terça-feira, 24 de janeiro de 2012

             Transtorno do Desejo Sexual Hipoativo Feminino

O Transtorno do desejo sexual hipoativo, ou falta de desejo sexual, é uma disfunção que acomete cerca de 10% das mulheres brasileiras. É caracterizado por uma diminuição ou ausência de desejo, fantasias e disposição para relação sexual. Alterações hormonais, períodos de amamentação, menopausa e dor durante a relação sexual são fatores que podem influenciar o desejo. Contudo, além de causas físicas, o desejo hipoativo é determinado também por aspectos psicológicos como dificuldades e desentendimentos do casal, mitos e tabus sexuais, pouca ou ausência de educação sexual, estresse, depressão, ansiedade, como consequência de abuso sexual, entre outros fatores. É importante considerar que o desejo sexual na mulher não é necessariamente espontâneo: ele pode surgir após estimulação adequada pela parceria e estar presente em situações específicas, o que neste caso não se configura como disfunção e sim como uma dificuldade sexual que pode ser melhorada através da educação do casal. Procurar ajuda nestes casos é fundamental: a visita ao ginecologista para identificar possíveis causas físicas e também ao psicólogo especializado para trabalhar os aspectos psicológicos e relacionais, tendo como objetivo a satisfação nesta área da vida.

 Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 86668
gabipdaltro@hotmail.com

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

TERAPIA PARA CRIANÇAS: QUANDO E COMO POCURAR

Muitos pais tem dúvidas sobre se devem procurar ajuda psicológica para os filhos. Quando o filho (a) é adolescente há indícios mais claros no comportamento e também no modo como o adolescente se expressa. Por outro lado, com crianças menores os sinais podem ser mais sutis, uma vez que elas ainda não desenvolveram toda a amplitude da linguagem e vivenciam também situações de fantasia como modo de compreender o que lhes acontece. Desta forma, os pais podem ficar atentos a mudanças de comportamento tais como retraimento e letargia, a criança pode ficar frequentemente zangada, bater, chorar, ficar relutante em brincar com outras crianças, mostrar menos imaginação quando está brincando e, também, falar diretamente sobre suas angústias. Algumas vezes os problemas emocionais da criança se refletem em seu desempenho escolar, levando também a encaminhamentos. Neste sentido, é importante considerar as tentativas de ajuda realizadas e seus efeitos, se o comportamento está influindo na vida familiar, social e escolar da criança e também a duração destes sintomas. Identificada a necessidade de ajuda profissional, os pais podem procurar um psiquiatra ou um psicólogo infantil que farão uma avaliação sobre a necessidade de intervenção terapêutica e/ou medicamentosa. É importante que os pais se sintam confortáveis e à vontade com o terapeuta, que procurem conhecer suas credenciais e história profissional, bem como avaliar vários nomes para que se sintam confiantes quanto ao tratamento. Acima de tudo é importante que os pais compreendam que eles são parte do ambiente do filho e, portanto, o terapeuta necessitará de sua ajuda para ajudar a criança.

Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
gabipdaltro@hotmail.com