segunda-feira, 30 de junho de 2014

Tristeza ou depressão? Saiba reconhecer a diferença.
A depressão é uma doença incapacitante que atinge por volta de 350 milhões de pessoas no mundo e se caracteriza, principalmente, por alterações de humor com prevalência de  uma tristeza profunda, sem fim, associada a sentimentos de dor, amargura, desencanto, desesperança, baixa autoestima e culpa, assim como a distúrbios do sono e do apetite. É importante distinguir a tristeza patológica daquela transitória provocada por acontecimentos difíceis e desagradáveis, mas que são inerentes à vida de todas as pessoas, como a morte de um ente querido, a perda de emprego, os desencontros amorosos, os desentendimentos familiares, as dificuldades econômicas, etc. Diante das adversidades, as pessoas sem a doença sofrem, ficam tristes, mas encontram uma forma de superá-las. Nos quadros de depressão, a tristeza não dá tréguas, mesmo que não haja uma causa aparente. O humor permanece deprimido praticamente o tempo todo, por dias e dias seguidos, e desaparece o interesse pelas atividades, que antes davam satisfação e prazer. Outros sintomas são alteração de peso, distúrbios do sono, agitação ou apatia motora, fadiga e perda de energia constante, culpa em excesso, dificuldade para concentrar-se, ideias suicidas, perda ou aumento excessivo do desejo sexual. Muitas vezes. No inicio, os sintomas são vistos como passageiros, mas e importante estar atento a duração e  intensidade. Procurar a ajuda de um psiquiatra e/ou de um psicólogo e fundamental para o diagnostico correto, tratamento e informação a família.

Gabriela P. Daltro
Psicologa CRP 06/86668

gabipdaltro@hotmail.com

terça-feira, 24 de junho de 2014

Entendendo a agressividade em crianças

Comportamentos agressivos podem ser uma parte difícil da educação das crianças, pois muitas vezes os pais não entendem a causa daquele comportamento e/ou sentem dificuldade em lidar com ele. Agressividade e todo comportamento que visa ferir o outro, como xingar, bater, chutar, morder, empurrar, etc. São manifestações comuns e ate esperadas nas crianças pequenas, pois elas ainda estão aprendendo a lidar com sentimentos como frustração, irritação, medo, insegurança, saudades e ate com a dor. Contudo, desde bem pequenos e importante que os pais ou responsáveis deixem claro que estes comportamentos não serão tolerados e que são inadequados, sugerindo outras formas de lidar com as situações desagradáveis e ajudando a criança a identificar o que sente. As situações mais comuns que levam a estes comportamentos são os modelos em casa (família que usa gritos e agressão como formas de solucionar problemas; as crianças tendem a copiar o que veem); falta de limites e de regras e consequências claras e consistentes; crianças estressadas ou sob situações de estresse como luto, separações, nascimento de irmãos, etc; falta de atenção ou atenção insuficiente dos adultos ( a crianca necessita de afeto, troca, interação). Um psicólogo pode ajudar a família a identificar as causas do problema e propor estratégias especificas para lidar com estes comportamentos tanto em casa como na escola.

Gabriela P. Daltro
Psicologa CRP 06/86668

gabipdaltro@hotmail.com

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Compulsao Sexual: o que e como tratar

A Compulsao Sexual ou Transtorno do Impulso Sexual Excessivo requer tratamento, pois se caracteriza por uma perda de controle do desejo sexual que gera atitudes autodestrutivas semelhantes a pessoas viciadas em jogos ou com dependência química. Uma das características dos viciados em sexo é a de estar sempre pensando ou fantasiando algo relacionado a sexualidade. São pensamentos constantes, que passam a atrapalhar o andamento da vida, impedindo a pessoa de trabalhar, estudar, socializar, praticar esportes, etc. Quando as relações sexuais são obtidas, ainda que haja orgasmo, a pessoa tende a não obter a sensação de satisfação, necessitando sempre de outra relação em pouco tempo. Além disso, dificilmente o dependente consegue se concentrar em algo que não esteja relacionado ao sexo. Sendo assim, não só as pessoas que fazem muito sexo podem ser viciadas, mas também as que fantasiam ou se masturbam excessivamente. No caso da masturbação, em casos extremos de dependência, a pessoa pode chegar a machucar o pênis ou a vagina de tanto estimular a região. Outro indício é quando a pessoa interrompe com frequência o que está fazendo - trabalho ou estudo, por exemplo - para se masturbar. Contudo, necessita de uma frequência sexual especifica não caracteriza o transtorno, outros indicativos como comportamento sexual de risco, por exemplo, devem ser levados em consideração. Somente um psiquiatra ou psicólogo especializado pode indicar se e o caso de uma compulsão de fato. Procure ajuda especializada. O tratamento envolve acompanhamento com medicação e psicoterapia, individual e/ou em grupo.

Gabriela P. Daltro
Psicologa CRP 06/86668
gabipdaltro@hotmail.com