domingo, 26 de abril de 2009

Ansiedade: reconhecendo o perigo


Um dos temas mais recorrentes em qualquer conversa hoje em dia é o da ansiedade. A ansiedade é tida como uma sensação natural de nossos tempos e também é constantemente utilizada para justificar ações (por exemplo, quem nunca ouviu alguém dizer que come demais porque é ansioso, ou não consegue dormir porque é ansioso demais). Em primeiro lugar, ninguém è mais ou menos ansioso e sim está ansioso em razão de algo. A ansiedade é uma sensação desconfortável que se caracteriza pelo medo constante de sofrer alguma ameaça. É a sensação de sentir-se constantemente ameaçado, sem saber exatamente pelo quê. Outra característica da ansiedade é que a pessoa sente-se ameaçada, sente desconforto e não consegue identificar sua causa e, portanto, não sabe o que fazer para enfrentar o perigo. É importante frisar que a ameaça ou o perigo não precisam ser físicos (como a ameaça de morte em um assalto por exemplo). A ameaça pode ser psicológica e existencial, tal como o medo de não ser querido, viver isolado, solitário ou abandonado. Pode estar relacionada também com situações específicas, tal como falar em público, em que a ameaça é parecer burro, inadequado, desinteressante. Assim, a ansiedade destrói, sobretudo, a auto-percepção e a consciência de si-próprio. Deste modo, quando em terapia, a pessoa é levada a identificar os problemas, questões e crenças e o nível de ansiedade a eles relacionados de modo que os conflitos sejam esclarecidos e trazidos à consciência. É importante reconhecer que a ansiedade indica sempre que há um problema a ser resolvido, um impasse, um conflito e que somente tomando consciência deste(s) conflito(s) é que se pode lidar adequadamente com as situações que desafiam a integridade de cada um.


Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
gabipdaltro@hotmail.com

Pais especiais para crianças especiais

Muito se fala da necessidade de acompanhamento terapêutico para crianças com necessidades especiais, sejam elas físicas ou mentais. Contudo, tão importante quanto dar apoio à criança é dar apoio aos pais. Ser pai e mãe já não é tarefa simples: quantas vezes se questionam se estão fazendo as coisas de modo correto, se estão educando corretamente e até se sabem mesmo dar banho na criança. Você pode imaginar a dificuldade quando se é pai/mãe de uma criança com necessidades especiais? Em primeiro lugar a ansiedade frente ao diagnóstico, a busca por alternativas (escolas com métodos diferentes, aparelhagem, próteses, etc.) ; em um segundo momento as dificuldades para educar a criança que aprende de modo diferente. Há ainda, em muitos casais, a dificuldade em prosseguir com o casamento e a intimidade, uma vez que a vida da família passa a girar em trono da criança que requer atenção quase todo o tempo; assim muitos casais além das dificuldades regulares tem de lidar com a separação. As pressões são muitas, tanto do mundo externo quanto do mundo interno: as exigências que a própria pessoa se coloca, a dificuldade em enxergar no filho(a) uma criança capaz, muitas vezes a incompreensão dos familiares e profissionais. Assim, buscar ajuda para a criança é fundamental, mas buscar apoio para estes pais é ainda mais importante pois são eles que vão lidar no dia-a-dia com o filho e precisam estar preparados para os desafios que isto representa.

Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
gabipdaltro@hotmail.com



Início das aulas e mudança de escola: como ajudar seu filho a se adaptar melhor

A escola está repleta de situações de mudança que podem ser estressantes para crianças e adolescentes. Quando a criança vai a escola pela primeira vez é importante ajudá-la a se adaptar a este novo meio-ambiente: evite sair correndo para evitar as lágrimas, fique com a criança o tempo que for necessário para que ela comece a explorar o ambiente por si só. É aconselhável, em alguns casos, que a mãe ou responsável passe o primeiro dia de aula junto à criança. Também é recomendado que se mantenha um objeto próximo à criança que seja de seu costume, tal como a chupeta, um cobertor, um ursinho, enfim algo que facilite a seu filho sentir-se mais seguro. No caso dos mais velhos a mudança de classe ou de escola demandam novos comportamentos e apresentam novos desafios ao jovem. É aconselhável que se conheça a rotina da nova escola, bem como a grade de horários e a quantidade e durações das aulas pois este é um modo de preparar seu filho para a nova rotina. Também é válido compartilhar com ele experiências semelhantes que já tenha passado na vida demonstrando que tais mudanças podem ser positivas. Um fator muito importante é a inserção no novo grupo de amigos: incentive-o a se enturmar no grupo e não o apresse, deixe que ele vá em seu próprio ritmo. Com a ajuda dos pais a ida para escola pode ser muito mais agradável e também proveitosa.

Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
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Sentir-se Vazio

Vamos falar hoje, de modo um pouco mais intenso, do vazio. Porque nos dias de hoje, assim como em qualquer época de grandes e turbulentas mudanças, o ser humano tende a sentir-se especialmente confuso e, muito além disto, também tende a sentir o peso da solidão e da sensação de vazio. Sentimentos estes proporcionados, em parte, por uma sociedade cada vez menos rígida em suas fórmulas do “como devo viver minha vida” e, por outro lado, também rígida em suas exclusões e no imperativo da competitividade. A sensação de vazio provém da incapacidade de fazer algo de eficaz a respeito da própria vida e do mundo em que vivemos. E assim, como a pessoa não participa de nenhuma finalidade ao sentir e ao querer, em breve ela pára e bloqueia tanto o sentir quanto o querer. A sensação de vazio pode estar presente mesmo quando a pessoa parece completamente saudável e até feliz. Pois parecer, mostrar ao mundo o que lhe é esperado, está muito distante do verdadeiro sentido de sentir-se parte integrante e importante de sua própria existência e do mundo lá fora. O grande medo da solidão em nossos tempos é o resultado da perda das perspectivas de realização no mundo. Afinal, o ser humano sente-se integrado quando é capaz de desenvolver suas potencialidades de modo que suas ações ressoem não apenas no mundo, mas também em si-mesmo. A solução não é cercar-se de afazeres (na tentativa de encobrir o vazio com tarefas compulsivas), mas sim encarar, de modo corajoso, a questão: “o que devo fazer de minha vida?”.

Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
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Obesidade e Terapia

Já é um dado disseminado que a obesidade é o resultado de energia excedente que leva à produção e acúmulo de gordura no organismo. Contudo, foi somente quando passou a ser relacionada com doença e mortalidade que a obesidade passou a ser preocupação dos profissionais da saúde. É certo dizer que a obesidade é hoje vista como uma patologia contemporânea e é um paradigma de nossa época. Para compreender a obesidade e entender o que o pode ser feito a seu respeito é importante ter claro que ela é um entrelaçamento de fatores genéticos e ambientais e que o significado que terá para cada sociedade e indivíduo é a combinação de fatores culturais e da história pessoal de cada um. Em nossa sociedade dirigido ao obeso um preconceito sem direito a resposta (pois o lema da obesidade associada à doença não deixa espaço para contestações) e assim, o sofrimento do indivíduo vai estendendo-se até ocupar todas as esferas de sua existência. Além das pressões relativas à saúde o obeso enfrenta uma realidade em que a busca por um corpo ideal (no caso um corpo magro) é o sinônimo de saúde, beleza e atratividade sexual, e não corresponder a este estereótipo é motivo de inferioridade e culpa. Transgredir as exigências culturais leva a pessoa com excesso de peso a um jogo entre prazer e arrependimento e a uma série de equívocos em relação à imagem corporal. Não corresponder à imagem ideal de si-mesmo é uma ameaça a auto-estima. Através de um processo psicoterapêutico a pessoa pode esclarecer as questões relativas ao seu corpo e como estas questões se articulam em sua existência, o que abre espaço para optar pelo modo como deseja responder de modo às demandas culturais e sociais.

Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
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Você sabe o que é TOC?

O TOC ou Transtorno Obsessivo-Compulsivo é uma doença psiquiátrica que atinge cerca de 2,5% da população e é responsável pela incapacitação de 10% de seus portadores. Quem possui TOC está o tempo todo ansioso com a possibilidade de que algo terrível, como uma catástrofe ou doença, possa ocorrer. O TOC é caracterizado por pensamentos aflitivos negativos (obsessão) que ocupam a mente de modo invasivo e persistente. Para aliviar-se do sofrimento destes pensamentos a pessoa recorre a diversos rituais e ações (compulsão) que visam evitar os perigos imaginados. Muitas vezes a pessoa reconhece que suas ações e idéias são exageradas, mas não consegue evitá-las. Por exemplo, ao imaginar que encostar a roupa no sofá da sala ou entrar em contato com certos produtos químicos pode provocar uma doença grave o indivíduo procura lavar as roupas repetidamente ou mesmo tomar banho e lavar as mãos de modo recorrente. Para ser considerada como TOC estas obsessões e compulsões devem provocar sofrimento, atrapalhar o dia-a-dia do indivíduo e serem realizadas ao menos uma hora por dia. Depois de realizado o diagnóstico o tratamento inclui tanto medicamentos quanto terapia, em geral a terapia cognitivo-comportamental que pode ser realizada individualmente ou em grupo. Os sintomas podem desaparecer completamente, diminuir consideravelmente ou provocar algumas recaídas. É importante, portanto, considerar sempre necessário a visita ao psiquiatra e também manter a terapia de modo espaçado. O TOC causa sofrimento não apenas à pessoa que o possui, mas também a toda a família prejudicando a qualidade de vida. Muitas vezes não há informação necessária para que o indivíduo se reconheça com TOC, por isso é importante compreender que certos comportamentos são sintomas e procurar ajuda especializada.

Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
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Ansiedade: reconhecendo o perigo


Um dos temas mais recorrentes em qualquer conversa hoje em dia é o da ansiedade. A ansiedade é tida como uma sensação natural de nossos tempos e também é constantemente utilizada para justificar ações (por exemplo, quem nunca ouviu alguém dizer que come demais porque é ansioso, ou não consegue dormir porque é ansioso demais). Em primeiro lugar, ninguém è mais ou menos ansioso e sim está ansioso em razão de algo. A ansiedade é uma sensação desconfortável que se caracteriza pelo medo constante de sofrer alguma ameaça. É a sensação de sentir-se constantemente ameaçado, sem saber exatamente pelo quê. Outra característica da ansiedade é que a pessoa sente-se ameaçada, sente desconforto e não consegue identificar sua causa e, portanto, não sabe o que fazer para enfrentar o perigo. É importante frisar que a ameaça ou o perigo não precisam ser físicos (como a ameaça de morte em um assalto por exemplo). A ameaça pode ser psicológica e existencial, tal como o medo de não ser querido, viver isolado, solitário ou abandonado. Pode estar relacionada também com situações específicas, tal como falar em público, em que a ameaça é parecer burro, inadequado, desinteressante. Assim, a ansiedade destrói, sobretudo, a auto-percepção e a consciência de si-próprio. Deste modo, quando em terapia, a pessoa é levada a identificar os problemas, questões e crenças e o nível de ansiedade a eles relacionados de modo que os conflitos sejam esclarecidos e trazidos à consciência. É importante reconhecer que a ansiedade indica sempre que há um problema a ser resolvido, um impasse, um conflito e que somente tomando consciência deste(s) conflito(s) é que se pode lidar adequadamente com as situações que desafiam a integridade de cada um.


Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
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Você sabe o que é Estresse?


O estresse é antes de tudo uma resposta do organismo a uma situação que está acima ou além da capacidade do indivíduo resolver. Assim, o estresse é um conjunto de sintomas difusos (variados) que tem como finalidade estimular a pessoa na resolução da situação geradora de estresse. O que acontece, contudo, é que o chamado “estresse positivo”, que estimula a resolução dos conflitos nem sempre é o suficiente para sanar o problema. Logo a situação de ansiedade, dores no corpo, agitação, palpitação, sudorese, dores de cabeça, alterações no ciclo do sono, entre outros sinais é prolongada e a pessoa fica exposta à situação geradora de estresse por muito tempo. Quanto mais tempo esta situação se prolonga, mais a qualidade de vida é prejudicada e, em casos extremos, o estresse prolongado pode levar à depressão, síndrome do burn-out e outros quadros clínicos mais complexos. Um dos principais modos de se lidar com o estresse é através da psicoterapia. Durante o processo de terapia, o indivíduo é levado a reconhecer as situações que estão gerando o quadro (pois muitas vezes o estresse tomou grande parte da vida da pessoa que a situação geradora do mesmo não é sequer reconhecida ou identificada pelo paciente). Um segundo passo é ajudar a pessoa a esclarecer as mudanças que poderia realizar em relação a situação e ajudá-la a se preparar para fazer isso de acordo com suas capacidades. A duração do tratamento varia de pessoa para pessoa, bem como a necessidade do uso de medicamentos que possam aliviar alguns sintomas de imediato (ansiolíticos, calmantes, etc.). De qualquer modo a terapia é extremamente necessária, pois sem a mudança no ambiente do indivíduo os sintomas tenderão a reaparecer. Assim, se você sente que não está conseguindo lidar com algumas situações de sua vida não esite em procurar um psicoterapeuta: ele está lá para ajudá-lo a ver o que o estresse não está permitindo neste momento.

Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
gabipdaltro@hotmail.com



Carnaval e as pequenas felicidades do dia-a-dia

Nesta semana começa o ano, de verdade esta vez. Afinal acabou o carnaval. E com ele acabou também o ritmo de festa que vem embalando desde o Natal. O fim do ano, bem como o começo do ano novo trazem sempre reflexões sobre a vida: retrospectivas, promessas e escolhas. Já o carnaval traz a todos, mesmo para aqueles que não apreciam pular na ruas, um sentido de euforia e alegria. Mas, e agora que o carnaval passou? Será que é possível manter um pouco da alegria do feriado no restante dos dias do ano? A verdade é que escolhemos o foco que damos aos acontecimentos da vida: podemos enxergar e aproveitar as pequenas felicidades do dia-a-dia ou estar sempre esperando o dia em que aproveitaremos a felicidade (se é que ela existe como tal). Parece-me, no decorrer de minha experiência clínica, que as pessoas mais felizes são aquelas que não colocam a felicidade na dependência de acontecimentos futuros e sim nas alegrias que se encontram no decorrer do dia tal como: sair com os amigos, aproveitar a companhia da família, ir a praia e curtir a natureza, ler um bom livro, dançar, caminhar ao pôr-do-sol, etc. Enfim, cada um sabe as atividades que lhe dão prazer, o importante é saber focar o prazer como parte integrante da vida, daí atingir metas e fazer escolhas será resultado de uma vida feliz.

Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
gabipdaltro@hotmail.com




Pare de fantasiar e viva o presente

Tenho observado em minha prática que é muito comum as pessoas viverem no passado ou no futuro, mas raramente no presente. Deste modo a vida se limita aos deveres, aos planos, aos “tenho que” fazer e ser assim, ou aquelas fantasias em que se coloca a própria felicidade dependente de acontecimentos futuros: “só serei feliz quando meus filhos estiverem felizes ou só serei feliz quando estiver estabelecido em minha profissão ou quando casar, etc”. Na verdade, quando se vive desta maneira pouco se vive. Os sentimentos mais profundos, as vontades genuínas e aquele sensação de segurança, aquela sensação de apoiar-se a si mesmo, ao invés de buscar apoio nos outros ou no mundo, desaparece. Quando se busca constantemente o apoio dos outros ao invés de valorizar o seu modo de fazer as coisas e suas metas, surge o medo. O medo constante que permeia suas fantasias do futuro: sim, porque o futuro só poder ser fantasiado. O medo de não atingir as expectativas que colocou sobre si-próprio. Enfim, represar suas emoções e vontades, projetando no futuro e nos outros o apoio que precisa para ser si-mesmo, causa somente insatisfação, medo e dor. Na maior parte das vezes o próprio corpo reage, ficando doente. A doença, neste caso, está aí para chamar sua atenção para as sensações e sentimentos, ou seja, para o presente, o aqui-e-agora, para a sensação de estar realmente vivo. Uma vez que se aprende a lidar com as fantasias e o medo a pessoa cresce. O crescimento pessoal se dá com uma base segura, ou seja, tendo você como o princípio e a finalidade de sua existência.

Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86669
gabipdaltro@hotmail.com




O que é Síndrome do Pânico?

A síndrome do pânico é um quadro clínico no qual a pessoa sofre repetidas crises agudas de ansiedade, sem que haja um estímulo disparador (ou seja, uma situação ou elemento) compatível com a magnitude da reação e da intensidade das crises. Em geral a crise dura de 20 a 30 minutos, podendo variar para mais ou menos tempo. È acompanhada de diversos sintomas físicos como sudorese, taquicardia, tremores, rigidez, palidez, vertigem, sensação de desmaio entre outros. A sensação é de completo terror. Além das crises, o maior complicador da qualidade de vida destas pessoas é o medo constante de ter outra crise, uma vez que estas são imprevisíveis. A origem da síndrome pode ser tanto biológica (desencadeada por disfunções da tiróide, efeito colateral de alguns medicamentos psiquiátricos ou como resultado do uso de certas drogas) quanto psicocomportamental (consequência de situações de estresse mal resolvidas ou outros fatores da história de cada indivíduo). Mas, afinal, o que pode ser feito para melhorar a vida das pessoas que sofrem com a síndrome do pânico? Em geral o uso de medicamentos pode ajudar no controle dos sintomas, melhorando o sofrimento. Também é recomendada a terapia, para que a pessoa aprenda a lidar com as situações geradoras de estresse e as situações que desencadearam e mantém suas crises. O melhor tratamento é aliar os medicamentos com a terapia, de forma a realizar uma abordagem completa do problema e dar à pessoa que sofre apoio para o enfrentamento da doença.

Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
gabipdaltro@hotmail.com






O que é Psicoterapia?

Tenho observado com frequência que muitas pessoas não sabem ao certo o que é a psicoterapia nem o que fazem os psicólogos. Todas as semanas me vejo surpreendida por perguntas sobre este tema. Vou tentar, de modo simples e direto, esclarecer algumas questões sobre o assunto. A psicoterapia é o processo através do qual o paciente/cliente é levado a compreender e conhecer melhor seu modo de funcionar, ou seja, como vê e reage a diversas situações da vida, de modo que este conhecimento leve a mudanças em seu comportamento. Assim, podem ser empregadas técnicas diversas, tais como a conversa (verbal) ou outras práticas (não-verbal) a fim de levar a pessoa a reconhecer seus padrões de comportamento e o modo como podem ser mudados visando sempre uma existência mais satisfatória e feliz. A terapia pode acontecer individualmente, em grupo, com casais, em família ou em outros formatos. O importante é compreender que a psicoterapia leva em conta que se você vê mais claramente os acontecimentos de sua vida, ela tende a ir bem e sem sofrimentos desnecessários. Às vezes a vida é mais alegre e plena e às vezes se passa por algumas dificuldades. De modo geral, aumentando sua consciência sobre si mesmo e o modo como tem agido no mundo, é possível agir de modo mais responsável e autêntico na realização de mudanças que levem a minimizar a dor e aumentar as alegrias e satisfações. Espero ter esclarecido um pouco as dúvidas sobre este assunto. Caso tenham críticas, sugestões ou perguntas entrem em contato através do email acima. Abraço a todos e boa semana!

Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
gabipdaltro@hotmail.com



Permita-se ser como você é

Nos dias de hoje, especialmente entre as mulheres, ouvimos preocupações com o peso e a estética. Até certo ponto estas preocupações são genuínas e saudáveis, pois motivam a busca da saúde e da integridade física. Todavia, em grande parte das vezes, o que se vê são mulheres perseguidas por um ideal de beleza inalcançável. Quantas queixas ouço de mulheres que, por não corresponderem aos anúncios da TV sentem-se deprimidas, desvalorizadas, sem atrativos sexuais, enfim, completamente envolvidas e perseguidas pela imagem de perfeição a qual deveriam corresponder. É importante realizar um trabalho de resgate da auto-estima e da valorização dos pontos fortes e únicos de cada pessoa; além de mostrar que não existe atividade física ou social que não possa ser realizada por qualquer um. Na maior parte das vezes o que estas pessoas não percebem é que o mundo lhe dá respostas positivas, mas somente quando há certa exposição. Por exemplo, uma pessoa acima do peso pode evitar sair para dançar por achar que não encontrará um par ou parecerá desajeitada na pista de dança. Assim, todas as chances de se divertir, relaxar, conhecer novas pessoas e até um par caem por terra, pois a própria pessoa sabota suas chances. Assim, quando você estiver evitando realizar alguma atividade por achar que é inadequada, pense bem se na verdade não está evitando outras coisas: ter de se relacionar com um parceiro, interagir com outras pessoas, enfim, ter de acabar com a desculpa de que seu corpo a impede, quando na verdade é o medo de experimentar que a está impedindo. Ouse, afinal é experimentando que se descobre os próprios potenciais e quanto mais isso ocorre melhor vai se sentir em relação a si mesma e a beleza que, afinal de contas, já está aí.

Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
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Sexualidade na terceira idade

A sexualidade é muito mais do que o sexo propriamente dito. Ela é o estímulo para a procura do contato, da intimidade e a da troca entre as pessoas. O entendimento e a expressão da sexualidade são marcadas pela história individual e a cultura de cada grupo. No geral,em nossa sociedade, a sexualidade é tida como exclusividade dos jovens; como um aumento ou descoberta da vitalidade, vindo a decair com o passar dos anos. Todavia, isto não é uma verdade. A sexualidade faz parte da constituição do humano e está presente dos oito aos oitenta (e também aos noventa, cem, etc...). Sentir atração sexual acontece em qualquer idade, embora na velhice algumas crenças e estados emocionais podem impedir ou dificultar a vivência plena da sexualidade. Entre estas crenças está a de que o corpo do idoso não é atraente ou demonstra vitalidade, o medo das reações de amigos e familiares, a educação recebida, rotina e monotonia do casal, entre outros fatores. Assim, os problemas que afligem os idosos neste campo não são tão diferentes dos que afligem os jovens também. O importante é o idoso e a sociedade em geral compreenderem que a sexualidade pode ser vivida e expressa plenamente em qualquer idade, afinal não deixamos de ser humanos porque envelhecemos.


Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP06/86668
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Ano novo: vida nova?

O início do ano está chegando e como sempre ouvimos falar das promessas de ano novo. Geralmente estas promessas envolvem sempre algum tipo de mudança ou determina objetivos claros a cumprir: parar de fumar, emagrecer, sair do aluguel, dedicar-se mais ao cônjuge, enfim, promessas não faltam. Mas, afinal, o que fazer para que no próximo ano você olhe para trás e veja que realizou muitos dos seus objetivos? O primeiro passo é traçar objetivos realistas, ou seja, que você sabe estarem dentro de suas possibilidades: não precisa emagrecer dez quilos em um mês por exemplo, por que não começar com três? Em um segundo momento anote todas suas metas em um papel, determine em quanto tempo planeja realizá-las e anote ao lado. Em seguida, comece a pensar na estratégia que levará você a alcançar o que prometeu a si mesmo. Anote tudo. Escrever ajuda a clarear e definir melhor o que pretende. Além disso, de tempos em tempos você pode voltar às suas anotações pra ver se está cumprindo o que prometeu e também para fazer alterações em suas metas. O ano-novo traz sempre inspiração e ânimo para as mudanças, mas não se esqueça que tudo depende de uma mudança de atitude: fazer diferente para obter resultados diferentes. Desejo a você mudanças positivas em sua vida e muitas realizações neste ano que se inicia!

Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
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O que é Arrependimento?

Com qualquer pessoa que se converse vamos sempre, em algum momento, nos deparar com o tema do arrependimento. Não há uma só pessoa que não se arrependa de um ato cometido. Geralmente, além do arrependimento, há também uma desagradável sensação de culpa que toma o foco de toda a situação ou lembrança. Um modo construtivo de lidar com o arrependimento e a culpa é compreender que estes sentimentos se baseiam na noção de responsabilidade. A responsabilidade pelas próprias atitudes; pela própria vida. Em um segundo momento, deve ser feita uma pergunta chave: Com posso viver hoje de modo a não acumular mais arrependimentos no futuro? Somente avaliando sua vida atual, suas escolhas, suas necessidades e desejos, realizando potencialidades, ou seja, encarando de frente e de modo autêntico a própria existência é que se pode viver de modo mais pleno e acumulando mais alegria e realizações. Pergunte a si próprio sobre sua vida e aja: faça diferente para obter resultados diferentes.

Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
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Envelhecimento ativo

Envelhecer é um processo contínuo, iniciado com o nascimento e evidenciado a partir da vida adulta. Não existe uma idade que determine o envelhecer de cada um; para cada pessoa o envelhecer se dá de modo distinto e único. Em nossa cultura, envelhecer está carregado de imagens e sentimentos negativos, geralmente ligados a decadência e degeneração das capacidades físicas e mentais. Na verdade, o envelhecimento é uma fase da vida como tantas outras (infância, adolescência, vida adulta), tendo a peculiaridade de trazer mudanças físicas e alteração no papel social. O envelhecer pode ser uma experiência rica e prazerosa. Pode-se descobrir novas atividades, viver mais tempo com a família, dar continuidade a vida profissional, seja atuando no mercado de trabalho, seja empregando suas habilidades em uma atividade voluntária. Enfim, nunca é tarde para aprender nem tão pouco para cultivar laços significativos. A terceira idade também é uma fase rica para cultivar relacionamentos amorosos e também sexuais. A vida pode ser mais colorida, em qualquer idade, depende apenas das tintas que você quer utilizar.

Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
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O que é timidez?

A timidez é um conjunto de comportamentos que podem ocorrer em níveis mais altos ou mais baixos, em que a pessoa sente-se inibida para interagir em grupo ou em outras situações sociais. A timidez pode estar restrita a algumas situações como falar em público, divertir-se, fazer uma pergunta em sala de aula, abordar ágüem para namorar, etc; mas pode também ser uma característica mais ampla e que se manifeste em diversas situações impedindo a realização pessoal. È, na verdade, um comportamento em que a pessoa não exprime aquilo que sente ou pensa e tem dificuldades em interagir com o ambiente ou as pessoas de modo ativo. Muitas vezes a pessoa pode fantasiar desfechos desagradáveis para suas possíveis ações, pode sentir-se em conflito interno pois deseja manifestar-se ativamente e não consegue. De modo geral, a timidez não impede a realização pessoal, principalmente se estiver restrita a algumas situações específicas. Todavia, quando a timidez impede a realização dos objetivos pessoais em excesso e causa sofrimento à pessoa é hora de procurar ajuda especializada. Um psicoterapeuta pode ajudar a pessoa a identificar os elementos que lhe causam ansiedade e conflito e ajudar a lidar com eles. È através do auto-conhecimento, conhecer o seu modo de funcionar nas diferentes situações da vida, que se pode realizar alguma mudança no comportamento tanto externo, quanto interno (pensamentos, e sentimentos). È importante entender que a timidez pode ser melhorada e não precisa ser uma dificuldade carregada por toda a vida.

Gabriela P. Daltro
CRP 06/86668
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Encerrar o passado para abrir o futuro

A vida é repleta de fases. Temos a fase da infância, adolescência, vida adulta, velhice que são etapas marcadas por grandes transformações no modo como percebemos e encaramos o mundo. Contudo, a vida nos presenteia com muitas outras etapas. Cada pessoa pensa e resume sua vida através de alguns marcos, em geral eventos que foram emocionalmente muito marcantes: o nascimento de um filho, o aniversário de quinze anos, a saída da escola, uma mudança de residência, a morte de um ente querido, entre outras situações que a vida nos apresenta. Quando estas situações se mantém na memória, mas são apenas isso, uma memória, tudo está em seu devido lugar: a experiência e lembrança enriquecem a vida presente. Acontece muitas vezes que certas situações nunca são fechadas, encerradas; a pessoa fica presa na memória, em um fragmento de lembrança e, na impossibilidade de mudar seu passado, sofre no presente. Estas situações inacabadas e mal resolvidas podem ser conscientes ( a pessoa sabe, reconhece a memória) ou podem ser não-conscientes (a pessoa é influenciada pela memória mas não se recorda dela). Grande parte dos desconfortos e sintomas que achamos serem aleatórios são em grande parte das vezes, resultado de situações inacabadas, de sentidos mal colocados ou da falta de sentido de uma situação emocionalmente importante vivida. Assim, através de um processo de auto-conhecimento, nem sempre rápido e muita vezes doloroso, pode-se acessar etapas, memórias ou situações que podem ser, inclusive, presentes e encontrar um significado para elas. Somente reencontrando ou descobrindo um sentido para situações inacabadas e incômodas é que podemos passar para novos acontecimentos da vida de maneira plena. Afinal, cada fase esta aí para ser vivida do modo mais rico possível: viver o passado como passado (mesmo) e o presente com todas suas nuances e surpresas.

Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
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Ciúmes em Excesso: controle para a insegurança

Todas as pessoas sentem, em algum momento, o ciúme. O ciúme pode ser gerado por muitas situações diferentes, mas em geral é tido como reação a ameaça de perda de algo ou alguém que se gosta muito. Assim, nas relações amorosas por exemplo, o ciumento procura certificar-se de que não perderá o parceiro ou parceira, de que este está seguro. Assim, o ciumento costuma fazer interrogatórios, mexer nas correspondências, no celular, evitar que o parceiro faça atividades sem ele por perto, entre outras ações cujo objetivo é aliviar o sentimento de perda e insegurança. Todavia, nada que o parceiro faça assegura o ciumento. O ciumento cria situações e imagina diversos modos pelos quais poderá ser traído ou abandonado; duvida do próprio parceiro e de suas palavras e ações. Por conta destes pensamentos fantasiosos, aquele que sente ciúme em excesso (ou seja, é excesso quando começa a atrapalhar a relação ao invés de ajudar) torna-se obsessivo: precisa a todo tempo “checar” o parceiro. A pessoa que sente muito ciúmes e que já está prejudicando sua vida íntima e pessoal precisa de um processo de auto-conhecimento para aprender a valorizar-se mais, dar importância a própria vida e, claro, ter uma vida própria. Olhar para fora, para o outro é também uma maneira de evitar lidar com suas próprias dificuldades e de assumir a responsabilidade sobre seus sentimentos: afinal, não é o parceiro que age (sempre) para provocar ciúmes e sim a pessoa ciumenta que sente ciúmes. Responsabilizar-se por seus sentimentos é o primeiro passo para uma mudança efetiva.

Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
gabipdaltro@hotmail.com




O que é auto-estima

Muito ouvimos falar sobre a importância da auto-estima e da valorização de si-mesmo. Mas, afinal, o que de fato é valorizar-se? Valorizar é dar valor, importância, colocar em primeiro plano, apreciar. Quando você aprecia suas qualidades, descobre que é capaz de realizar e superar desafios, a auto-estima, o sentimento de gostar de si-próprio, cresce. Este sentimento aumenta a auto-cofiança, a sensação de não ser levando pelas circunstâncias e de fato ter poder sobre elas. Muitas vezes a auto-estima é diminuída pelas expectativas que se projeta sobre si-próprio: é o famoso “tenho que”, tenho que ser deste jeito, não devo ser assim e todos aqueles julgamentos cruéis que se faz consigo. Logo, o primeiro passo para começar a se apreciar é aceitar-se: aceitar-se do jeito que é, com suas qualidades e também aquilo que considera defeitos. Aceitar permite compreender, e compreender permite mudar sem julgar. O julgamento excessivo sobre si-próprio somente diminui a auto-confiança, levando a pessoa a viver em constante rigidez, medo e auto-tortura. Assim, procure reconhecer os momentos em que você promove sua auto-tortura e diga a si-mesmo que não importam estes julgamentos e sim que você tem capacidade e poder para mudar o que te desagrada, porque você gosta de si-mesmo e coloca suas necessidades, projetos, sentimentos e realização em primeiro plano.

Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
gabipdaltro@hotmail.com




Como você está criando sua vida?

Você deseja mudar algo em sua vida? Sim, a maior parte nós deseja provocar algum tipo de mudança. Mas, afinal, por onde começar a mudar? Geralmente tende-se a ter uma visão, seja por nossa história, seja porque queremos nos proteger ou evitar sofrimentos, a nos considerar vítimas das circunstâncias, da vida, do destino. A verdade é que não existe destino, o que existe são as escolhas diárias. São suas escolhas neste momento que definem em grande parte como sua vida é. Somente se pode gerar mudanças quando a fantasia de sermos crianças necessitadas é abandona, e nos reconhecemos como autores de nossa existência. Você é o responsável por o mundo reagir a você do modo como reage. Você também é responsável por seus sentimentos: a causa não está lá fora, pois é você que se deixa suscetível a sentir como se sente. Por exemplo, costumamos dizer que um fato ou outras pessoas nos irritaram, mas isto só acontece porque você “é irritável”. Você só se apaixona, por que está “apaixonável”. Assim, você percebe como participa de muito do que supostamente lhe acontece? Ter responsabilidade por sua vida e seus sentimentos é aprender a ter a habilidade de responder (responsa-habilidade) ao mundo de modo satisfatório. Logo, largue de vez esta criança mimada que te impede de crescer e ser quem você, de fato, é.

Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
gabipdaltro@hotmail.com




Limites: educar para crescer

Hoje em dia muito se fala sobre a necessidade de colocar limites no comportamento dos filhos, em especial das crianças e adolescentes. Mas você sabe, realmente, o que é colocar limite? A própria palavra “limite” já nos dá uma pista: é aquilo que delimita e, portanto, direciona. Mostra onde começa e onde termina um território, ou, como podemos entender, onde começa e termina uma ação, uma atitude, um comportamento. Assim, colocar limites é encontrar um modo de mostrar que toda ação tem um resultado, positivo ou negativo e que o resultado é responsabilidade da pessoa que agiu. Como fazer isso? Um modo eficaz é levar a criança a reconhecer que provocou algo positivo ou negativo: quando fizer algo que não é desejável encontrar um modo de corrigir o que provocou, ou de sentir-se valorizada quando faz algo positivo. Assim, se ela molhou o chão, derramou algo, ao invés de colocá-la de castigo no quarto pedir que limpe a sujeira que provocou. Se ela xinga ou magoa alguém, bate, etc. Colocá-la um tempo a sós e dizer que está lá para que pense no que fez, para pensar em como a outra pessoa se sentiu e que depois você irá conversar com ela sobre isto. Claro, mais fácil falar do que fazer, afinal não é assim que aprendemos, nossa educação foi baseada na punição e encontrar um outro jeito de fazer as coisas leva tempo, e treino. O importante é persistir, pois o comportamento também é aprendizagem e para aprender é necessário a repetição. Espero que possa tê-lo ajudado a entender e também a aplicar os limites, afinal é preciso educar para crescer, mas também crescer para poder educar.
Gabriela P. Daltro
Psicóloga
gabipdaltro@hotmail.com




Aposentar-se: Crise ou Oportunidade?


Hoje quero conversar com você sobre uma mudança de vida quase nunca comentada, mas pela qual praticamente todos nós passamos: a aposentadoria. Muitas vezes pensamos que a aposentadoria será uma grande libertação da necessidade do trabalho, da vida profissional. Porém, o que vemos é que aposentar-se provoca na maioria das pessoas uma mudança fundamental não só na rotina, mas também no modo como enxergam e experimentam o mundo.
A aposentadoria pode ser experimentada de diversos modos: de um modo mais produtivo em que a pessoa encontra tempo para dedicar-se a atividades prazerosas, passar mais tempo com a família, utilizar seu conhecimento em prol de outros. Por outro lado, e em geral, o anúncio de que a aposentadoria se aproxima provoca ansiedade, sentimentos de tristeza e até de solidão. Isto porque passamos a vida inteira desempenhando, na maior parte de nosso dia, um papel profissional ligado ao trabalho. A perda deste papel que desempenhamos pode ter o caráter do luto: a perda de uma parte de nós mesmos, de nossa noção de utilidade, de nossos amigos e até da relação conjugal que precisa ser remodelada para o novo tempo disponível dentro de casa. Acima de tudo, a pergunta que se anuncia nesta fase da vida é “O que fazer com meu tempo livre, ou melhor, o que fazer comigo agora?”. È uma fase propícia para considerar sua trajetória de vida até agora, bem como para definir novos planos para o futuro e para a vida. È importante ter em mente que, a medida que anos se aproximam, a vida não vai parando, pelo contrário, continua em constante mudança e abre, a cada momento, novas possibilidades de ser e de realização.

Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP06/86668