quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Auto-engano

Durante o processo de desenvolvimento aprendemos a evitar situações dolorosas e valorizar as situações prazerosas. Neste sentido evitamos colocar o dedo na tomada, choramos ao cair, nos comportamos para receber um doce ou o carinho de alguém que se ama. Contudo, como parte deste aprendizado e também como parte dos mecanismos de defesa desenvolvidos ao longo da evolução humana tendemos a evitar além da dor física a “dor psicológica”. Assim, evitar situações emocionais desagradáveis ou dolorosas faz parte do humano. Um destes mecanismos de defesa é o auto-engano: a pessoa é incapaz de se responsabilizar por seus atos, de reconhecer o papel que desempenha nos fatos que lhe acontecem e costuma colocar a culpa de acontecimentos desagradáveis sempre no outro ou no azar. Deste modo ela evita lidar com seus medos, insatisfações e falhas pessoais que podem ser muito difíceis de reconhecer e podem representar sofrimento psicológico. Durante o trabalho de terapia o indivíduo é levado a compreender o lugar que ocupa em sua vida e o modo pelo qual produz o mundo a sua volta. Assim, apesar do auto-engano ajudar na preservação da identidade do indivíduo, quando passa a prejudicar sua autonomia torna-se danoso. Estar disposto e se autorizar a analisar-se é fundamental para assumir as rédeas da própria vida de modo fortalecido.

Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
gabipdaltro@hotmail.com

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