quarta-feira, 7 de maio de 2014

Transtorno do pânico e Agorafobia
O transtorno de pânico é uma doença que se manifesta especialmente em jovens e acomete mais as mulheres do que os homens. A maioria dos pacientes tem a primeira crise entre 15 e 20 anos desencadeada sem motivo aparente. O transtorno do pânico se caracteriza por crises absolutamente inesperadas de medo e desespero. A pessoa tem a impressão de que vai morrer naquele momento de um ataque cardíaco, porque o coração dispara, sente falta de ar e tem sudorese abundante. Quem padece de síndrome do pânico sofre durante as crises e ainda mais nos intervalos entre uma e outra, pois não faz a menor ideia de quando elas ocorrerão novamente. Isso traz tamanha insegurança que a qualidade de vida da pessoa fica seriamente comprometida. O que caracteriza o pânico é a forma abrupta e inesperada que os sintomas aparecem: boca seca, tremores, taquicardia, falta de ar, mal-estar na barriga ou no peito, sufocamento, tonturas. Muitas vezes, tudo isso vem acompanhado da sensação de que algo trágico, como morte súbita ou enlouquecimento, está por acontecer. Nesses casos, é comum a pessoa ter uma reação de pânico e sair à procura de socorro. Com o passar do tempo, as crises vão se repetindo de maneira aleatória. A pessoa fica preocupada com o fato de que os sintomas possam aparecer numa situação para a qual não encontre saída nem ajuda. Nestes casos a pessoa pode desenvolver a agorafobia, que e o medo de ter medo. A agorafobia gera limitacoes e prejudica ainda mais a qualidade de vida, muitas vezes impedindo que a pessoa saia de casa. O tratamento envolve o uso de medicação e a psicoterapia. Com a psicoterapia o paciente aprende a identificar os gatilhos da ansiedade, compreender o circuito do medo e do pânico e a lidar com os sintomas.
Gabriela P. Daltro
Psicologa CRP 06/86668

gabipdaltro@hotmail.com

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