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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Processo de luto: aprendendo a viver com a perda

O luto e o processo de adaptação física e emocional que ocorre após uma perda significativa. Em geral, com o tempo, corpo e mente se acostumam a nova situação e a vida tende a encontrar um novo equilíbrio apesar da dor. Contudo, algumas vezes, o luto pode se estender por muito tempo, ocasionando quadros depressivos, ansiosos e de dependência química. Para compreender o luto, costuma-se dividir o processo em cinco estágios: negação, raiva, barganha, depressão e aceitação. Na negação há incapacidade de aceitar o fato, tudo parece um terrível pesadelo; na raiva há a imposição da realidade e surgem perguntas como “por que?”; durante a barganha a pessoa tenta negociar com a dor e a realidade em uma tentativa de fazer as coisas voltarem ao estado anterior, muitas vezes buscando um culpado. Na depressão o luto vem com toda a forca, a pessoa pode ter dificuldades para dormir, isolar-se, ter crises de choro, muitas vezes em segredo; na aceitação as emoções já não estão a flor da pele, o desespero diminui e a pessoa começa o processo de cura emocional e adaptação a nova realidade. O luto precisa ser vivido em todas as suas fases, mas quando há dificuldade em ultrapassa-las e recomendável procurar ajuda psicológica.

Gabriela P. Daltro
Psicologa CRP 06/86668

gabipdaltro@hotmail.com

domingo, 10 de agosto de 2014

Dicas práticas para educar e conviver com a adolescência
 
A adolescência costuma marcar uma mudança no modo de pais e filhos se relacionarem. Nem sempre a relação se mantém harmoniosa; podem surgir desentendimentos e discussões. O adolescente passa por uma transformação hormonal que implica em mudanças no modo de se comportar e compreender o mundo. Algumas recomendações práticas podem auxiliar os pais neste momento. Em primeiro lugar, mantenha-se aberto e receptivo ao diálogo, mas não tente ser o melhor amigo (a) do seu filho (a). Os pais precisam estar dispostos a impor limites necessários, para a educação e segurança dos jovens. É importante que os pais e todos os envolvidos na educação do adolescente estejam de acordo e tenham claro as regras da casa, escola e de convivência. Uma sugestão é realizar uma reunião familiar em que pais e filhos discutem as regras e definem juntos a consequências para quem desobedece-las. Mais importante ainda é cumprir este combinados, para que a confiança seja estabelecida. Incentivar o jovem a praticar esportes e atividades em grupo, como artes, música, etc. pode ajudar tanto no comportamento quanto na socialização e autoconfiança. Praticar atividades prazerosas em conjunto e partilhar de bons momentos alimenta a relação. Quando o adolescente cumprir seus deveres e/ou for responsável ceda um pouco mais, flexibilize. Evite críticas exageradas, como ao estilo, cabelo, decoração do quarto; intervenha se o comportamento do seu filho (a) for prejudicial, violar direitos ou for ilícito. Permita que aprenda com os erros e próprias experiências, intervindo em momentos de perigo real. Mantenha distância quando o adolescente estiver mal-humorado, nem tudo precisa ser exposto, deixe claro que está disponível caso ele (a) precisa, mas respeite sua intimidade. Acima de tudo, entender que o adolescente está em formação e que é sempre necessário pensar não somente no que ele (a) deseja, mas principalmente no que necessita.
 
 
 Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668
 

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Como lidar com os conflitos entre irmãos

As brigas entre irmãos são parte do desenvolvimento das crianças. Com o passar do tempo, a criança vai aprendendo a identificar e expressar seus desejos e vontades e, muitas vezes, estes desejos são diferentes para os irmãos. Neste momento, aos pais cabe ajuda-los a identificar o que estão sentindo e propor mediações firmes e criativas, que deem espaço para todos sentirem-se satisfeitos. Contudo, em muitos destes momentos, a briga pode ser tão agressiva que os pais ficam confusos e não conseguem realizar uma mediação adequada. Nestes casos, e importante que a família como um todo possa refletir sobre seus sentimentos e identificar situações que estejam gerando raiva nas crianças. Estas situações podem ser as mais variadas, desde ciúmes dos pais, bem como raiva por colegas ou ate mesmo pelos pais e que pode encontrar espaço para se manifestar com os irmãos.  De forma geral, embora as situações que desencadeiam a raiva possam variar, os pais precisam refletir sobre como se relacionam com os filhos, concentrando energia em desenvolver uma relação de intimidade e de atenção para cada um deles. Desta forma ajudam a acalmar e oferecem um porto-seguro para os filhos se expressarem adequadamente.

Gabriela P. Daltro
Psicóloga CRP 06/86668

gabipdaltro@hotmail.com

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Dor na relação sexual: saiba mais sobre a Dispareunia
A dispareunia é um transtorno sexual caracterizado pela sensação de dor durante a relação sexual e que pode afetar tanto homens quanto mulheres, sendo mais prevalente no publico feminino. Para ser diagnosticado como dispareunia, a dor deve ser recorrente e provocar sofrimento e dificuldades nas relações interpessoais. Desse modo, a característica essencial da dispareunia é a dor e o incômodo genital durante a relacao sexual, que pode variar de um leve desconforto a uma dor aguda, provocando muitas vezes grande sofrimento e dificuldades na relação do casal. A origem do transtorno pode ser tanto orgânica quanto psicológica. Dentre os fatores psicológicos mais comumente presentes estao: dificuldade em compreender e aceitar a sexualidade, crenças rígidas, traumas infantis relacionados a sexualidade, medo, tabus quando ao contexto sexual, dificuldades conjugais, entre outros.  Assim, a indicação é buscar ajuda médica e psicológica para a resolução do problema. Os motivos da dor podem ser variados, portanto deve-se buscar um médico que investigará se a causa do problema é biológica, constatando-se que sim, é realizado o tratamento adequado. Entretanto, se não for encontrada nenhuma causa biológica, a cliente precisará de um acompanhamento psicológico, de preferência com um terapeuta sexual especializado, que poderá auxiliar a pessoa a identificar quais são os fatores que estão afetando a vida sexual, ensinar a técnicas e procedimentos para vencer as dificuldades, bem como ensinar a cliente a controlar a ansiedade. 
Gabriela P. Daltro
Psicologa CRP 06/86668

gabipdaltro@hotmail.com

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Tristeza ou depressão? Saiba reconhecer a diferença.
A depressão é uma doença incapacitante que atinge por volta de 350 milhões de pessoas no mundo e se caracteriza, principalmente, por alterações de humor com prevalência de  uma tristeza profunda, sem fim, associada a sentimentos de dor, amargura, desencanto, desesperança, baixa autoestima e culpa, assim como a distúrbios do sono e do apetite. É importante distinguir a tristeza patológica daquela transitória provocada por acontecimentos difíceis e desagradáveis, mas que são inerentes à vida de todas as pessoas, como a morte de um ente querido, a perda de emprego, os desencontros amorosos, os desentendimentos familiares, as dificuldades econômicas, etc. Diante das adversidades, as pessoas sem a doença sofrem, ficam tristes, mas encontram uma forma de superá-las. Nos quadros de depressão, a tristeza não dá tréguas, mesmo que não haja uma causa aparente. O humor permanece deprimido praticamente o tempo todo, por dias e dias seguidos, e desaparece o interesse pelas atividades, que antes davam satisfação e prazer. Outros sintomas são alteração de peso, distúrbios do sono, agitação ou apatia motora, fadiga e perda de energia constante, culpa em excesso, dificuldade para concentrar-se, ideias suicidas, perda ou aumento excessivo do desejo sexual. Muitas vezes. No inicio, os sintomas são vistos como passageiros, mas e importante estar atento a duração e  intensidade. Procurar a ajuda de um psiquiatra e/ou de um psicólogo e fundamental para o diagnostico correto, tratamento e informação a família.

Gabriela P. Daltro
Psicologa CRP 06/86668

gabipdaltro@hotmail.com

terça-feira, 24 de junho de 2014

Entendendo a agressividade em crianças

Comportamentos agressivos podem ser uma parte difícil da educação das crianças, pois muitas vezes os pais não entendem a causa daquele comportamento e/ou sentem dificuldade em lidar com ele. Agressividade e todo comportamento que visa ferir o outro, como xingar, bater, chutar, morder, empurrar, etc. São manifestações comuns e ate esperadas nas crianças pequenas, pois elas ainda estão aprendendo a lidar com sentimentos como frustração, irritação, medo, insegurança, saudades e ate com a dor. Contudo, desde bem pequenos e importante que os pais ou responsáveis deixem claro que estes comportamentos não serão tolerados e que são inadequados, sugerindo outras formas de lidar com as situações desagradáveis e ajudando a criança a identificar o que sente. As situações mais comuns que levam a estes comportamentos são os modelos em casa (família que usa gritos e agressão como formas de solucionar problemas; as crianças tendem a copiar o que veem); falta de limites e de regras e consequências claras e consistentes; crianças estressadas ou sob situações de estresse como luto, separações, nascimento de irmãos, etc; falta de atenção ou atenção insuficiente dos adultos ( a crianca necessita de afeto, troca, interação). Um psicólogo pode ajudar a família a identificar as causas do problema e propor estratégias especificas para lidar com estes comportamentos tanto em casa como na escola.

Gabriela P. Daltro
Psicologa CRP 06/86668

gabipdaltro@hotmail.com

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Compulsao Sexual: o que e como tratar

A Compulsao Sexual ou Transtorno do Impulso Sexual Excessivo requer tratamento, pois se caracteriza por uma perda de controle do desejo sexual que gera atitudes autodestrutivas semelhantes a pessoas viciadas em jogos ou com dependência química. Uma das características dos viciados em sexo é a de estar sempre pensando ou fantasiando algo relacionado a sexualidade. São pensamentos constantes, que passam a atrapalhar o andamento da vida, impedindo a pessoa de trabalhar, estudar, socializar, praticar esportes, etc. Quando as relações sexuais são obtidas, ainda que haja orgasmo, a pessoa tende a não obter a sensação de satisfação, necessitando sempre de outra relação em pouco tempo. Além disso, dificilmente o dependente consegue se concentrar em algo que não esteja relacionado ao sexo. Sendo assim, não só as pessoas que fazem muito sexo podem ser viciadas, mas também as que fantasiam ou se masturbam excessivamente. No caso da masturbação, em casos extremos de dependência, a pessoa pode chegar a machucar o pênis ou a vagina de tanto estimular a região. Outro indício é quando a pessoa interrompe com frequência o que está fazendo - trabalho ou estudo, por exemplo - para se masturbar. Contudo, necessita de uma frequência sexual especifica não caracteriza o transtorno, outros indicativos como comportamento sexual de risco, por exemplo, devem ser levados em consideração. Somente um psiquiatra ou psicólogo especializado pode indicar se e o caso de uma compulsão de fato. Procure ajuda especializada. O tratamento envolve acompanhamento com medicação e psicoterapia, individual e/ou em grupo.

Gabriela P. Daltro
Psicologa CRP 06/86668
gabipdaltro@hotmail.com