toda pessoa é. Reprimir o próprio potencial é viver em constante luto por uma vida que se perde a cada dia e na constante tristeza do que “poderia ter sido”.

Gabriela Pavani Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
gabipdaltro@hotmail.com

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

QUANDO PROCURAR TERAPIA SEXUAL?

A terapia sexual é indicada quando a queixa principal ou sintoma se dá na área sexual. Entre estas queixas são comuns as disfunções sexuais tais como ejaculação precoce, disfunção erétil, falta de desejo sexual, dispareunia (dor à relação sexual) e dificuldades na fase do orgasmo. Entre problemas sexuais que podem motivar a busca por tratamento específico estão a discordância sobre frequência sexual, sobre o tipo de atividade sexual, dificuldades com a qualidade da vida sexual, conflitos de identidade ou orientação sexual, dificuldades em manter ou iniciar relacionamentos, entre outros. A terapia sexual é indicada para cerca de 70% dos queixas e muitas vezes o tratamento medicamentoso também é indicado. Quando se tratam de queixas sexuais a procura por profissional especializado na área é fundamental, uma vez que elas apresentam uma interface contínua com outras áreas como ginecologia, urologia e psiquiatria e apresenta demandas específicas de tratamento. Durante a terapia outros temas podem ser levantados de acordo com sua relevância para o tratamento. A duração do tratamento depende do problema apresentado, da colaboração do parceiro, da disponibilidade e flexibilidade do indivíduo. Buscar a saúde integral em todas as áreas da vida é fundamental para um sentimento de realização e satisfação.

Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
gabipdaltro@hotmail.com