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terça-feira, 5 de abril de 2016

Um casamento feliz é possível sim!

As relações estáveis trazem muitos desafios. Conviver nem sempre é tarefa fácil. As responsabilidades, a rotina, a mudança de cada um dos parceiros ao longo do tempo e o estresse cotidiano são alguns fatores que interferem na dinâmica do casal. Contudo, ter um casamento feliz é possível. 

A chave está na comunicação e no comprometimento com o que é importante para o parceiro (a) e para o casal. Ter expectativas reais quanto ao relacionamento, aceitar que o outro não vai mudar a maior parte das características é fundamental. Outras atitudes que podem ajudar são relativas a divisão das tarefas da casa, a decisão quanto aos gastos financeiros, a atenção à aparência e ao cuidado pessoal. Aprender a ouvir sem ficar na defensiva e ceder na hora de fazer as pazes também ajuda. 

Acima de tudo, é importante cultivar a amizade na relação, mas lembrar que casamento não é amizade. Cultivar o desejo de estar com o outro e uma boa vida sexual para ambos é fundamental. Em algumas épocas o enamoramento vai estar presente com maior intensidade e em outras épocas nem tanto. 

O Importante é aprender a lidar com cada fase da relação sem omitir insatisfações e sem desrespeitar o outro. Afinal, você casou para ser feliz não é?

Gabriela P. Daltro
Psicologia/Sexologia
CRP 06/86668
gabipdaltro@hotmail.com

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Mulheres com dificuldades na cama. Por que isso acontece?

Metade das mulheres brasileiras relatam bloqueios e complicações na hora do sexo. Um bloqueio é, tudo aquilo que impede a mulher de desejar ter relação sexual, de desenvolver o erotismo, de usufruir plenamente do prazer e do orgasmo. Há muitas razões pelas quais a mulher pode sentir-se bloqueada em ter relações sexuais. Em nossa sociedade sexo ainda é tabu. A falta de informações adequadas quanto à sexualidade, educação rígida, vergonha e culpa estão presentes na vida da maior parte das mulheres. Se a sexualidade não é vivida com prazer, tenderá a ser evitada. Experiências de abuso e violência sexual podem deixar marcas profundas na vida sexual e emocional e impedir que a mulher participe de forma prazerosa do envolvimento sexual e erótico.  Insatisfações com o parceiro (a), dificuldades de comunicação, medo de gravidez ou doenças, condições físicas (doenças crônicas, por exemplo), medo de sentir dor durante a relação, crenças equivocadas quanto à sexualidade e estresse são algumas das possíveis causas de bloqueios. Alguns bloqueios podem ser dissolvidos com informação adequada sobre sexualidade. Muitas vezes uma dificuldade que parece enorme é facilmente resolvida com pequenos ajustes. Em outros casos, o acompanhamento para questões emocionais e do relacionamento do casal se faz necessário. O profissional mais adequado e preparado para esclarecer dúvidas e modificar padrões no campo da sexualidade é o sexólogo. Bloqueios têm solução, procure sempre ajuda especializada.

Gabriela P. Daltro
Psicóloga/Sexóloga CRP 06/86668

gabipdaltro@hotmail.com

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Casais e as dificuldades virtuais

Enquanto a Internet traz inúmeros benefícios como possibilidades de aprendizado, contato com maior círculo de pessoas e possibilidade de negócios, também pode trazer dificuldades para o relacionamento conjugal. Os dois maiores problemas enfrentados por casais relacionados ao uso da Internet é a pornografia e a infidelidade virtual. Casais que vivem frustrações no casamento e na vida sexual encontram facilmente a saída rápida e segura para expressar suas fantasias e desejos, protegidos pela distância e anonimato. Substitui-se assim a ameaça do relacionamento real, e ele pode ser vivido sem riscos. Contudo, esta vida secreta e isolada do parceiro (a) apresenta riscos reais. Embora o uso de pornografia possa ser de grande ajuda para casais, seu uso indiscriminado pode resultar em um quadro de vício/compulsão. A pessoa pode criar expectativas irreais sobre o corpo do parceiro (a), preferir uso do material sozinho a ter relações com o cônjuge, pode ainda chegar a substituir passeios, convivência com amigos e família para ficar na internet. Já a infidelidade virtual costuma gerar muita angústia, pois o casal tende a se afastar e desistir de comunicar o que é realmente importante dentro da relação. Embora virtual, a quebra da confiança e a dificuldade em conversar sobre a relação são reais. Portanto, se não se encontra algo no casamento, há vários caminhos a tomar: abordar a questão com o cônjuge, buscar aconselhamento com profissional, conversar com outras pessoas conhecidas do casal, que podem ter vivido algo semelhante e trocar experiências, ler, obter informações. Afinal, nada é virtual quando produz consequências reais.

Gabriela Pavani Daltro
Psicóloga/Sexóloga CRP 06/86668
gabipdaltro@hotmail.com


quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Família como associação afetiva: novas famílias, novos desafios.
Apesar da polêmica aprovação recente do Estatuto da Família, que considerou como instituição familiar a organização formada por um homem, uma mulher e filhos, na prática e na vivência de grande parte da população do Brasil e  do mundo são as associações afetivas que definem o que é "Família". Portanto, este breve artigo visa abarcar e dar suporte para o entendimento destas novas configurações familiares e ajudar pais e educadores a compreender que desafios podem encontrar. Assim, estas associações, ou vínculos de afeto, podem se dar entre homens e mulheres, indivíduos do mesmo sexo, indivíduos com idades diferentes, uniões com filhos de antigas uniões junto a novos filhos, entre outras inúmeras formas de união. Contudo, nestas novas maneiras de conviver afetivamente surgem desafios como, por exemplo a relação com o ex-marido ou ex-esposa, a relação com filhos de outras uniões, enteados, desafios para mães e pais solteiros, etc. A cada nova união surgem dúvidas sobre o papel de cada participante, o direito e responsabilidades de cada um; como conviver com os “ex”, como e com que direito educar enteados e filhos...enfim, uma avalanche de perguntas ocorre tanto para adultos quanto para as crianças. O importante é perceber que cada relação é diferente e que não existe uma regra única de convivência: a cada situação uma estratégia. Para ajudar nestes momentos de (in)definição a ajuda de um psicólogo é valiosa. Na terapia são trabalhados os conceitos tradicionais e modernos de família, a quebra de paradigmas, a compreensão de algumas situações especificas, bem como a ajuda para entender o papel e a responsabilidade de cada parte na vida do casal e dos filhos.
Gabriela P. Daltro
Psicóloga/Especialista em Sexualidade Humana

 CRP 06/86668 gabipdaltro@hotmail.com

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Equilíbrio como a chave para a satisfação emocional

Somos mais felizes quando o conjunto de nossa vida está bem do que
quando uma área importante está perfeita e o resto está caindo aos pedaços. No campo emocional, a felicidade e satisfação costumam acompanhar as pessoas que tem múltiplos interesses e que conseguem equilibrar, mesmo que não de forma perfeita, as várias áreas da vida. Isso quer dizer que é mais proveitoso quando a satisfação pode vir de várias áreas diferentes, pois a pessoa não precisa depender de um objetivo único ou determinados acontecimentos para se sentir bem. Quem consegue reconhecer avanços e apreciar conquistas e relacionamentos em várias áreas tem mais chance de se sentir feliz. Portanto, considere e se proponha atividades que desenvolvam campos de interesse como sua saúde, seus relacionamentos afetivos e sociais, seus relacionamentos familiares, a sexualidade, o setor financeiro a carreira, a evolução pessoal ou espiritual, o lazer a diversão. Tenha expectativas realistas, reavalie suas prioridades e seja grato pelas coisas positivas de sua vida. Com certeza você começará a sentir muito mais satisfação.

Gabriela P. Daltro
Psicóloga/Sexóloga CRP 06/86668

gabipdaltro@hotmail.com

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Como superar um rompimento amoroso?

A melhor frase que já li sobre o fim de relacionamentos amorosos diz o seguinte: “Há pessoas que vão se separando, até que se separam. E pessoas que se separam, e depois vão se separando”. Todas as pessoas precisam se relacionar. Faz parte da necessidade humana criar laços, vínculos, apegar-se. Entre os tipos de vínculos, o relacionamento amoroso é um tipo de ligação especial entre as pessoas.  Por isso, terminar um relacionamento nunca é fácil. Além da dor aguda da separação, há muita incerteza.  E os laços precisam ser desfeitos aos poucos, um a um. Há pessoas que começam o luto de uma relação antes de seu término definitivo, para quem o fim pode dar uma sensação de alívio. Para outras o fim abrupto fará com que o trabalho de desligamento ainda esteja por acontecer, o que pode ser muito doloroso. Em geral, o fim de uma relação envolve um processo de luto, no qual sentimentos como dor, raiva e negação estarão presentes. Em um primeiro momento, a recomendação é aceitar a dor. Quando os laços se partem, ainda há muito que ser dissolvido e a sensação é de que uma parte da própria pessoa foi embora ou deixou de existir. Portanto, sentir vazio e medo é completamente natural. Depois deste primeiro momento a indicação é abrir-se aos poucos para o mundo, cuidar da cabeça e do corpo o melhor que puder, reforçar os laços afetivos que realmente importam, encontrar novas atividades e se permitir prazeres. Após um tempo é possível considerar o papel que cada pessoa ocupou na relação, rever padrões de comportamento, trabalhar pontos que ficaram em aberto.  Por fim, traçar novos objetivos, reforçar a auto-estima e abrir-se para um novo romance pode ser possível. A recuperação nem sempre é em linha reta, algumas vezes há idas e vindas, passado e futuro misturando-se. Em todas as fases de um rompimento, o Psicólogo é o profissional que pode ajudar a pessoa a se compreender melhor, aceitar as mudanças e preparar-se para uma nova vida.

Gabriela P. Daltro
Psicóloga/Sexóloga CRP 06/86668
gabipdaltro@hotmail.com