quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Estresse no trabalho:perguntas esclarecedoras

Quando se fala em estresse no trabalho há uma tendência geral em justificar o esgotamento do indivíduo levando em conta um excesso de trabalho. Neste sentido a proposta segue com a recomendação de férias e repouso. Contudo, na maior parte dos casos, a causa do estresse no trabalho está menos na quantidade de demanda do que na dificuldade do indivíduo em lidar com suas tensões internas. O caminho que a psicoterapia traça, em geral, leva em conta a pergunta ‘por que ele trabalha demais? Que tensões vivencia que não lhe permitem executar o trabalho que assumiu?’ Em outros casos a terapia pode caminhar no sentido da pergunta ‘por que trabalha nesta e não em outra atividade? O que ganha ou evita com isso?’. Desta forma, a questão do estresse é dirigida para a relação do indivíduo com seu ambiente e com suas necessidades e recursos internos ao invés do movimento usual de culpabilizar o trabalho em si. A grande tensão vivenciada por todo ser humano e que no caso de situações de estresse fica evidenciada é a tensão que sempre existe entre o que somos e o que sentimos que devemos ser.



Gabriela P. Daltro

Psicóloga CRP 06/86668



Desenvolvendo a maturidade

A palavra-chave quando se trata de educação de adolescentes e jovens é “decisão”. Saber decidir é a base que distingue uma criança de um adulto: o adulto pode e deve decidir por si mesmo. A adolescência é a fase em que a pessoa pode ensaiar algumas decisões, experimentar com mais liberdade rumo ao desenvolvimento de uma vida adulta com maturidade. Contudo, não é fácil para pais e educadores permitir que os jovens experimentem por si mesmos: muitas vezes eles podem sofrer, obter resultados indesejáveis e até se ferir. Contudo, a função do adulto é ajudar o jovem a compreender os resultados de suas ações e, principalmente, ter a coragem de dizer que na maior parte das vezes que não se pode saber ao certo o resultado das decisões tomadas. Afinal, decidir significa fazer quando você ainda não sabe o resultado. Assim, o principal papel dos pais é dizer que “não importa o que você decidir, vou ajudar no que puder”. Quando se trata de ensinar a viver é preciso também deixar viver.


Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668




A função da doença

Uma das regras do comportamento humano é de que simplesmente nada que alguém faça é desprovido de algum benefício. Este benefício pode ser tanto material como psicológico como por exemplo o fato de uma pessoa manter-se em um trabalho insatisfatório por conta do bom salário até o fato de alguém continuar em uma relação abusiva por medo de encarar o mundo por si-próprio. Assim, compreender a motivação envolvida no comportamento é fundamental no sentido de mantê-lo ou alterá-lo. Isto também é válido para fatores considerados involuntários: as doenças. Ninguém deseja conscientemente ficar doente, contudo isto não anula a função da doença na vida do indivíduo. Com a doença presente o indivíduo em geral está mantendo uma situação em que ou ganha ou evita alguma coisa (por exemplo, decisões que deveria tomar até a necessidade de requerer mais carinho e atenção). Desta forma, um trabalho conjunto entre médicos e psicólogo pode ser de grande valia para o paciente que poderá tratar do contexto total de sua vida: físico e psicológico.


Gabriela P. Daltro

Psicóloga CRP 06/86668

gabipdaltro@hotmail.com



Como muito se diz: Ano Novo, Vida Nova

Para muitas pessoas a época das festas é repleta de compromissos sociais. Algumas saem de férias, outras continuam a trabalhar e a vida prossegue normalmente. Contudo, a época de comemoração do Ano Novo pode ser uma oportunidade para traçar metas pessoais e renovar a motivação. Aproveitar esta época de rituais de passagem para fazer uma reflexão sobre o ano que passou pode ser uma maneira de entrar em contato com desejos, esperanças, frustrações e todo tipo de sentimentos que as recordações devem trazer. E é a partir desta visitação aos acontecimentos do ano que se pode propor projetos para o próximo ano e aproveitar a sempre corrente de motivação que o Ano Novo desperta. Reveja, reflita, deseje e projete para que o próximo ano possa estar repleto de realizações pessoais genuínas e satisfatórias.



Gabriela P. Daltro

Psicóloga CRP 06/86668

gabipdaltro@hotmail.com




Dizer ‘não’

Muito se fala hoje da importância de colocar limites e aprender a dizer não, mas o que isso significa de fato? A princípio o limite é uma delimitação, uma barreira que separa dois territórios, duas casas, duas pessoas, dois ou mais direitos. Assim, impor limites significa demarcar/evidenciar um espaço, seja ele físico, emocional ou comportamental. Existem diversas maneiras de sinalizar aos outros até onde eles podem ou devem ir em suas ações: dizendo ‘não’ quando estas ações invadem a privacidade ou ultrapassam uma possibilidade pessoal, através de posturas firmes e claras, através do diálogo aberto, entre outros. Cada pessoa deve encontrar um modo próprio de dizer ao mundo qual o seu espaço e sua possibilidade: afinal só se pode reconhecer o limite do outro quando existe o limite próprio.



Gabriela P. Daltro

Psicóloga CRP 06/86668

gabipdaltro@hotmail.com