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terça-feira, 13 de março de 2012

Psicoterapia e Ejaculação Rápida

A Ejaculação rápida, ou ejaculação precoce, é uma disfunção sexual masculina que se dá por uma queixa relacionada á falta de controle da ejaculação e/ou insatisfação com a variação de tempo para ejacular. É uma disfunção que atinge aproximadamente 26% da população masculina no Brasil e é fonte de intensa ansiedade. Na realidade, não há um tempo pré-determinado para a ejaculação, portanto o diagnóstico é feito com base na insatisfação interna do paciente e no quanto seu modo de relacionar-se é satisfatório para ele e para a parceria. Aproximadamente 30% dos casos são situacionais, ou seja, a ejaculação rápida foi adquirida ao longo da vida; 70% dos casos compreendem o quadro que se desenvolveu desde o início da vida sexual. Experiências ligadas ao início da vida sexual, medos e conflitos conjugais, ansiedade generalizada, baixa auto-estima e predisposição biológica são fatores que levam ao distúrbio. A psicoterapia nestes casos atua no auto-conhecimento do corpo e das sensações do cliente (aumento da propriocepção) visando maior controle ejaculatório, controle da ansiedade geral e da ansiedade de desempenho, conflitos relacionais e educação sexual. É importante frisar que doenças urológicas podem ser causa de ejaculação rápida, portanto um urologista deve ser consultado. Muitas vezes é utilizada também medicação aliada á psicoterapia. Procurar ajuda especializada é o primeiro passo rumo a uma vida sexual saudável e mais satisfatória.

Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
gabipdaltro@hotmail.com

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

“Poderia ter sido”

Um tema constante na clínica é a realização pessoal. Seja através do trabalho, da família ou da vida social o tema da realização e satisfação com a vida é constante. Muitas pessoas estão desesperadas porque seus sonhos não se tornaram realidade e, ainda pior, porque elas próprias não tornaram estes sonhos realidade. Quando se fala em realização pessoal é imprescindível falar sobre o arrependimento e a tristeza e angústia que acompanham tudo aquilo que “poderia ter sido”. Focar-se nesta profunda insatisfação é muitas vezes o início de um rico processo de descoberta dos próprios potenciais e da abertura de um horizonte existencial pleno de sentido. O arrependimento pode ser usado como um modo de avaliar a própria vida e de poder tomar decisões mais sábias no futuro considerando os arrependimentos que se quer evitar e as sensações que se quer ter. Quando os medos e ansiedades são enfrentados de frente o caminho se torna livre para a realização do potencial que toda pessoa é. Reprimir o próprio potencial é viver em constante luto por uma vida que se perde a cada dia e na constante tristeza do que “poderia ter sido”.

Gabriela Pavani Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
gabipdaltro@hotmail.com


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Filhos e alimentação: cuidar ou barganhar?

A alimentação dos filhos é de grande preocupação dos pais, em especial das mães. Desde cedo, com a amamentação e a progressiva introdução da alimentação sólida, o ato de comer é expressão de atenção e cuidado. Portanto, é compreensível que pais que muitas vezes trabalham ou deixam seus filhos nas escolas e creches vejam na alimentação o primeiro momento de dedicação e amor. Contudo, para a criança perceber no ato de comer uma arma de barganha e poder não é difícil. Os pequenos em geral, mesmo sem saber o porquê, compreendem que o momento da alimentação é fundamental e podem passar a utilizá-la para tingir os pais ou receber compensações. Quanto a dúvidas sobre nutrição, uma visita ao pediatra pode tranquilizar os pais sobre a qualidade e quantidade necessárias de alimento e suficientes para o bem-estar dos filhos. Quanto as estratégias envolvidas no ato de comer, uma visita ao Psicólogo pode ajudar os pais a compreender e lidar melhor com esta situação. Neste sentido, alguns pontos são importantes: uma criança sadia é aquela que come sem aviãozinho, cujos pais não precisam correr pela casa para alimentá-la, que senta na mesa e simplesmente come e que não está acima ou abaixo do peso. É importante lembrar também que a criança sente fome, que necessita de uma rotina estabelecida de alimentação e que comerá sempre o que estiver disponível, seja uma fruta, legume, doce ou salgadinho e que nenhuma criança fará greve de fome até morrer. Em geral há pequena resistência no início das novas regras, mas eles costumam se adaptar quando percebem que o ato de não comer não atinge nem preocupa mais s pais. O ato de comer se torna somente isso: comer e não mais barganha.  

Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 86668
gabipdaltro@hotmail.com

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

             Transtorno do Desejo Sexual Hipoativo Feminino

O Transtorno do desejo sexual hipoativo, ou falta de desejo sexual, é uma disfunção que acomete cerca de 10% das mulheres brasileiras. É caracterizado por uma diminuição ou ausência de desejo, fantasias e disposição para relação sexual. Alterações hormonais, períodos de amamentação, menopausa e dor durante a relação sexual são fatores que podem influenciar o desejo. Contudo, além de causas físicas, o desejo hipoativo é determinado também por aspectos psicológicos como dificuldades e desentendimentos do casal, mitos e tabus sexuais, pouca ou ausência de educação sexual, estresse, depressão, ansiedade, como consequência de abuso sexual, entre outros fatores. É importante considerar que o desejo sexual na mulher não é necessariamente espontâneo: ele pode surgir após estimulação adequada pela parceria e estar presente em situações específicas, o que neste caso não se configura como disfunção e sim como uma dificuldade sexual que pode ser melhorada através da educação do casal. Procurar ajuda nestes casos é fundamental: a visita ao ginecologista para identificar possíveis causas físicas e também ao psicólogo especializado para trabalhar os aspectos psicológicos e relacionais, tendo como objetivo a satisfação nesta área da vida.

 Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 86668
gabipdaltro@hotmail.com

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

TERAPIA PARA CRIANÇAS: QUANDO E COMO POCURAR

Muitos pais tem dúvidas sobre se devem procurar ajuda psicológica para os filhos. Quando o filho (a) é adolescente há indícios mais claros no comportamento e também no modo como o adolescente se expressa. Por outro lado, com crianças menores os sinais podem ser mais sutis, uma vez que elas ainda não desenvolveram toda a amplitude da linguagem e vivenciam também situações de fantasia como modo de compreender o que lhes acontece. Desta forma, os pais podem ficar atentos a mudanças de comportamento tais como retraimento e letargia, a criança pode ficar frequentemente zangada, bater, chorar, ficar relutante em brincar com outras crianças, mostrar menos imaginação quando está brincando e, também, falar diretamente sobre suas angústias. Algumas vezes os problemas emocionais da criança se refletem em seu desempenho escolar, levando também a encaminhamentos. Neste sentido, é importante considerar as tentativas de ajuda realizadas e seus efeitos, se o comportamento está influindo na vida familiar, social e escolar da criança e também a duração destes sintomas. Identificada a necessidade de ajuda profissional, os pais podem procurar um psiquiatra ou um psicólogo infantil que farão uma avaliação sobre a necessidade de intervenção terapêutica e/ou medicamentosa. É importante que os pais se sintam confortáveis e à vontade com o terapeuta, que procurem conhecer suas credenciais e história profissional, bem como avaliar vários nomes para que se sintam confiantes quanto ao tratamento. Acima de tudo é importante que os pais compreendam que eles são parte do ambiente do filho e, portanto, o terapeuta necessitará de sua ajuda para ajudar a criança.

Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
gabipdaltro@hotmail.com

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Começando a se despedir do ano: aproveite este mês para olhar para si

Todos os anos, quando o mês de Dezembro começa, sinto uma mudança nos temas trazidos em consultório. A maior parte das pessoas em algum momento costuma fazer uma retrospectiva da própria vida em relação ao ano que vai ficando para trás. Algumas comentam a rapidez com que o tempo passou, deixando claro que gostariam d e mais tempo para realizar o que faltou, outras que não vêem a hora do ano acabar. Em geral, há um certo clima de cansaço e de conclusão. Este é um momento propício para reavaliar a vida, prioridades, insatisfações e renovar metas e objetivos para o próximo ano. Pode ser um momento de ansiedade extrema, mas também um terreno fértil para novas realizações. A chegada das festas de fim de ano também costuma gerar conflitos: em geral há um foco maior na vida familiar e nas relações mais próximas, como a vida conjugal. Poucas pessoas ousam começar uma nova atividade neste mês: preferem o frescor das novidades de Janeiro. Afinal, as datas marcam ciclos, tempos que vão e vem. É importante saber aproveitar estes momentos para refletir, tomar fôlego, planejar e, por que não, também recomeçar de uma maneira diferente.

Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 86668

terça-feira, 29 de novembro de 2011

A crise da meia-idade

Todos passamos por fases críticas de transformação no decorrer da vida. As mais conhecidas são a infância, a adolescência e a vida adulta. Contudo, existem momentos críticos e fundamentais também no decorrer da vida adulta tal como o envelhecimento e a chamada crise da meia-idade. A crise da meia-idade é um modo de se referir a um período de transição entre a vida adulta e a perspectiva de envelhecimento. É em geral um momento marcado pela autonomia dos filhos, a mudança na configuração do casamento (mudanças na dinâmica do relacionamento bem como separação), a percepção do envelhecimento do corpo e também a percepção, mesmo sutil, da responsabilidade pelo resultado das escolhas realizadas nos anos anteriores. Todos estes fatores levam homens e mulheres a experimentar angústia e, muitas vezes, arrependimentos por decisões tomadas anteriormente. Há também uma reavaliação dos relacionamentos com pais, cônjuge e filhos e muitas vezes a necessidade também de mudar a vida profissional. A crise da meia-idade é, apesar de todos os estereótipos, um momento de mudança e uma preparação para a outra metade da vida só que de modo muito diferente da adolescência, pois deve envolver a consciência e o conhecimento adquiridos ao longo da experiência de vida. Procurar ajuda especializada neste momento pode ajudar a avaliar prioridades e a definir com mais clareza as próximas escolhas.


Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
gabipdaltro@hotmail.com