quarta-feira, 21 de novembro de 2012


Redução de estômago (gastroplastia) e Psicoterapia

A cirurgia bariátrica, ou “redução de estômago”, é um procedimento cirúrgico para tratamento da obesidade que consiste na remoção ou isolamento de uma parte do estômago e, muitas vezes, em um desvio na porção inicial do intestino. A obesidade é uma doença que atinge, somente no Brasil, cerca de 30% da população (dados do IBGE) e acarreta em inúmeros comprometimentos à saúde tais como diabetes melitus, hipertensão arterial, dislipidemias, apnéia do sono, doenças coronarianas, acidente vascular cerebral, entre outros. A cirurgia bariátrica é muitas vezes vista como um tratamento definitivo, contudo ela é mais um meio para o controle adequado do peso. A preparação para a cirurgia envolve o acompanhamento multidisciplinar de médico, endocrinologista, cardiologista, nutricionista, fisioterapeuta, psicólogo e outras áreas afins. Esta abordagem ampla se dá porque a obesidade é uma doença multifatorial, ou seja, sua causa é uma combinação de fatores orgânicos, ambientais e psicológicos. O sucesso da cirurgia está em abordar estes fatores o mais amplamente possível. Assim sendo, a consulta ao psicólogo no pré-operatório é fundamental para avaliar a disponibilidade, estrutura e as expectativas do paciente em relação á cirurgia. O acompanhamento pós-operatório é ainda crucial, pois a pessoa irá enfrentar mudanças radicais em sua alimentação, estilo de vida, imagem corporal, sexualidade, mudanças nos relacionamentos decorrentes da mudança corporal e, inclusive, respostas diferenciadas do ambiente social conforme há a perda de peso. É uma transformação global no modo de se ver, e se relacionar consigo próprio, com o mundo e com os outros. A readaptação alimentar é o fio condutor dos primeiros meses e a abordagem em terapia consiste também na prevenção de doenças secundárias a uma má adaptação alimentar como a anemia e o alcoolismo. Procure um psicólogo especializado para tirar dúvidas e realizar o laudo pré-operatório, mas não se esqueça que a obesidade é uma doença crônica e que vai requerer uma mudança de comportamento para toda a vida.

Gabriela P. Daltro

Psicóloga CRP 86668

gabipdaltro@hotmail.com

quarta-feira, 7 de novembro de 2012


Síndrome do Pânico e Psicoterapia

A Síndrome do Pânico é um transtorno que afeta cerca de 3% da população e gera dificuldades nos campos emocional, social e ocupacional. É caracterizada por ataques ou crises de pânico que ocorrem aparentemente sem causa e sem a presença de perigo. A crise de pânico é um período em que ocorre medo intenso ou desconforto acompanhando de algumas outras sensações como palpitações, suor frio, tremedeira, sensação de falta de ar ou sufocamento, dor no peito, náuseas, tontura, irritabilidade, sensação de desmaio, medo de perder o controle, medo de morrer, formigamento e calafrios ou ondas de calor. A crise pode ser leve, moderada ou grave.  A Síndrome do Pânico pode ser desencadeada por estresse ou situações de vida como viuvez, conflitos familiares, violência, pressão no trabalho, etc. O uso de álcool e drogas pode ajudar no desenvolvimento do quadro. O tratamento envolve, em geral, o uso de medicamentos e psicoterapia. Na psicoterapia são trabalhados temas como auto-percepção, identificação da crise e modos de lidar com ela, ansiedade e medo e temas pertinentes. Procure sempre ajuda especializada como um psiquiatra ou psicólogo.

 Gabriela P. Daltro

Psicologa CRP 86668

gabipdaltro@hotmail.com

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Dificuldade para ejacular: benefícios da terapia sexual

A Ejaculação Retardada é uma disfunção sexual que atinge cerca de 5% dos homens. É a dificuldade ou incapacidade para ejacular e obter o orgasmo. Na maioria das vezes o homem sente desejo e se excita sexualmente, obtendo ereção, mas não consegue atingir o clímax ou ejacular durante a relação. A ejaculação retardada pode estar presente desde o início da vida do homem, o que é mais raro, e pode aparecer somente em algumas situações. Para cerca de 75% dos homens com esta disfunção a dificuldade aparece somente na relação com parceria, obtendo orgasmo normalmente durante a masturbação. As causas do problema podem ser tanto físicas quanto psicológicas. Medicamentos e algumas substâncias também podem induzir ao quadro. Os homens com este distúrbio podem apresentar estresse emocional, dificuldades em se relacionar, ansiedade generalizada e ansiedade quanto á relação sexual e até mesmo desinteresse sexual. O tratamento inclui a visita ao urologista para identificar possíveis doenças, condições congênitas, infecções, etc. Excluídas as causas físicas a terapia sexual é indicada para apoio e solução do problema. Durante o processo são trabalhados os conflitos, mitos e ansiedade ligados ao problema de forma cuidadosa e profissional. Procurar ajuda especializada quando se tem uma dificuldade sexual é a melhor forma de esclarecer dúvidas e desenvolver a satisfação nesta área da vida.

 Gabriela P. Daltro

Psicóloga CRP 86668

gabipdaltro@hotmail.com

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Psicoterapia para Vaginismo

O vaginismo é uma disfunção sexual feminina que se caracteriza pela impossibilidade de obter penetração vaginal. O vaginismo se dá por uma contração excessiva e involuntária dos músculos da vagina. Esta impossibilidade traz uma série de prejuízos para a mulher, pois dificulta e até impossibilita a relação sexual e muitas vezes também exames ginecológicos. É uma condição que gera sofrimento, prejudica a auto-estima e auto confiança e dificulta relacionamentos conjugais. Muitas mulheres não procuram ajuda pois não reconhecem que há um problema: a dificuldade é geralmente considerada uma simples “falta de relaxamento”. Na realidade, o vaginismo pode ser uma dificuldade em relaxar tanto fisicamente quanto psicologicamente. Em geral está ligado a educação repressiva e rígida, medos e fantasias relacionados ao sexo, abuso da na infância e dores na região pélvica (dispareunia). O tratamento envolve sempre acompanhamento psicológico especializado e pode envolver medicação e fisioterapia especializada. Os tratamentos psicológicos individuais e de grupo apresentam excelentes resultados. Procurar ajuda para dificuldades sexuais ainda é visto com receio, mas se o problema existe a ajuda também existe e não há necessidade de sofrer sozinha.

 Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 86668

gabipdaltro@hotmail.com

terça-feira, 11 de setembro de 2012


Encare a realidade da vida e seja feliz!

Todos nós temos expectativas em relação à vida: como deve ser a família ideal, o trabalho ideal, o filho ideal, o cônjuge ideal, etc. Afinal, quem não quer o melhor para si? Entretanto, muitas vezes a realidade não corresponde ao que se imaginou – a vida é repleta de acontecimentos inesperados e imprevisíveis. Quando o indivíduo está fixamente concentrado em suas expectativas, não pode ver e não aprecia a realidade: mais do que isso passa a negar esta realidade reagindo com descaso, reclamações, irritação, depressão. A pessoa que se prende a suas ilusões e se recusa a lidar com a realidade do presente sempre sofre, pois não pode ver os recursos que possui nem as oportunidades que lhe surgem. Através de um processo de auto-conhecimento é possível entender a importância destas fantasias na auto-realização do indivíduo e levá-lo a viver a vida de modo mais pleno e feliz, tendo expectativas realistas e aproveitando o que a vida e as pessoas podem oferecer do modo como elas são agora. Não é nada fácil recusar aquilo que se imaginou às vezes por toda uma vida, mas com certeza é muito mais satisfatório viver sem falsas ilusões. Muitas vezes a vida presenteia com situações inesperadas que podem trazer felicidade, simplesmente se você olhar para elas e não somente para o que você pensa delas.
 

Gabriela P. Daltro

Psicóloga CRP 06/86668

gabipdaltro@hotmail.com

 

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Psicoterapia e transformação

Há momentos na vida em que os desafios parecem superar a capacidade e os recursos que se tem para lidar com eles. Nestes momentos a pessoa pode experimentar a sensação de impotência frente á vida, medo, desvalorização, etc. No processo de terapia entendemos que o indivíduo faz o melhor que pode com os recursos que dispõe no momento, ou seja, a pessoa faz de tudo para preservar sua disposição e produtividade.  A doença é muitas vezes a perda do sentido das próprias possibilidades e a perda da crença na própria capacidade. Contudo a pessoa nunca adoece por inteiro.  Ao invés de trabalhar apenas com foco nos sintomas a psicoterapia trabalha os processos que sustentam estes sintomas e apóia os aspectos saudáveis da personalidade, valorizando aquilo que a pessoa pode e consegue fazer neste momento. Assim, não basta ensinar a pessoa a reconhecer as causas de seus sofrimentos, mas é necessário ensinar a conviver com a dificuldades e a saber que se pode modificar a própria vida. Um dos principais objetivos do processo terapêutico é dar suporte para que o indivíduo transforme a si mesmo na direção de uma vida mais completa e feliz.

 Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 86668

gabipdaltro@hotmail.com

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Psicoterapia e quadros crônicos: recurso para adesão ao tratamento

Manter a saúde do corpo pode ser um desafio para muitas pessoas. Em geral quadros crônicos como hipertensão, diabetes e obesidade requerem uma mudança a curto e longo prazos, ou seja, são quadros que requerem uma mudança no estilo de vida da pessoa. Nestes casos a psicoterapia pode ser fundamental no processo de adesão a um tratamento médico, bem como para a adesão a dietas e exercícios. São abordados a necessidade de estabelecer objetivos e metas alcançáveis, a educação sobre o problema apresentado, o controle de estímulos do ambiente, a adesão a um programa de exercícios e aumento de exercícios relacionados ao estilo de vida e, principalmente, a reestruturação de crenças sobre a própria capacidade, a auto-estima e auto-imagem e sobre as expectativas em relação aos resultados. O objetivo da terapia é promover o bem-estar e ajudar a pessoa a desenvolver recursos próprios para lidar com crenças negativas sobre si mesma, ajudar a reduzir a compulsão, promover mudanças no comportamento alimentar e gerar apoio social como incentivo. Também são consideradas a prevenção a transtornos alimentares como bulimia e anorexia e outros quadros como depressão e ansiedade. Aderir a tratamentos e mudar o modo de se relacionar consigo e com o mundo não é tarefa fácil e o auxílio profissional pode facilitar e ser fundamental para este processo.


Gabriela Pavani Daltro

Psicóloga CRP 86668

gabipdaltro@hotmail.com

terça-feira, 17 de julho de 2012

O divórcio e as crianças

 O divórcio é uma situação difícil tanto para os pais quanto para os filhos. A dor da separação, a mudança na rotina, muitas vezes o afastamento de um dos pais costumam gerar dificuldades para a criança. Portanto, neste momento, o apoio dos adultos pode tornar esta situação mais fácil e menos dramática. As crianças percebem a tensão e os conflitos na família e costumam saber que algo anormal está acontecendo. Assim, logo que os pais tenham uma definição é importante conversar com a criança claramente sobre o que está acontecendo para que ela não imagine um cenário pior e crie fantasias catastróficas. Neste momento a criança pode sentir necessidade de expressar suas emoções que podem ser de carência, raiva, culpa e medo. É importante certifica-la de que todos a amam e que isto é imutável e que de forma alguma ela deixará de ser cuidada. Será preciso afirmar isto muitas vezes até que ela comprove de fato. Também é importante preparar a criança para qualquer mudança que esteja por vir e manter a rotina o mais estruturada possível. Comentários e sentimentos negativos em relação ao ex-parceiro devem ser mantidos para si, pois a maternidade e paternidade são experiências diferentes da situação conjugal e para os filhos isto faz sim diferença. Afirmar para a criança que ela é amada, que a separação não é responsabilidade dela, que ela deve se preparar para sentir-se confusa as vezes,  abrir espaço para que ela possa conversar com os pais ou com outras pessoas e amigos, bem como mostrar que novas pessoas irão entrar em sua vida e que isso pode ser positivo, entre outros fatores, pode ajuda-las neste momento. Algumas vezes a ajuda de um psicólogo no momento da crise pode ajudar a criança e os pais a organizarem e expressarem seus sentimentos adequadamente. Procurar ajuda especializada é sempre um caminho quando lidamos com situações que exigem mais do que se pode realizar naquele momento.


Gabriela P. Daltro

Psicóloga CRP 86668

gabipdaltro@hotmail.com

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Fatores psicológicos da disfunção erétil

A disfunção erétil, popularmente conhecida como impotência sexual, atinge cerca de 30% dos homens. É uma disfunção sexual marcada por uma incapacidade de obter ou de manter a ereção de forma recorrente e persistente. A disfunção erétil ocasiona prejuízos emocionais e sociais ao homem como queda da auto-estima, diminuição de produtividade no trabalho, dificuldade em relacionar-se, vergonha, medo, depressão e ansiedade generalizados. As causas podem ser tanto físicas quanto psicológicas e em geral um acompanhamento duplo pelo urologista e pelo terapeuta sexual são indicados. Aproximadamente 30% dos casos respondem exclusivamente á medicação, enquanto os outros 70% necessitam de acompanhamento psicológico ou conjunto. Quanto as dificuldades psicológicas ligadas á disfunção erétil se destaca o medo do fracasso, medo este que se instala após algumas tentativas frustradas e que surge a cada nova tentativa. Exigência de performance sexual, expectativas irreais, dificuldade de diálogo franco e aberto, necessidade excessiva de satisfazer o parceiro são algumas das circunstâncias imediatas que agravam o problema. Outros conflitos emocionais gerados ao longo da vida, educação rígida, falta de informação adequada sobre sexualidade também são trazidos á tona durante o processo de psicoterapia sexual. A sexualidade é uma área fundamental da vida de qualquer pessoa e influencia diretamente a qualidade vida. Busque ajuda especializada procurando um urologista e um psicólogo sexual. Mais informações visite www.gabrielapsicologa.blogspot.com
Gabriela P. Daltro

Psicóloga CRP 86668
gabipdaltro@hotmail.com


terça-feira, 12 de junho de 2012

Auto-estima infantil

A auto-estima é basicamente o modo como uma criança se sente em relação a si-mesma. Uma boa auto-estima é um sentimento  quase constante de ser amado, ser bom e ser feliz por ser quem é. Aos pais cabe mostrar aos filhos, em suas diversas fases, que são amados por completo, simplesmente por existirem e não por serem os mais rápidos, os melhores, etc. Nos primeiros anos de vida as crianças aprendem a lidar com diversas situações perturbadoras como a ansiedade de separação, culpa, vergonha, a dúvida; competem com os irmãos. As crianças imitam os adultos e lutam pela confiança em si mesmas. Quando ficam mais velhas e começam a interagir com outras crianças, passam a desenvolver o senso de moralidade e tomam consciência de regras sociais. São muitos desafios rumo ao crescimento e independência. Cabe aos pais ajudar a criança a se sentir valiosa e querida, ressaltando suas qualidades, suas vitórias e avanços, reforçando como cada pessoa é única e especial, a importância de dar o melhor de si e de também ser o melhor amigo de si mesmo, evitando críticas desnecessárias. Incentivar, premiar bons comportamentos com palavras e atitudes carinhosas, estabelecer limites claros são formas de ensinar a criança a valorizar a si mesma e aos outros, bem como a aprender a defender-se e fazer escolhas saudáveis.

 Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 86668
gabipdaltro@hotmail.com

terça-feira, 15 de maio de 2012

PSICOLOGIA E ALGUNS MITOS

A Psicologia e sua forma de atuação ainda não é bem compreendida por todas as pessoas. Muitas dúvidas e preconceitos ainda perduram nesta área. Vamos ver alguns deles:

PSICOLOGIA É MISTÉRIO E TERAPEUTAS ADIVINHAM TUDO: Mito. A Psicologia é a ciência do comportamento humano. Ela estuda o comportamento humano, ou seja, porque as pessoas fazem o que fazem e sentem o que sentem. Estuda também técnicas de modificação deste comportamento quando ele traz sofrimento desnecessário para a pessoa. O terapeuta não adivinha nada, ele pergunta e investiga com o paciente sua vida, emoções e pensamentos a fim de identificar problemas e propor modificações que levem aos resultados desejados.

PROCURAR UM PSICÓLOGO SIGNIFICA QUE ESTOU LOUCO: Mito. Como muitas pessoas não compreendem o trabalho do psicólogo, este costuma ser um medo muito comum. Procurar ajuda especializada quando estamos enfrentando situações difíceis, crises e outros sofrimentos não significa loucura e simplesmente que você não está conseguindo lidar com as demandas da vida a partir dos recursos que você á tem. É necessário desenvolver e aprender habilidades novas ou outros modos de agir que o ajudem nestas dificuldades específicas. Durante o processo outros recursos como medicação podem ser utilizados sob a supervisão de um psiquiatra, de forma a ajudar no tratamento, isto de forma alguma significa loucura ou falta de juízo.

PSICÓLOGOS NÃO DEVEM COBRAR POIS AUDAM AS PESSOAS: Mito. O psicólogo é um profissional da saúde, que atua baseado em preceitos científicos e validados e que requer formação e conhecimentos específicos. Não é necessariamente um trabalho filantrópico e sim um profissional que prestará um serviço e do qual deve prestar contas, assim como médico, o fisioterapeuta, o assistente social, etc.

Outras perguntas você encontra em www.gabrielapsicologa.blogspot.com

Envie sua dúvida também para gabipdaltro@hotmal.com

 Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
gabipdaltro@hotmail.com

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Sexualidade no Consultório

A sexualidade é um amplo aspecto da vida das pessoas e está relacionada com fatores físicos, sociais e psicológicos. No consultório de Psicologia o tema é trazido a partir das queixas sexuais dos pacientes, em geral relacionadas a disfunções sexuais ou dúvidas e dificuldades nesta área da vida. É realizada uma avaliação inicial individual ou com o casal em que queixas e sintomas são avaliados. As dificuldades mais comuns envolvem perda ou diminuição do desejo sexual, dor na relação, dificuldade para orgasmo, disfunção erétil (impotência) e ejaculação rápida (precoce). Muitas vezes é necessária a atuação conjunta com médicos ginecologistas, urologistas, psiquiatras e também fisioterapeutas especializados na área. Durante o processo de terapia sexual o tema é abordado diretamente: são realizadas recomendações individuais e para o casal que facilitem a exploração da sexualidade, psico-educação para dúvidas e conhecimento do funcionamento sexual e são trabalhados temas abrangentes como dificuldades da rotina, expectativas em relação á vida e aos relacionamentos, entre outros temas relevantes de acordo com a queixa levantada. Os benefícios da terapia sexual incluem o aumento da  auto-estima, satisfação pessoal e do casal, melhora do relacionamento, conhecimento do próprio corpo e das fontes de prazer e melhora da ansiedade relacionada ao tema. Mais informações acesse: www.gabrielapsicologa.blogspot.com

 Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Não espere: viva.
Por que é importante falar sobre expectativas? As expectativas são aquelas idéias e sentimentos sobre alguma situação em nossas vidas que conduzem, inevitavelmente, à procura por resultados. Ter expectativas está ligado ao ato de esperar-por/desejar-que algo específico aconteça, seja em relação ao trabalho, a vida familiar ou afetiva. A vida proporciona situações inusitadas e inesperadas o tempo todo e fornece também a oportunidade de exercemos nossos potenciais. Contudo, a realização pessoal fica muitas vezes prejudicada pelas expectativas. Ao esperar resultados específicos, deixamos de aproveitar a experiência do momento e, assim, a experiência da própria vida e do prazer que ela pode proporcionar. Isso porque as expectativas geram cobranças internas e externas e determinam nossas reações as situações que nos acontecem. Assim, muitas vezes podemos reagir negativamente a uma situação da vida não porque ela é ruim em-si e sim porque não aparece do modo como esperávamos, ou seja, não corresponde as nossas expectativas. Uma vida repleta de qualidade e bem-estar está intimamente ligada à capacidade do indivíduo de aproveitar o fluxo de suas experiências de modo rico e existencialmente descompromissado (não vamos confundir com a irresponsabilidade pelos resultados). Viver bem é estar aberto para a realidade da vida e não congelar suas potencialidades em nome de uma idéia pré-concebida do que é o certo/errado, o sucesso ou o fracasso. Toda experiência é válida se for vivida com intensidade, de modo que o ser humano procure por experiências que confirmem sua existência, ou seja, que lhe deem a sensação de estar realmente vivo, ou seja, existencialmente realizado.

Gabriela Pavani Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
gabipdaltro@hotmail.com

terça-feira, 27 de março de 2012

Perguntas que as crianças fazem

Muitos pais se encontram com o dilema entre responder ou não com a verdade quando a criança faz certas perguntas. Algumas vezes perguntas sobre como funcionam as coisas podem até complicar os pais, mas nada como as perguntas do tipo “de onde eu vim”. Este tipo de pergunta é comum em todas as idades, o que varia é a quantidade de informação que a criança consegue acompanhar em cada faixa etária. É possível dizer sempre a verdade, mas o nível de detalhamento da resposta deve ser ampliado conforme a idade avança. Responder com a verdade, mesmo que os pais fiquem surpresos ou até constrangidos inicialmente, é importante para estabelecer confiança mútua e incentivar o diálogo saudável. De forma geral os pais devem buscar respostas apropriadas para cada idade, se preparando  buscando informações e/ou consultando um psicólogo especializado. É preciso encarar o ato de responder á criança como uma oportunidade de ensiná-la tudo que ela precisa aprender antes mesmo de ir para a escola: bondade, tolerância, justiça e generosidade. Fornecer informações claras e verídicas também prepara a criança para lidar com a própria sexualidade, abusos e situações de violência.

Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
gabipdaltro@hotmail.com

terça-feira, 13 de março de 2012

Psicoterapia e Ejaculação Rápida

A Ejaculação rápida, ou ejaculação precoce, é uma disfunção sexual masculina que se dá por uma queixa relacionada á falta de controle da ejaculação e/ou insatisfação com a variação de tempo para ejacular. É uma disfunção que atinge aproximadamente 26% da população masculina no Brasil e é fonte de intensa ansiedade. Na realidade, não há um tempo pré-determinado para a ejaculação, portanto o diagnóstico é feito com base na insatisfação interna do paciente e no quanto seu modo de relacionar-se é satisfatório para ele e para a parceria. Aproximadamente 30% dos casos são situacionais, ou seja, a ejaculação rápida foi adquirida ao longo da vida; 70% dos casos compreendem o quadro que se desenvolveu desde o início da vida sexual. Experiências ligadas ao início da vida sexual, medos e conflitos conjugais, ansiedade generalizada, baixa auto-estima e predisposição biológica são fatores que levam ao distúrbio. A psicoterapia nestes casos atua no auto-conhecimento do corpo e das sensações do cliente (aumento da propriocepção) visando maior controle ejaculatório, controle da ansiedade geral e da ansiedade de desempenho, conflitos relacionais e educação sexual. É importante frisar que doenças urológicas podem ser causa de ejaculação rápida, portanto um urologista deve ser consultado. Muitas vezes é utilizada também medicação aliada á psicoterapia. Procurar ajuda especializada é o primeiro passo rumo a uma vida sexual saudável e mais satisfatória.

Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
gabipdaltro@hotmail.com

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

“Poderia ter sido”

Um tema constante na clínica é a realização pessoal. Seja através do trabalho, da família ou da vida social o tema da realização e satisfação com a vida é constante. Muitas pessoas estão desesperadas porque seus sonhos não se tornaram realidade e, ainda pior, porque elas próprias não tornaram estes sonhos realidade. Quando se fala em realização pessoal é imprescindível falar sobre o arrependimento e a tristeza e angústia que acompanham tudo aquilo que “poderia ter sido”. Focar-se nesta profunda insatisfação é muitas vezes o início de um rico processo de descoberta dos próprios potenciais e da abertura de um horizonte existencial pleno de sentido. O arrependimento pode ser usado como um modo de avaliar a própria vida e de poder tomar decisões mais sábias no futuro considerando os arrependimentos que se quer evitar e as sensações que se quer ter. Quando os medos e ansiedades são enfrentados de frente o caminho se torna livre para a realização do potencial que toda pessoa é. Reprimir o próprio potencial é viver em constante luto por uma vida que se perde a cada dia e na constante tristeza do que “poderia ter sido”.

Gabriela Pavani Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
gabipdaltro@hotmail.com


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Filhos e alimentação: cuidar ou barganhar?

A alimentação dos filhos é de grande preocupação dos pais, em especial das mães. Desde cedo, com a amamentação e a progressiva introdução da alimentação sólida, o ato de comer é expressão de atenção e cuidado. Portanto, é compreensível que pais que muitas vezes trabalham ou deixam seus filhos nas escolas e creches vejam na alimentação o primeiro momento de dedicação e amor. Contudo, para a criança perceber no ato de comer uma arma de barganha e poder não é difícil. Os pequenos em geral, mesmo sem saber o porquê, compreendem que o momento da alimentação é fundamental e podem passar a utilizá-la para tingir os pais ou receber compensações. Quanto a dúvidas sobre nutrição, uma visita ao pediatra pode tranquilizar os pais sobre a qualidade e quantidade necessárias de alimento e suficientes para o bem-estar dos filhos. Quanto as estratégias envolvidas no ato de comer, uma visita ao Psicólogo pode ajudar os pais a compreender e lidar melhor com esta situação. Neste sentido, alguns pontos são importantes: uma criança sadia é aquela que come sem aviãozinho, cujos pais não precisam correr pela casa para alimentá-la, que senta na mesa e simplesmente come e que não está acima ou abaixo do peso. É importante lembrar também que a criança sente fome, que necessita de uma rotina estabelecida de alimentação e que comerá sempre o que estiver disponível, seja uma fruta, legume, doce ou salgadinho e que nenhuma criança fará greve de fome até morrer. Em geral há pequena resistência no início das novas regras, mas eles costumam se adaptar quando percebem que o ato de não comer não atinge nem preocupa mais s pais. O ato de comer se torna somente isso: comer e não mais barganha.  

Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 86668
gabipdaltro@hotmail.com

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

             Transtorno do Desejo Sexual Hipoativo Feminino

O Transtorno do desejo sexual hipoativo, ou falta de desejo sexual, é uma disfunção que acomete cerca de 10% das mulheres brasileiras. É caracterizado por uma diminuição ou ausência de desejo, fantasias e disposição para relação sexual. Alterações hormonais, períodos de amamentação, menopausa e dor durante a relação sexual são fatores que podem influenciar o desejo. Contudo, além de causas físicas, o desejo hipoativo é determinado também por aspectos psicológicos como dificuldades e desentendimentos do casal, mitos e tabus sexuais, pouca ou ausência de educação sexual, estresse, depressão, ansiedade, como consequência de abuso sexual, entre outros fatores. É importante considerar que o desejo sexual na mulher não é necessariamente espontâneo: ele pode surgir após estimulação adequada pela parceria e estar presente em situações específicas, o que neste caso não se configura como disfunção e sim como uma dificuldade sexual que pode ser melhorada através da educação do casal. Procurar ajuda nestes casos é fundamental: a visita ao ginecologista para identificar possíveis causas físicas e também ao psicólogo especializado para trabalhar os aspectos psicológicos e relacionais, tendo como objetivo a satisfação nesta área da vida.

 Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 86668
gabipdaltro@hotmail.com

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

TERAPIA PARA CRIANÇAS: QUANDO E COMO POCURAR

Muitos pais tem dúvidas sobre se devem procurar ajuda psicológica para os filhos. Quando o filho (a) é adolescente há indícios mais claros no comportamento e também no modo como o adolescente se expressa. Por outro lado, com crianças menores os sinais podem ser mais sutis, uma vez que elas ainda não desenvolveram toda a amplitude da linguagem e vivenciam também situações de fantasia como modo de compreender o que lhes acontece. Desta forma, os pais podem ficar atentos a mudanças de comportamento tais como retraimento e letargia, a criança pode ficar frequentemente zangada, bater, chorar, ficar relutante em brincar com outras crianças, mostrar menos imaginação quando está brincando e, também, falar diretamente sobre suas angústias. Algumas vezes os problemas emocionais da criança se refletem em seu desempenho escolar, levando também a encaminhamentos. Neste sentido, é importante considerar as tentativas de ajuda realizadas e seus efeitos, se o comportamento está influindo na vida familiar, social e escolar da criança e também a duração destes sintomas. Identificada a necessidade de ajuda profissional, os pais podem procurar um psiquiatra ou um psicólogo infantil que farão uma avaliação sobre a necessidade de intervenção terapêutica e/ou medicamentosa. É importante que os pais se sintam confortáveis e à vontade com o terapeuta, que procurem conhecer suas credenciais e história profissional, bem como avaliar vários nomes para que se sintam confiantes quanto ao tratamento. Acima de tudo é importante que os pais compreendam que eles são parte do ambiente do filho e, portanto, o terapeuta necessitará de sua ajuda para ajudar a criança.

Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
gabipdaltro@hotmail.com