quarta-feira, 22 de julho de 2009

Conhecendo a esquizofrenia

A atual novela da rede Globo, através de um personagem portador de esquizofrenia, tem divulgado os problemas que esta doença gera. A esquizofrenia é uma doença mental crônica, ou seja, pode ser controlada mas não tem cura, e que atinge cerca de 1% da população mundial. Em geral ela se manifesta na faixa dos 20 e 30 anos de idade, gerando enorme impacto social e na família. A esquizofrenia é caracterizada por alguns sintomas, que podem estar presentes, ausentes ou combinados. Dentre eles destacam-se os delírios e alucinações. O delírio é uma crença, em geral absurda, que não pode ser removida: a pessoa acredita, por exemplo, que existe um complô para lhe fazer mal e por mais que se prove o contrário ela não se mostra convencida. Os delírios podem ter vários temas, mas em geral são persecutórios. Já as alucinações caracterizam-se por percepções e sensações sem a presença do objeto: a pessoa vê, conversa, ouve e sente outras pessoas, objetos, alienígenas, animais falantes, etc que não são reais, mas que para ela são tão reais e palpáveis quanto o restante da realidade. Em fases agudas da doença a pessoa pode apresentar desorganização do pensamento, suas idéias ficam confusas, vocabulário pobre ou infantil; apresenta também isolamento e pode tornar-se agressiva por conta dos conteúdos de seu delírio. Identificar a esquizofrenia e seu subtipo é o primeiro passo para ajudar o paciente. Isso deve ser feito por um psiquiatra que vai informar as medidas a serem tomadas, tal como a medicação e a indicação de algum tipo de terapia (psicoterapia e muitas vezes o apoio da terapia ocupacional). Atualmente, se a medicação e terapia são seguidas corretamente, a maioria dos portadores da esquizofrenia podem viver de modo produtivo e com uma vida social bem-adaptada.

Gabriela P. Daltro

Psicóloga CRP 06/86668

gabipdaltro@hotmail.com

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